sexta-feira, 13 de novembro de 2009

APAGÃO: "É UM PROBLEMA DE GESTÃO E ORGANIZAÇÃO"


Primeiro diretor de Gás e Energia da Petrobrás do governo Lula, cargo que ocupou por quatro anos, Ildo Sauer, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, deixou o cargo por discordar da política energética do governo. Ele vê com ceticismo a probabilidade de uma tempestade ter causado o apagão e credita o transtorno a um "problema de gestão".

A seguir, a entrevista à Agência Estado:

É provável que o apagão tenha sido provocado por tempestade?

O raio de Bauru (a causa oficial para o apagão de 1999, que atingiu 10 Estados), que deu o Prêmio Pinóquio aos ministros da ocasião, agora talvez vire o Prêmio Rolando Lero, porque estão nos enrolando. O que causa perplexidade é que, tanto tempo depois, ainda não se tenha clareza do que aconteceu. Eventos que podem ser causadores de uma catástrofe dessa monta são de cinco categorias. A primeira é formada por eventos intrínsecos ao sistema, tipo um curto-circuito, um desligamento não programado por causa da proteção do sistema, quando algum parâmetro de temperatura ou algo do tipo foi atingido e ele desliga sozinho, ou quando alguém, em manobra acidental, provoca o desligamento dos sistemas. Você pode ter a perda de uma usina, uma subestação ou outro equipamento.

E as outras causas?

As outras quatro categorias são externas: eventos de força maior, como terremoto e furacão; atos de vandalismo ou terrorismo; tecnologia da informação, com hackers entrando no sistema operativo e mudando o software; ou acidentes graves com choques de veículos, aviões, helicópteros.

O que parece mais evidente?

O que posso dizer agora é que nitidamente estamos diante de um problema de gestão do sistema. Porque se um evento desses acontece, pelo critério de confiabilidade se precisaria desligar aquele equipamento ou sistema e o restante continuaria operando. A perda de um equipamento não pode prejudicar o sistema como um todo. Neste momento, aparentemente temos investimentos suficientes em geração e transmissão.

Se há investimentos, o que justifica a fragilidade?

Isso é que é mais surpreendente: os investimentos aparentemente foram feitos e o sistema não funciona. Se temos os recursos físicos operacionais disponíveis e eles não estão dando resposta, é um problema de gestão e organização do sistema em nível de responsabilidades, é o pessoal batendo cabeça, botando a culpa um no outro, como aconteceu.

Como assim?

Estamos diante de algo circunscrito a duas esferas. Uma é o nível de organização do sistema, o que indicaria que as reformas feitas em 2003 e 2004 ou foram inadequadas ou insuficientes. Mesmo com investimentos e capacidade de sobra, o sistema não opera adequadamente. A segunda é que quando um evento desse tipo acontece, não se sabe dizer qual foi a causa e se demora para fazer o diagnóstico, também temos um problema de gestão e organização.

Fonte: Agencia Estado

METRALHADORA GIRATÓRIA


Depois de montar uma operação para blindar a ministra Dilma Rousseff logo após o blecaute ocorrido na terça-feira à noite, o governo quer agora que sua candidata ao Palácio do Planalto assuma aos poucos a linha de frente nas respostas às críticas da oposição. A estratégia, acertada pelo Planalto e pelo núcleo encarregado de montar a campanha da chefe da Casa Civil, é aproveitar a experiência dela na área para tentar desconstruir a tese de que o Brasil estaria à beira de uma nova crise energética.

No dia seguinte ao blecaute, Dilma reuniu-se com membros do governo e dirigentes petistas para definir como reagiria ao noticiário. Ela concordou com a proposta de submergir por alguns dias, para aguardar os esclarecimentos sobre os motivos do apagão e a análise sobre as condições em que se encontra o sistema de energia do País. Ela passou o resto do dia em casa, estudando as condições da rede e recebendo informações sobre os acontecimentos minuto a minuto.

Após o blecaute, o Planalto achou mais prudente deixar que outros membros do governo filtrassem os primeiros ataques da oposição.

Quem esperava explicações sinceras do governo para o apagão, pode esquecer! Querem transformar o blecaute em assunto eleitoral, como se fosse simplesmente uma briga com a oposição. Os 60 milhões de brasileiros prejudicados que se danem! O que não pode é a Dilma ficar sem resposta. Aí, vale tudo! Todo e qualquer disparate, menos a verdade.

