sexta-feira, 11 de junho de 2010

LULA, O EXTERMINADOR DE PETISTAS


Quando o PT anunciou, na tarde de ontem, o apoio do partido à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão, o deputado Domingos Dutra (PT-MA)(foto) decidiu protestar _começou uma greve de fome no plenário da Câmara dos Deputados.

"Essa decisão oficializa o estupro da política interna do partido. Jogaram na lata de lixo as regras pelas quais lutamos há 30 anos", disse Dutra. "O PT tem de jogar fora seu código de ética. Entregar o partido para quadrilha não é ter ética."

O deputado, 54, passou a noite de quinta para sexta no plenário, em vigília pela reunião da cúpula petista que definiria se o partido revogaria decisão do diretório maranhense de apoiar a candidatura do deputado Flávio Dino (PC do B), adversário político da família Sarney, ao governo estadual.

"Sarney se sente ameaçado e quer destroçar as novas lideranças, como Dino", afirmou, referindo-se ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Até o fim da greve de fome, "sem data para terminar", Dutra quer beber apenas água de coco. Tem usado um sobretudo por cima do terno para enfrentar o frio do gelado plenário da Câmara. Um colchonete serve de cama.

Lê enquanto aguarda as sessões da próxima semana, quando ocupará a tribuna para denunciar o caso. Entre as obras escolhidas, "O Camaleão" e "A Oligarquia da Serpente", sobre a atuação política dos Sarney. Também há livros de Gandhi, Chico Xavier e Graciliano Ramos --deste, escolheu "Insônia".

A atitude do PT fez Dutra desistir de se candidatar na eleição deste ano. "Minha história é incompatível com a de Sarney." Ainda não sabe se deixará o partido, mas poupa, por enquanto, o presidente Lula de críticas. O alvo das reclamações é o PMDB. "Já temos o vencedor antecipado desta eleição."

Engraçados esses petistas, mesmo sendo tratorados por Lula ainda dizem que vão poupá-lo de críticas! Querem mais o que? Um pelotão de fuzilamento para enxergar o que Lula fez com eles? Sem dúvida, se merecem!

MUITO OBSCURO


A pré-campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) remunera jornalistas e técnicos por meio de notas fiscais frias, emitidas por uma microempresa sem funcionários, cuja sede fica num apartamento residencial.

As notas são emitidas pela Cinco Soluções, aberta em 3 de março em nome de Jeová Alves de Sousa Jr., 27, que disse trabalhar no meio publicitário, em nome da Lanza Comunicação, do jornalista e consultor Luiz Lanzetta.
Ele foi afastado da pré-campanha na semana passada, em meio à suspeita de produção de um dossiê contra José Serra (PSDB). A Lanza é contratada pelo diretório nacional do PT, em Brasília.
Um grupo de 36 pessoas trabalha para a Lanza na mansão alugada no Lago Sul, em Brasília, nas áreas de imprensa e internet da pré-campanha de Dilma.

Produzem textos, acompanham a petista em viagens e eventos e alimentam o site. A maior parte desses profissionais recebe entre R$ 7.500 e R$ 11 mil mensais.

Eles não mantêm vínculos empregatícios com a Lanza. Para efetuar a maioria dos pagamentos, a empresa recebe notas fiscais da Cinco.

Sem secretária ou placa indicativa e com capital social de R$ 5.000, a Cinco é sediada na casa da mãe de Sousa Jr., um apartamento de 40 m2, no Gama, cidade-satélite a 35 km de Brasília.

A zeladora do edifício, Irene da Silva Rezende, disse não saber da existência de empresas. A mãe do microempresário, Graça, disse que ele "trabalha na rua".

da Folha On Line

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"LULA VIROU CAUDILHO"


A ex-deputada Sandra Starling, fundadora do PT, primeira candidata do partido ao governo de Minas em 1982, secretária-executiva do Ministério do Trabalho no primeiro mandato de Lula: ela desfiliou-se, anteontem, do PT. E ainda chamou Lula de "caudilho". Sandra starling tem 66 anos de idade - 32 dos quais foram dedicados ao PT, desabafou:

"'É lamentável que o PT acabe refém de uma pessoa, que é o Lula. [Ele] Tem os seus méritos, mas todo mundo tem algum mérito; virou caudilho no partido, manda, desmanda, decide, todo mundo obedece. Não dá!".

- Agora, que negócio é esse? Ninguém tem vez e voz? Estou fora.

E saiu do PT. Antes distribuiu a carta que segue:

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”

Ao tempo em que lutávamos para fundar o PT e apoiar o sindicalismo ainda “autêntico” pelo Brasil afora, aprendi a expressão, que intitula este artigo. Era repetida a boca pequena pela peãozada, nas portas de fábricas ou em reuniões, quase clandestinas, para designar a opressão que pesava sobre eles dentro das empresas.

Tantos anos mais tarde e vejo a mesma frase estampada em um blog jornalístico como conselho aos petistas diante da decisão tomada pela Direção Nacional, sob o patrocínio de Lula e sua candidata, para impor uma chapa comum PMDB/PT nas eleições deste ano em Minas Gerais.

É com o coração partido e lágrimas nos olhos que repudio essa frase e ouso afirmar que, talvez, eu não tenha mesmo juízo, mas não me curvarei à imposição de quem quer que seja dentro daquele que foi meu partido desde sempre.

Ajudei a fundá-lo, com muito sacrifício pessoal; tive a honra de ser a sua primeira candidata ao governo de Minas Gerais em 1982. Lá se vão 28 anos! Tudo era alegria, coragem, audácia para aquele amontoado de gente de todo jeito: pobres, remediados, intelectuais, trabalhadores rurais, operários, desempregados, professores, estudantes.

Íamos de casa em casa tentando convencer as pessoas a se filiarem a um partido que nascia sem dono, “de baixo para cima”, dando “vez e voz” aos trabalhadores. Nossa crença abrigava a coragem de ser inocente e proclamar nossa pureza diante da política tradicional.

Vendíamos estrelinhas de plástico para não receber doações empresariais. Pedíamos que todos contribuíssem espontaneamente para um partido que nascia para não devermos nada aos tubarões.

Em Minas, tivemos a ousadia de lançar uma mulher para candidata ao governo e um negro, operário, como candidato ao Senado. E em Minas (antes, como talvez agora) jogava-se a partida decisiva para os rumos do país naquela época. Ali se forjava a transição pactuada, que segue sendo pacto para transição alguma.

Recordo tudo isso apenas para compartilhar as imagens que rondam minha tristeza. Não sou daqueles que pensam que, antes, éramos perfeitos.

Reconheço erros e me dispus inúmeras vezes a superá-los. Isso me fez ficar no partido depois de experiências dolorosas que culminaram com a necessidade de me defender de uma absurda insinuação de falsidade ideológica, partida da língua de um aloprado que a usou, sem sucesso, como espada para me caluniar.

Pensei que ficaria no PT até meu último dia de vida. Mas não aceito fazer parte de uma farsa: participei de uma prévia para escolher um candidato petista ao governo, sem que se colocasse a hipótese de aliança com o PMDB. Prevalece, agora, a vontade dos de cima.

Trocando em miúdos, vejo que é hora de, mais uma vez, parafrasear Chico Buarque: “Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde”.

SUJEIRA, MUITA SUJEIRA


O homem que ia pagar o dossiê da Dilma tem negócios muito pouco transparentes com o governo Lula. Dono da Dialog Serviços de Comunicação e Eventos e da Gráfica Brasil, Bené, é privilegiado em contratos com o governo de Luis Inácio.

A Controladoria-Geral da União detectou 11 indícios de irregularidades num dos principais contratos da empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos, do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, como o governo.

Até semana passada, Bené vinha atuando como espécie de gerente informal da pré-campanha da petista Dilma Rousseff.