Aliás, a senhora Dilma está ficando famosa justamente por não ser sincera nos debates, deve manter essa coerencia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

QUE "CASO ENCERRADO"?


A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) falou na tarde desta quinta-feira pela primeira vez sobre o apagão que atingiu a maior parte do Brasil entre a noite de terça (10) e a madrugada de quarta (11). Assim como o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), Dilma também afirmou que o apagão é um "caso encerrado" para o governo e atribuiu o problema a "ventos, raios e chuvas".

A ministra da Casa Civil repetiu o que foi dito por Lobão um dia antes, que também atribuiu o blecaute nacional a problemas climáticos. Ex-ministra de Minas e Energia, ela ocupou a pasta de 2003 a junho de 2005.

Ontem, deputados e senadores de oposição pressionaram para ouvir o ministro de Minas e Energia, para que ele explique no Congresso os motivos do apagão. Já Dilma foi criticada pela oposição por não ter se pronunciado antes.

Problemas climáticas é muito vago e uma desculpa vergonhosa para quem se dizia infalível e agora ao invés de reconhecer o problema, ainda fica tentando dividir a culpa com governos passados. Isso é típico de quem não tem argumentos e fica naquela: "sou incompetente mas os outros também são."

A ministra candidata está doida para empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Que "caso encerrado"? Cadê as explicações decentes para a população prejudicada? Num eventual governo de Dilma as coisas serão assim? Ao invés de explicar as coisas ela vai decretar "caso encerrado" para tudo? É muito conveniente para quem não é democrático!

O Ministério Público Federal não concorda com o "caso encerrado" e deu um prazo de 72 horas para que o governo Lula dê explicações sobre o apagão.





CAINDO NA REAL


Lula reclamou anteontem com assessores, logo após ser informado do apagão, que sempre ouviu de sua equipe que o setor elétrico era seguro e dotado de sistema de emergência para casos de panes ou acidentes.

Nas conversas, o presidente disse que o apagão mostrava que o sistema elétrico não é tão perfeito assim e que era necessário checar por que ele não estava protegido. Avaliou ainda que ele demorou muito para voltar ao normal.

'Vocês vivem dizendo que se uma linha cair, outra entra em funcionamento, que o sistema é seguro. O que aconteceu?'", reclamou Lula.

Desde o início do governo, Lula sempre procurou dar uma atenção especial ao setor elétrico, diante do temor de repetir em seu mandato o racionamento de energia elétrica no período tucano.

Só que no período tucano, o racionamento ocorreu porque os reservatórios das hidrelétricas estavam vazios por causa de falta de chuvas naquele período. Ao contrário de hoje, quando os reservatórios estão todos com cota máxima, nenhuma torre de transmissão estava inoperante e mesmo assim ocorreu o apagão.

Incompetencia? Só o tempo dirá porque no momento as desculpas e despistamentos aparecerão aos borbotões. Rídiculo mostrarem supostas marcas de raios em isoladores das linhas de transmissão como causa do apagão.

Enfim, Lula começa a cair na real.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

GOVERNO PERDIDO NA ESCURIDÃO


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira que a falta de energia que atingiu 18 Estados na noite desta terça-feira tenha sido um apagão elétrico. Lula afirmou que o país não enfrentou problemas de geração de eletricidade, mas sim na transmissão. Para ele, houve um "incidente energético".

Segundo Lula, técnicos do governo ainda trabalham para identificar o local exato do problema. "Não tivemos falta de geração de energia. A energia começou e continuou sendo gerada, tivemos um problema na linha de transmissão, que ainda não identificamos o exato local. É importante que não se faça nenhuma tese sobre isso e esperarmos termos um fato para informar melhor a sociedade", disse.

Senhor presidente, se não foi apagão, foi o que?

Segundo o dicionário, apagão
é o corte ou colapso temporário do suprimento de energia elétrica em uma determinada área geográfica, que pode variar desde uma localidade ou bairro, até uma grande área metropolitana ou regiões inteiras de um ou mais países.

Foi isso, exatamente o que aconteceu ontem, quer queira, quer não queira Lula.