Em análise preliminar, os auditores constataram, por exemplo, que a empresa recebeu por serviços não executados. A auditoria da CGU foi iniciada ano passado, quando ainda não eram conhecidos publicamente os laços de Bené com o PT.

A investigação foi instaurada a partir de suspeitas de irregularidades num contrato da Dialog com o Ministério das Cidades, em 2007. Graças a uma brecha na Lei de Licitações, esse contrato permitiu que a empresa estendesse seus negócios, sem licitação, para vários outros ministérios.

Nos últimos quatro anos, os pagamentos do governo à Dialog somam R$ 76,3 milhões. Outra empresa administrada por Bené, a Gráfica e Editora Brasil – registrada formalmente em nome do pai e de um irmão do empresário – recorreu ao mesmo procedimento da Dialog para obter contratos na Esplanada dos Ministérios.

Os contratos da Dialog e da Gráfica Brasil com o governo somam R$ 214 milhões de 2006 até este ano.

O que são R$ 1,6 milhão por um dossiê contra adversários?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

CASAMENTO INTERESSEIRO


Michel Temer prestes a escalar o altar, se apresentou a Dilma Rousseff, a candidata a noiva.

O “casal” exibiu-se às câmeras meio sem jeito. Dilma estendeu a mão para seu pretendente. Temer, como que hipnotizado pelos flashes, não se deu conta.

Para não estragar a pose, a noiva viu-se compelida a agarrar a mão do virtual parceiro, apertando-a.


Temer referiu-se à junção do PMDB com o PT como "uma aliança político-eleitoral programática".

“Isso significa que vamos fazer verdadeiramente um presidencialismo de coalizão...”

“..No Brasil, mais do que nunca, surge a necessidade de coalizão partidária que não se dá depois da eleição...”

“...Ela está se formulando na campanha, e se dá não apenas por ajustamento político, mas junção de ideias".


Alguém acredita mínimamente nisso? Alguém duvida que é uma coalizão puramente interesseira? Do lado do PT o interesse de manter o poder a qualquer custo e do lado do PMDB, caciques que pretendem tirar o máximo lucro disso e de todas as formas.


E se Dilma perder? Candidamente e sem nenhum constrangimento, quem duvida que o PMDB procurará Serra para fazer coalizão?

a




PÉ NO FREIO DO PIB


O Brasil perseguiu, durante anos, um PIB vigoroso. No primeiro trimestre de 2010, obteve um Pibão chinês: 9%, se comparado com o mesmo período de 2009.

Agora esqueça isso. O governo já está com o pé no freio. O Brasil não está preparado para o crescimento, durante 7 anos de Lula não se investiu o adequado em infra-estrutura.


Passou 2009 à base de isenções tributárias. Ingeriu as liberações de compulsórios bancários. Deglutiu empréstimos bancários.

O governo passou a cortar os estímulos, suspendeu as isenções, enxugou o excesso de moeda que irrigava a economia, retomou o ciclo de elevação dos juros...

O governo conspira contra o PIB, mas por que? Porque não fez sua obrigação!

Enquanto a iniciativa privada investia para produzir mais, o governo Lula ficou no blá, blá. Não investiu em portos, aeroportos, pontes, estradas e ferrovias. PAC prá lá, PAC prá cá e nada, agora tem que freiar.

Lula está como o cozinheiro que tem massa para fazer um bolo grande mas a forma é minúscula. Faltou principalmente planejamento, aquilo que ele diz que a sua candidata Dilma tem como virtude, mas ela estava no governo junto com ele na hora que precisava planejar e cadê? Dilma é mais responsável do que Lula pelo fracasso de planejamento que está empacando o PIB brasileiro, porque ocupou os cargos estratégicos para planejar um caminho que não desaguasse nessa situação, que infelizmente estamos.

Fica claro que se o Brasil quiser crescer, não vai ser com esse governo incompetente e nem com quem se declara a sua continuidade!

terça-feira, 8 de junho de 2010

TODOS SABIAM


Apontado como bode expiatório no episódio do suposto dossiê contra o pré-candidato José Serra, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) não era o único que sabia das denúncias.

Toda a cúpula petista que integra a coordenação de campanha da pré-candidata Dilma Rousseff tinha conhecimento, desde o fim de 2009, da existência de um farto material investigativo contra o tucano e sua filha, Verônica Serra.

Nesta segunda-feira, dois jornalistas envolvidos no caso negaram a versão do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa, de que o comitê petista desejou contratar serviços de espionagem.

Segundo relatos feitos ao GLOBO por dirigentes do PT, o partido esperava que aliados do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) usassem o material durante o processo de disputa interna no PSDB para a escolha do presidenciável tucano.

Como isso não ocorreu, contou um integrante da campanha petista, houve a decisão coletiva de se ter acesso a esse material, que estava sendo investigado pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior. Na ocasião, Amaury acabara de sair do jornal "O Estado de Minas".

Na coordenação de campanha de Dilma, o dossiê passou a ser usado internamente como "arma secreta", para ser usada, se necessário.

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, pretende viajar ainda neste mês para França, Bélgica, Portugal e Espanha. Enquanto a fervura do dossiê estiver alta é conveniente uma saída de cena, embora isso deixe Serra completamente à vontade no mes de Junho.


domingo, 6 de junho de 2010

BRASIL E CORÉIA DO NORTE


Fonte: Asia Times Online














Há indicações recentes de que a Coréia do Norte tem procurado parceiros comerciais fora da Ásia e seu aliado comercial mais novo parece ser o Brasil. Relações entre os dois países têm aquecido consideravelmente desde que o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva se tornou presidente em janeiro de 2003.

A agência de notícias oficial chinesa Xinhua anunciou em Outubro de 2004 que a Coréia do Norte planejava abrir uma embaixada em Brasília, a quarta na América, depois de Havana, Cuba; Lima, Peru e México. Em 23 de maio 2006, um funcionário coreano da Central News Agency (KCNA) e da mídia brasileira informou que os dois países tinham assinado um acordo comercial.

Mais recentemente, a KCNA informou que em dezembro passado um protocolo "na alteração do Acordo de Comércio "tinha sido assinado na capital Pyongyang. "Presente na cerimônia de assinatura da RPDC [República Popular Democrática da Coreia ou Coreia do Norte lado] estavam Ri Ryong Nam, o ministro do comércio exterior e do lado brasileiro Arnaldo Carrilho, funcionário da embaixada do Brasil na Coréia ".

O papel da China no sentido de facilitar o comércio entre Brasil e Coréia do Norte continua a ser um questão de conjectura, mas é significativo que o porta-voz do estado Xinhua tem ansiosamente informado sobre o aquecimento das relações entre os dois países. A China continua sendo a mais importante base de Pyongyang para todos os tipos de comércio exterior - legítimas, bem como, as ilegítimas, transações de negócio através de empresas de fachada em Pequim e em outros lugares.

Mas a Coréia do Norte também necessita de parceiros comerciais mais discretos, como a China é freqüentemente criticada em fóruns internacionais por suas estreitas relações com o regime da Coréia do Norte e é, sem dúvida, estreitamente vigiada por serviços de inteligência ocidentais. Não é de surpreender que o Brasil, que é conhecido por ter as suas próprias ambições nucleares, embora para fins pacíficos, tenha emergido como uma nação amiga de Pyongyang.

Significativamente, o Brasil estabeleceu o que parece ser um entendimento com outra potência nuclear aspirante: Irã. "Além disso, como o Irã, o Brasil tem fechado aspectos de sua tecnologia nuclear, enquanto insiste que o programa é para fins pacíficos, peritos de armas nucleares têm desmistificado ", segundo um relatório de 20 de abril de 2006 da Associated Press.