E o pior de tudo é que não sabem explicar as causas até agora, ficam enrolando com explicações sobre atividades atmosféricas. Papo de quem não sabe nada e pensa que o povo é trouxa.

ENADE VIRA PROPAGANDA DE LULA


Diversas questões na prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) mencionavam o governo Lula e a imprensa, o que provocou críticas de educadores. Algumas delas elogiavam programas do governo federal. A prova foi realizada no domingo pelo Ministério da Educação (MEC). Cerca de 1 milhão de calouros e formandos participaram do exame, que tem o objetivo de avaliar os cursos de ensino superior do País.

O MEC não quis comentar o conteúdo dos exames. Na prova de Comunicação Social, aplicada a universitários de seis carreiras, entre elas Jornalismo, a questão de número 19 trata diretamente do presidente Lula.

O enunciado começa dizendo que Lula foi criticado por “veículos de mídia” ao afirmar que a crise financeira mundial seria uma “marolinha” no Brasil. Na sequência, afirma que “agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão de Lula”.

Os estudantes de Jornalismo se depararam com críticas à atuação dos veículos de comunicação. Uma das questões dizia que os jornais “inventam fatos” e “manipulam notícias”. A prova pedia que os estudantes comparassem as linhas editoriais de jornais populares e os de grande porte.

A especialista em avaliação Maria Inês Fini, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), questiona que tipo de habilidade pode ser avaliada com as questões formuladas.“Qualquer bom elaborador tenta evitar questões de cunho político, religioso ou ideológico”, pondera

Alípio Casali, professor titular da Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), acha que a questão da “marolinha” não pode ser considerada efetivamente propaganda, mas que ela apresenta um tom favorável ao governo.

Seria melhor Lula instalar um grande espelho em todos os portos do país e nas entradas das cidades, daqueles espelhos que respondem à pergunta: "Espelho, espelho meu..."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CANDIDATA SEM VOTOS?


O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), reagiu nesta terça-feira às declarações da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de que a oposição está "nervosa" diante do volume de realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Guerra chamou Dilma de "arrogante" ao afirmar que a sua candidatura ao Palácio do Planalto "não anda" --motivo que teria levado a ministra a disparar ataques à oposição.

"O problema da ministra é tentar mostrar que ela existe, por isso que ela [candidatura] não anda. Ainda bem, porque ela é arrogante e autoritária sem votos. Imagina se ela os tivesse", reagiu Guerra.

Segundo o tucano, a ministra vem adotando posturas orientadas pelos "marqueteiros" de sua campanha à Presidência da República com o objetivo de torná-la conhecida da população brasileira.

"Estamos tendo imensa dificuldade de polemizar com a ministra porque, até agora, não conhecemos nenhum ponto de vista dela. A ministra tem cumprido a tabela dos seus marqueteiros", afirmou.

A HISTÓRIA DO SANDUÍCHE BAURU



Tiras finas de rosbife frio, rodelas de pepino pequeno em conserva, fatias de tomate e pão francês sem miolo, em cuja cavidade vai uma mistura de três queijos preparados dentro de água quente. Sanduíche novo nas padarias? Não, essa é a receita do bauru original, criado em 1922 em São Paulo.


Criada em 1922, em São Paulo, a receira do bauru original (foto) é feita com rosbife, pepino, tomate, pão francês sem miolo e queijos

A suculenta combinação saiu da cabeça do radialista Casemiro Pinto Neto, que frequentava o Ponto Chic, no largo do Paissandu, na saída das aulas no largo São Francisco. Os ingredientes, inclusive o creme de três queijos, já existiam naquele que era ponto de encontro de políticos à época. Casemiro apenas montava o sanduíche.

A receita, tão pedida pelo radialista, caiu no gosto dos fregueses: "Me vê o sanduíche do Bauru", diziam os famintos, chamando o estudante de direito por seu apelido, adquirido por ter nascido na cidade do interior paulista.

Não demorou para a fama do bauru, o sanduíche, se espalhar pela cidade. O dono do local, Odílio Ceccini, era diretor de futebol do Palestra Itália. Todos os dias carregava técnicos e jogadores para comer lá. "Atrás dos jogadores, iam os jornalistas. E atrás deles, iam os políticos fazer campanha. Jânio Quadros, Adhemar de Barros", conta o atual dono da rede de três lojas, o engenheiro José Carlos Alves de Souza, 60.