Embora o Brasil seja mais cooperativo do que o Irã em matéria de inspecções internacionais, alguns preocupam-se com sua capacidade de enriquecimento - o que acabará por criar mais combustível que é necessário para as suas duas usinas nucleares - sugerem que a maior nação da América do Sul pode repensar o seu compromisso de não-proliferação nuclear.

''O Brasil está seguindo um caminho muito semelhante ao do Irã, mas o Irã está recebendo todas as atenções'', disse Marshall Eakin, especialista em Brasil da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. ''Na verdade, o Brasil está se beneficiando dos problemas iranianos.''

Em setembro de 2009, Lula declarou antes da Assembléia Geral da ONU: "O Irã tem os mesmos direitos que qualquer outro país na sua utilização da energia nuclear energia para fins pacíficos ". Ele acrescentou aos repórteres, fora da Assembléia Geral da ONU, "eu defendo para o Irã os mesmos direitos no que diz respeito à energia nuclear que eu faço para o Brasil. "Ele acrescentou:" Se alguém tem vergonha de ter relações com Irã, não é o Brasil ".

Mas é a cooperação nascente de Lula com a Coreia do Norte, que é especialmente preocupante para alguns observadores ocidentais. Segundo um observador de longa data da cena norte-coreana, "Ambos os países têm ambições de longo prazo para desenvolver uma capacidade nuclear, bem como lançar mísseis e veículos espaciais. E o Brasil tem acesso a tecnologia que a Coréia do Norte só pode sonhar. "

No Brasil, a Coreia do Norte tem uma longa história de envolvimento à distancia com vários grupos de esquerda, ramificações dos quais estão agora no poder em Brasília.

Joseph Bermudez S, especialista em Coréia do Norte, escreveu em seu estudo de 1990 "Terrorismo: Uma conexão da Coreia do Norte ":
De 1968 a 1971, a Coréia do Norte forneceu apoio financeiro e de assistência militar para várias organizações de esquerda no Brasil, especialmente a de Carlos Marighella (Ação Libertadora Nacional - ALN) e a Vanguarda Popular Revolucionária (Vanguarda Popular Revolucionária - VPR). Em novembro de 1970, a Coréia do Norte estabeleceu uma base de treinamento na área de Porto Alegre, onde um pequeno grupo de guerrilheiros receberam treinamento de guerra de guerrilha, armas de pequeno calibre e de formação ideológica. Um pequeno grupo da ALN e pessoal da VPR, acredita-se que tenham recebido treinamento na Coréia do Norte.
Marighella - um marxista, escritor e fundador da ALN - foi o líder de um movimento militante que lutou contra governos de direita na década de 1960. Em setembro de 1969, os guerrilheiros conseguiram seqüestrar o embaixador Charles Burke Elbrick (E.U.) por 78 horas. Após a sua liberação em troca de 15 esquerdistas presos, Elbrick comentou: "Ser embaixador não é sempre um mar rosas." Dois meses depois, Marighella foi morto em um encontro com a polícia do Brasil. Mas, em 4 de novembro de 2009, a 40 º aniversário da morte de Marighella, Lula declarou-o um herói nacional.

Embora a ideologia pode ser menos importante do que os lucros do mundo capitalista de hoje, existem velhos laços emocionais entre a Coreia do Norte e o Brasil de Lula que não devem ser totalmente desconsiderados. O Brasil pode estar entre os países que condenaram o programa nuclear da Coréia do Norte, como ficou demonstrado, em maio de 2009 o governo brasileiro instou a Coreia do Norte "para assinar o Global Nuclear Test-Ban Treaty e a observar estritamente a moratória testes nucleares".

Mas o comércio bilateral entre os dois lados, no entanto, está - em termos relativos - agora em franca expansão. Em maio do ano passado, o ministro de Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Pak Ui-chun chegou ao Brasil para se reunir com seu colega brasileiro, Celso Amorim. Pak expressou o interesse em receber assistência da PETROBRÁS em suas águas profundas para prospecção de petróleo, embora Amorim tenha dito que seu país estava interessado em exportar equipamentos para prospecção.

Até agora, nenhum equipamento militar, ou material que poderia ter aplicações militares, foi trocado entre a Coreia do Norte e o Brasil. Mas Pyongyang encontrou pelo menos um novo parceiro comercial, que poderia substituir alguns de seus aliados na Ásia. É uma relação nova, que será acompanhada de perto por observadores da Coreia do Norte no Japão e no Ocidente.

HORIZONTE ABERTO PARA SERRA


O empate na pesquisa IBOPE entre Serra e Dilma não foi ruim para o tucano. O crescimento de Dilma se deve à intensa exposição que ela teve a partir de 13 de maio, data do programa do PT, que a colocou no centro das atenções, incensada por Lula e tres ministros de governo. A aparição de Serra no programa do DEM não chegou a amenizar porque a pesquisa já estava em andamento.

Previa-se que Serra poderia vir até um pouco atrás de Dilma, o que não se confirmou, revelando uma firmeza no eleitorado cativo de Serra.

Daqui para frente é esperada uma reação de José Serra com uma exposição maior na televisão que é a mídia com maior penetração no eleitorado.

Serra pode ocupar até uma hora e meia da faixa nobre na TV e no rádio ao longo de junho. Desde que seja a principal atração dos programas de 10 minutos e inserções de 30 segundos que PSDB, PTB e PPS terão direito a veicular este mês. Seria uma repetição do que ocorreu com o horário de propaganda do DEM.

Dilma não tem nenhuma propaganda programada para este mês. Apenas a convenção do PT, que deve formalizar sua candidatura no dia 13. Mas o PSDB também fará a sua, para oficializar Serra, na véspera.

Para os tucanos, a pesquisa Ibope não foi tão ruim. Ao menos Dilma não cresceu nas últimas duas semanas, se comparados os resultados aos da Datafolha. Por isso que eles dizem que maio foi de Dilma e que junho será de Serra.

Outro elemento desgastante para Dilma, será o desenrolar das denúncias do dossiê ao longo do mes de Junho. Lula se mostrou contrariado, acha que foi uma derrapagem justo no melhor momento de Dilma.

Se o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) conseguir a convocação do sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, e do delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza para depor na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, a fervura do dossiê pode transbordar em prejuízo para Dilma.

O horizonte está aberto para Serra!

sábado, 5 de junho de 2010

O DOSSIÊ QUEIMA COMO BRASA VIVA


O dossiê queima nas mãos de Dilma, PT e também do governo Lula.

Dilma negou, se disse injustiçada, o presidente do PT negou e até pediu uma interpelação na justiça a José Serra. Pois bem, a bomba explodiu, já se tem nomes, objetivos e até os valores contratados.

E agora, José Eduardo Dutra, presidente do PT, o que vai fazer com essa interpelação? Se ela continuar, poderá oferecer a Serra a oportunidade escancarar mais essa estupidez do PT. Sinuca de bico.

O delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa(foto) revelou detalhes que ajudam a dimensionar com maior exatidão o que se planejou nos subterrâneos do comitê petista - forçando uma intervenção direta do comando da campanha com ordens expressas de parar com tudo.

O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para es-pionar adversários e petistas rivais?

Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury (Ribeiro), o Benedito (de Oliveira, responsável pela parte financeira) e outro colega meu, mas o negócio não se concretizou. Havia problemas de metodologia e direcionamento do trabalho que eles queriam.

Como assim?

Primeiro, queriam que a gente identificasse a origem de vazamentos que estavam acontecendo dentro do comitê. Havia a suspeita de que um dos coordenadores da campanha estaria sabotando o trabalho da equipe. Depois, queriam investigações sobre o governador José Serra e o deputado Marcelo Itagiba.

Que tipo de investigação?