Na década de 1930, a receita entrou no cardápio. Anos mais tarde, Casemiro, que morreu em 1983, escreveu sobre a criação que o tornou famoso. Ele conta que queria um sanduíche só com os queijos, mas decidiu incrementá-lo: "Falta um pouco de albumina e proteína. Bota umas fatias de rosbife. Falta vitamina, bota aí umas fatias de tomate." O pepino entrou depois, a pedido dos clientes, na década de 1970.

Ao longo dos anos, o sanduíche ganhou uma corruptela, que hoje faz fama em padarias e lanchonetes de qualquer canto do país, montada com ordinários queijo prato, presunto e tomate.

Uma das razões da simplificação da receita pode ser atribuída à complexidade do preparo do rosbife e ao segredo em torno da mistura de queijos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

COLETA DE ENERGIA EM ÓRBITA


A Jaxa, agência espacial japonesa, selecionou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início a um projeto ambicioso: coletar energia solar em órbita da Terra e enviá-la ao planeta.

O plano, agendado para se tornar operacional em 2030, se baseia no fato de que a energia oriunda do Sol é pelo menos cinco vezes mais abundante no espaço.

Os cálculos da Jaxa indicam que seria possível obter energia solar a um sexto do preço atual dessa fonte energética, caso a ideia funcione.

A ideia é "retransmitir" a energia obtida em órbita na forma de lasers, que seriam captados por antenas parabólicas em alto-mar, por exemplo.

domingo, 8 de novembro de 2009

LIBERDADE DE IMPRENSA
























O jornal "O Estado de São Paulo" completou 100 dias sob censura. A situação da liberdade de imprensa na América Latina piora a cada dia.

Dos países latino-americanos, somente o Haiti subiu no ranking da Repórteres Sem Fronteiras entre o primeiro e o mais recente levantamento feito pela organização. Para atribuir a posição de cada país, a entidade leva em conta episódios de violência contra jornalistas (como ameaças, detenções, agressões físicas e assassinatos) e órgãos de imprensa (censura, assédio governamental, pressões econômicas). São levados em conta não apenas abusos atribuídos a agentes do Estado, mas também a milícias armadas, organizações clandestinas e grupos de pressão.

Cinco dos sete maiores tombos no ranking ocorreram em países marcados pela influência de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, país que caiu 47 posições desde 2002.

"Não é nada bom o caminho que as Américas estão seguindo", disse Robert Rivard, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), ao comentar o grau de tensão entre imprensa e governos. Rivard também citou países sob a órbita chavista, como Bolívia, Nicarágua e Equador, como focos de preocupação. A situação de Honduras, que já era vista pela SIP como problemática quando Manuel Zelaya - um aliado de Chávez - estava no poder, piorou após o golpe que derrubou o presidente.

Mas o dirigente da SIP também destaca o agravamento da situação no México, por conta da corrupção e da violência do crime organizado, e na Argentina, país-sede da assembleia que a SIP promove até a próxima terça-feira.

A relação entre o governo argentino e o grupo midiático Clarín é marcada por ataques mútuos desde 2008, quando o casal Cristina e Néstor Kirchner - presidente e ex-presidente, respectivamente -, acusou a imprensa de favorecer os fazendeiros que promoviam greve contra um aumento de impostos.

Na Bolívia e no Equador, como na Venezuela, o tom beligerante dos governantes em relação à imprensa é usual. O presidente equatoriano, Rafael Correa, já chamou uma jornalista de "gordinha horrorosa" durante um evento público. Correa também provocou polêmica ao propor uma lei para regulamentar a imprensa. Após protestos de entidades internacionais, o governo admitiu submeter o projeto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

O boliviano Evo Morales disse, no final do ano passado, que "só 10% dos jornalistas são dignos". Morales acusa a imprensa de estar a serviço das "oligarquias". Mas as reações a seus métodos não vêm apenas dos setores empresariais. "Depois de resistir a tentativas de controle por parte da direita, agora vemos com pesar que um partido que chegou ao poder encarnando as aspirações de setores populares utilize os mesmos métodos e argumentos do fascismo para tentar domesticar os trabalhadores da imprensa", declarou, em manifesto lançado em março, o principal sindicato de jornalistas da Bolívia.

sábado, 7 de novembro de 2009

CARROS PARA 2030











Concurso que será realizado no evento já conta com a participação de várias propostas de carro para 2030.