Era para levantar tudo, inclusive coisas pessoais. O Lanzetta disse que eles precisavam saber tudo o que eles faziam e falavam. Grampos telefônicos...

Pediram ao senhor para grampear os telefones do ex-governador Serra?

Explicitamente, não. Mas, quando me disseram que queriam saber tudo o que se falava, ficou implícita a intenção. Ninguém é capaz de saber tudo o que se fala sobre alguém sem ouvir suas conversas. Respondendo objetivamente, é claro que eles queriam grampear o telefone do ex-governador.

Disseram exatamente que tipo de informação interessava?

Tudo o que pudesse ser usado contra ele na campanha, principalmente coisas da vida pessoal. Esse é o problema do direcionamento que eu te disse. O material não era para informação apenas. Era para ser usado na campanha. Na hora, adverti que aquilo ia acabar virando um novo escândalo dos aloprados.

Quem fez essa proposta?

Fui convidado para um encontro com Fernando Pimentel. Chegando lá no restaurante, estava o Luiz Lanzetta, que eu não conhecia, mas que se apresentou como representante do prefeito.

Ele pediu para investigar os petistas também?

Disse que estava preocupado, que tinha ocorrido uma reunião entre os seis coordenadores da campanha e que tudo o que havia sido discutido foi parar nos jornais. Havia alguém vazando informações, e ele queria saber quem era. Suspeitava do Rui Falcão.

"O Pagamento - 1,6 Milhão de reais - Seria Feito Por Benedito de Oliveira Neto, um Empresário Que enriqueceu Durante o Governo Lula".

O ex-prefeito Fernando Pimentel informou que não conhece o delegado e que Luiz Lanzetta não fala em seu nome. O jornalista, que continua trabalhando no comitê da campanha, disse que "fez uma bobagem" ao tentar criar um grupo que tinha como objetivo apenas evitar ataques dos adversários.

O líder da minoria na Câmara dos Deputados, deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), disse que encaminhará, entre terça e quarta-feira, um pedido de convocação do sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, e do delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza para depor na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

"Queremos saber quem foram os contatos, quando foi feito, se houve algum pagamento e a origem do dinheiro para pagar isso", listou Fruet. "Esse Idalberto é uma figura conhecida, é um operador chamado quando a área de inteligência do governo precisa de atividade não oficial, com tudo o que essa expressão não oficial representa", afirmou. "Agora ele é chamado pelo comando de uma campanha."

O sargento Idalberto, conhecido como Dadá, já esteve envolvido em outros casos de espionagem e foi ouvido duas vezes em comissões da Câmara.

A primeira em 2005, no Conselho de Ética, no curso do processo de perda de mandato do deputado André Luiz, do Rio de Janeiro, que estava ligado às denúncias envolvendo o então assessor do ex-ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz.

Em 2007, ele foi ouvido na CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, apontado como braço direito do delegado Protógenes Gueiroz, responsável pela operação Satiagraha, suspeita de ter sido realizada com uso de métodos ilegais, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão. É arma pesada do governo.

Lula, naturalmente, dirá que não sabia de nada!

MÉDICA BRASILEIRA DÁ SEU TESTEMUNHO SOBRE ABORDAGEM DO NAVIO MARMARA



Relato de Ana Luiza Tapia, uma brasileira que está servindo na área médica do Exército de Israel e que atendeu os feridos de ambos os lados no navio Marmara, da frotilha abordada por soldados israelenses no mar da Faixa de Gaza e seguido de luta corporal no convés.

"Eu estou servindo como médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina de campo.

4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender a gravidade da situação).

O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diáriamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla Gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.

O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer opção aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.

ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?

Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.

5:00h – Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.

Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.

Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.

Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???

Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.

Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL. E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.

E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE EM GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DE JANEIRO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.

Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.

Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana"

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NOBLAT APERTA PETISTAS SOBRE DOSSIÊ


Replicamos aqui o diálogo travado no twitter pelo jornalista Ricardo Noblat e os petistas José Eduardo Dutra e Marcelo Branco. Valeu Noblat!