O Salão de Los Angeles, que será realizado a partir do dia 3 de dezembro, irá exibir além de modelos de produção e conceito, algumas propostas com maior imaginação. São os carros que os atuais jovens irão dirigir em 2030, estudos futuristas que irão participar do Concurso de Design do evento californiano, cujo tema esse ano será Youthmobile 2030, ou mobilidade da juventude. Os estúdios de design procuraram exibir que tipo de veículo essa geração criada com comunidades online e celulares irá dirigir em 21 anos.

Participaram os departamentos da Audi, General Motors, Honda, Mazda, Nissan e Toyota. As propostas são variadas. A mais curiosa é a da Honda, que criou um modelo que incorpora o DNA de seu proprietário e muda as suas formas, cores e materiais de acordo com o resultado. A GM se inspirou em um “hit” entre os jovens “gamers”, o jogo/simulador Guitar Hero, para criar um carro cujo uso seja semelhante a jogar videogame. O nome escolhido para o carro entrega a inspiração: Car Hero.

A Audi/Volkswagen irá exibir dois conceitos, o eOra e o eSpira. O urbano eOra se adapta aos movimentos do motorista e as suas intenções. O eSpira, com um toque mais esportivo inspirado nos Auto Union de competição, vai além e captura qualquer movimento do corpo do motorista, incluindo gestos, e sincroniza essas ações com as dos carros. De acordo com a marca alemã, isso dá ao veículo uma agilidade e capacidade de respostas inigualável.

A General Motors traz o Car Hero, uma espécie de carro “casulo” que desafia os motoristas/jogadores assim que o destino é estabelecido no navegador conectado a um smart phone. Isso permite que o condutor dispute contra o veículo em busca do controle completo sobre o sistema de bordo, o que irá lhe dar acesso a várias situações de direção e vias. Parece divertido demais para ruas reais.

General Motors/Divulgação
GM Car Hero promete mesclar a experiência de dirigir com a de jogar


A Honda foi além. O modelo Helix – hélice em homenagem as espirais de DNA – incorpora o material genético do condutor e, graças à polímeros adaptativos, consegue mudar elementos do próprio veículo, como a forma, as cores ou os materiais. Essas mudanças também podem ser acionadas pelo ambiente e pelos padrões de tráfego. A marca apresenta um desenho de três versões do veículo. Para o tráfego congestionado de Roma, o modelo torna-se capaz de voar, a melhor forma de se andar na “cidade eterna”.

Dentro do ideal de interatividade, algo prezado pela geração “web”, a Mazda criou o Souga. O veículo esporte pode ser modificado de acordo com as características determinadas pelo proprietário no Vmazda, um site que serve como ferramenta de design. Com isso a marca japonesa promete que cada um dos carros será puramente voltado para o motorista.

A Nissan criou o estudo V2G, um carro urbano que também pode ser personalizado pelo dono. O modelo parece um pequeno inseto, com carenagens dianteiras sobre as rodas que se assemelham a pinças. Essa inspiração biológica fica clara no material da carroceria, que pode ser decomposto por uma bactéria “criada” especialmente para isso.

Já o Toyota LINKZ “surfa” na onda da personalização e permite que o veículo se torne uma ferramenta social como o Orkut. Nas ruas esse modelo serviria como um perfil do usuário/dono. O LINKZ pode receber novos “skins”, disponíveis para download. Em vez de rodas, o veículo futurista utiliza esferas compostas por um material capaz de converter fricção em energia para alimentar as baterias. Ou seja, algumas coisas, como a ecologia ou a conectividade, não devem sair de voga em 2030, como apontam essas propostas.

LULA AGRIDE PSDB


O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), reagiu às críticas feitas ontem ao partido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante congresso do PCdoB em São Paulo. Na ocasião, Lula chegou a comparar os tucanos com o ditador nazista alemão, Adolf Hitler, ao dizer que sentia "pena" ao ver que o partido planejava um programa de treinamento de cabos eleitorais no Nordeste para as eleições do próximo ano. O tucano considera que Lula exagerou.

No discurso feito durante o congresso na capital paulista, Lula já estava reagindo ao artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado na edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo. O ex-presidente fez críticas pesadas a Lula, acusando seu governo de ser intervencionista em excesso e de estar criando uma espécie de "subperonismo" no País.

"Não gostamos de Hitler, nem de Chávez (presidente da Venezuela, Hugo Chávez). Não discutimos ditadores. Se o presidente tiver curiosidade podemos mandar nossas apostilas para ele. Essas declarações não podem ser sinceras", disse. Guerra também rebateu a crítica feita por Dilma, que chamou a oposição de "patética". "Faltaram argumentos e ideias na cabeça da ministra na hora daquele discurso. É conversa de quem não sabe o que falar. É falta de experiência política", afirmou Guerra.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PATRULHAMENTO DA INFORMAÇÃO






















O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio Lulla.
Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:
O Programa do Jô, tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô" que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos
que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.
Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados "Movimentos Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 60 dias.

Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul. O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos,
aniquilando o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem o nosso Presidente está trilhando pelo mesmo caminho.
Constitucionalmente: Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?
Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?
Onde está a LIBERDADE DE EXPRESSÃO?
Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?

No comentário feito pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo destaca-se o seguinte trecho que transcrevo: " Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades.

ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PARA ONDE VAMOS?


Um texto brilhante! Com a palavra Fernando Henrique Cardoso:

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o." Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi." Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

Fonte: Folha de Sao Paulo




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FORREST LULA


FORREST LULA

Finalmente alguém abordou o tema com uma simplicidade franciscana, foi direto ao ponto.
O melhor de tudo é que o autor é docente de uma grande universidade onde, via de regra, a grande maioria é de esquerda, festiva, burra e eleitora de LULA.
APROVEITEM A ANALISE INTELIGENTE DO PROFESSOR DA USP Wagner Valenti*
Professor da USP / Departamento de Biologia Aplicada. Esse professor da USP fez um belo resumo, que aí vai ....

'Todos conhecem o filme Forrest Gump , que narra a história de um imbecil que sobe na vida auxiliado por circunstâncias a ele absurdamente favoráveis.
Pois nós brasileiros temos aqui nosso Forrest Lula, pelas razões que apresentarei abaixo.

1) Ele pensa que chegou a presidente pela competência, mas foi por uma junção entre sua persistência malufiana e o 'mudancismo' do eleitor, que só pelo desejo de mudar nem se sabe o quê vota alternadamente em candidatos como Collor e Maluf, e depois em Lula & companhia.

2) Ele pensa que é respeitado lá fora, mas não passa de uma curiosidade zoológica, como o mico-leão dourado. A esquerda romântica de lá acha lindo um operário do terceiro mundo ter virado presidente: Se ele é competente ou não, o terceiro mundo que se dane. Ele recebe essa corda toda e acredita.

3 ) Ele pensa que trouxe programas sociais, mas a única coisa que o PT fez foi proteger os terroristas sem-terra, e transformar o bolsa-escola em bolsa-esmola.

4) Ele pensa que faz sucesso com a imprensa, mas na verdade contou, pelo menos até os recentes escândalos, com uma imprensa domesticada e cordial.

5) Ele pensa que não existe ninguém que possa questioná-lo tanto em ética quanto em política, mas isso só acontece por que ele nunca se expôs a entrevistas coletivas sérias, com jornalistas especializados, onde teria de dar uma satisfação objetiva de seu desempenho.

6) Ele pensa que é imune a essa crise porque seu percentual de aprovação ainda é alto, mas as pessoas que ainda confiam nele são aquelas tão avessas à leitura quanto seu presidente, e por isso nem sabem o que acontece.

7) Ele pensa que é responsável pelo sucesso da política econômica, mas isso aconteceu porque a diretriz econômica foi a única herança do governo anterior que ele não estragou.

8) Ele pensa que causou o aumento das exportações, embora isso tenha sido
conseqüência de uma série de fatores anteriores a seu governo, mais as circunstâncias favoráveis no cenário internacional.

9) Ele pensa que não sofrerá impeachment por estar acima de tudo o que acontece, embora Collor tenha sido defenestrado por muito menos. Na verdade, ele só vai ficar lá porque não interessa a ninguém transformá-lo em mártir, dando-lhe chance de retornar à cena política.



Wagner Valenti* Professor da USP / Departamento de Biologia Aplicada ' ..
(*) é um bom prof. de Biologia, pois, mostrou que entende bem de moluscos, vermes e parasitas...

DE LANTERNA NA MÃO


O presidente Hugo Chávez aconselhou os venezuelanos a usar lanternas para ir ao banheiro à noite ao invés de acenderem a luz para evitar o desperdício de energia elétrica. Ele prometeu ainda fazer visitas-surpresa a grandes empresas e impor multas se necessário.

"Se você levanta às 3 da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por quê gastar este pouco de luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira", pediu o presidente.

Chávez aprovou nesta terça-feira 413 milhões de bolívares [cerca de R$ 279 milhões] para projetos do setor elétrico no restante de 2009.

O objetivo é obter uma economia de energia de 20% que alivie um sistema elétrico em colapso pela crescente demanda.

Desde abril de 2008, a Venezuela foi atingida por ao menos quatro apagões de alcance nacional, e outros de menor alcance. O setor, nacionalizado em 2007, precisa de uma importante injeção financeira para ser modernizado e ampliar a capacidade de geração.

Foram nacionalizar, deu no que deu. Uma ótima lição para os esquerdistas perdidos no tempo que apóiam Chavez, Evo Morales, Rafael Correa, etc, essa laia amiga de Lula. Acabaram de lanterna na mão!

UNIVERSIDADE MINEIRA DESENVOLVE LEITE SEM COLESTEROL


Infarto agudo do coração, derrame cerebral, doenças cardiovasculares. O mesmo colesterol que é importante para o crescimento celular e a produção de hormônios no corpo humano pode representar o papel de vilão para a saúde de muitas pessoas.

Motivos que levaram a Universidade Federal de Viçosa (UFV) a desenvolver um experimento que consegue retirar do leite o colesterol, que nada mais é que um aglomerado de moléculas de gorduras transportado pela corrente sanguínea. "O colesterol é sempre o mesmo", explica o professor titular de Tecnologia de Alimentos e pesquisador da UFV Sebastião Brandão.

"Quando comemos, ele entra em nosso sangue e se liga a dois tipos de proteínas gordurosas, formando partículas leves, o HDL, que é bom para o funcionamento do organismo, e pesadas, o LDL, que é a gordura prejudicial." A grande vantagem do leite sem colesterol, de acordo com Brandão, seria a preservação do sabor e de outros componentes do alimento, como as vitaminas solúveis em gordura (A, D, E e K).

O processo de extração do colesterol no leite desenvolvido pela UFV foi criado a partir de consecutivas separações do material. Primeiro é retirado o creme até que o produto fique com a consistência de um leite desnatado. É nessa pasta onde mora o perigo, a bem dizer, o colesterol. Do creme é extraído um óleo semelhante à gordura que fica na panela quando derretemos uma quantidade de manteiga. Desse óleo é, então, removido o colesterol. Nessa parte do experimento, é inserida uma substância que adere à mólecula. O produto, um alimento vegetal sólido, une-se ao colesterol, que se torna um sólido, permitindo dessa maneira a separação.

A UFV conta o milagre, mas ainda não pode divulgar o santo. "Como estamos solicitando a patente do projeto, isso é ainda um segredo", explica Brandão. Sai o colesterol da gordura presente no leite, entram novamente os outros componentes. Para tanto, é realizado o processo inverso, juntando o óleo ao creme e, depois, ao leite por meio da homogenização, que consiste na quebra do óleo em pequenos glóbulos. A partir daí é possível fazer todos os produtos lácteos derivados (leite de caixinha, manteiga, queijos etc), o que o leite desnatado não permite, por exemplo. "Esse é um produto especial, que poderá ser usado por quem tem pressão alta, distúrbios circulatórios, ou tendência a doenças cardiovasculares. Pretendemos oferecer ao mercado, descobrir empresas que tenham interesse e passar a tecnologia para frente", adianta Brandão.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

POBRES CRIANÇAS DO BRASIL


Existem 290 áreas críticas apenas em Minas. Oito rodovias, incluindo as de maior tráfego, estão no mapa da prostituição.

Seja para comprar comida ou fumar crack, o fato é que milhares de crianças e adolescentes estão espalhados pelas rodovias federais brasileiras oferecendo os corpos por até R$ 2. No Brasil, há um ponto vulnerável à exploração sexual infantil a cada 26,7 quilômetros - isso considerando apenas os locais em que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já flagrou ou recebeu denúncia de menores de 18 anos submetidos à prostituição.

Mapeamento da PRF apontou a existência de 1.819 pontos “vulneráveis” para a exploração sexual de menores nas estradas. São postos de combustíveis, bares, boates, restaurantes ou mesmo acostamento. Trata-se da quarta edição do mapeamento feito pela PRF em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas os dados gerais pouco variaram em relação à edição de 2007, com Minas Gerais e Rio Grande do Sul encabeçando a lista em número de pontos, com 290 e 217 respectivamente - os dois Estados, no entanto, têm grandes malhas viárias federais. Levando em conta quantidade e extensão das vias, os piores são Distrito Federal, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Para o promotor José Carlos Fortes, o resultado mais importante dessas ações não é “processual”. “A publicidade sobre a ação do Ministério Público (MP) inibe a prática desse tipo de crime pelos donos dos estabelecimentos e também pelos pais.” Isso porque grande parte das crianças e adolescentes é levada para o comércio do sexo pela própria mãe que, geralmente, também foi explorada quando criança.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ARQUIVO VIVO


A ex-primeira-dama brasileira Rosane Collor, que em 2005 terminou seu casamento com o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello, denunciou ter recebido ameaças por se considerar um "arquivo vivo", e, por essa razão, teme por sua vida, informou neste sábado a imprensa do Rio de Janeiro.

"Se digo que não tenho medo estaria mentindo. Acho que Deus me ama e não vai permitir que nada de mal me aconteça, mas que sou um arquivo vivo eu sou", disse Rosane em declarações concedidas ao jornal "Extra".

Em 2006, Rosane Malta --nome que utiliza após a separação-- relatou que quando seu ex-marido planejava voltar à vida política --após 14 anos afastado por um escândalo de corrupção que lhe custou a Presidência-- ela recebeu uma ameaça contra sua vida.

"Eu ia para o lançamento do disco evangélico de Cecília de Arapiraca e uma pessoa me disse por telefone que se fosse ao evento, eu não voltaria", disse.

Na época, Rosane confirmou a acusação da religiosa de Arapiraca, que assegurou que Collor participava de rituais satânicos.

A ex-primeira-dama ainda reivindica a metade do patrimônio do ex-presidente na Justiça. Atualmente, ela diz receber uma pensão de R$ 13 mil, o equivalente a um terço do que recebia na época da Presidência.

LAREIRAS


De variados modelos e tamanhos, as lareiras combinam com praticamente todos os estilos de decoração. Entretanto, é preciso saber utilizá-la corretamente para evitar transtornos.

Em meio a inúmeras maneiras de decoração, que vão do estilo rústico, clássico ao que há de mais moderno, um velho modo de aquecer ambientes não perdeu o seu charme e utilidade. Movidas pelo romantismo ou pela satisfação de reunir os amigos para uma boa conversa, muitas pessoas fazem questão de ter uma lareira em casa.

A arquiteta e designer de interiores Rosângela Brandão Mesquita diz que, independentemente do modelo, a lareira valoriza o imóvel. "Influencia até na escolha por essa ou aquela casa ou apartamento. São usadas em salas de estar, sala de jantar, estar íntimo, suíte. Em qualquer lugar, elas podem ajudar a criar hábitos diferentes e promove mudanças de costumes na família. A lareira aproxima as pessoas", ressalta.

De alvenaria, elétrica ou a gás, o ideal, segundo a designer de interiores Iara Santos, é que a estrutura fique em uma área de convivência onde um número maior de pessoas circulem. Geralmente, a lareira fica na sala de estar ou na sala íntima, por serem locais de reunião ou recepção de pessoas. Assim, ao colocá-la em um ambiente já existente, um dos cuidados que se dever ter é a combinação de seu acabamento com os elementos decorativos presentes na sala.