(Discussão cordial travada, ontem, no twitter do blog com José Eduardo Dutra, presidente do PT, e Marcelo Branco, responsável pela área de internet da campanha de Dilma Rousseff)

@BlogdoNoblat - Na versão que começou a circular, tem 110 páginas o dossiê contra Serra elaborado pelos novos aloprados do PT. 2:53 AM Jun 3

@ZéDutra 13 - Você sabe quem elaborou o tal dossie? Então diga. Ficar falando em "novos aloprados do PT" é desonestidade intelectual 9:41 AM Jun 3

@BlogdoNoblat - Eu sei, e o senhor sabe. E não me venha falar em desonestidade intelectual. Há companheiros do senhor que entendem disso melhor.

@ZéDutra 13 - Vc é um jornalista bem informado e deve saber a verdadeira origem desse suposto dossiê. Nâo queira jogá-lo no nosso colo.

@BlogdoNoblat - O senhor sabe o nome do jornalista que se ocupou com o dossiê. E a pedido de quem.

@ZéDutra 13 - Você postou no seu blog informações detalhadas sobre o tal dossiê e ainda quer dizer que eu é que sei? Menas, meu amigo!

@BlogdoNoblat - Não postei. O senhor leu mal. Postei a matéria da Veja e matérias publicadas em jornais. Confira.

@ZéDutra 13 - A sua fonte diz que foi feito por encomenda do PT? Você podia dizer os nomes ao invés de "aloprados do PT"

@BlogdoNoblat - Aloprados são (ou foram) as pessoas que cuidavam dentro da campanha de estocar munição contra adversários. Agiam por conta própria?

[BlogdoNoblat @Leo_Placido É natural que ele queira saber minha fonte. Eu adoraria saber as fontes dele. Ele não me conta. Nem eu conto.]

@ZéDutra 13 - Agora vou dar um tempo pois vou pro circo com a filha. Mais tarde eu volto.

[@BlogdoNoblat @marciodomengo Estou aqui. O Zé é que foi ao cinema ou ao circo. No que fez muito bem. Ele se diverte e eu trabalho.]

@ZéDutra 13 - Voltei. CaroNoblat, se você tem conhecimento de qualquer petista agindo na ilegalidade nessa campanha, denuncie, não insinue.

@BlogdoNoblat - Não se preocupe, presidente, estou atento. E farei isso. Sei que o senhor tomaria providências.

@ZéDutra 13 - Noblat, como se dizia no meu tempo, pode crer. Alias, teve gente que corrigiu o "menas". Vou ter que passar a explicar as gírias.

@BlogdoNoblat - Não se incomode. Tem gente aqui para tentar corrigir tudo - até o que não deve.

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@Marcelo Branco - Queremos que Noblat revele as fontes, já!! Pela ética jornalística. Você podia dizer os nomes.

@BlogdoNoblat - Deixa de bobagem, Branco. Vai cuidar melhor do seu trabalho. Você já criou problemas para Dilma. Não crie mais.

@Marcelo Branco - Noblat, por favor quais são as tuas fontes em off no caso do dossiê e da minha suposta demissão? A rede quer saber...não é?

@BlogdoNoblat - Sua suposta demissão? Por acaso escrevi aqui que você está demissionário? Ou está para ser demitido?

@Marcelo Branco - Agora tu cuidas da qualidade da campanha de Dilma? Pensei que estavas do outro lado.

@BlogdoNoblat - Você não é bom para pensar, Branco. Para executar, não sei.

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@BlogdoNoblat - Sem nenhuma arrogância, só pelo prazer de debater: se alguém encontrar Marcelo Branco por aí manda ele voltar.

@BlogdoNoblat - Se Branco estiver ocupado, avisem que fico por aqui até de manhã quase todo o santo dia.

@BlogdoNoblat - Bem, esperei o Marcelo Branco até agora e ele não apareceu. Deve ter sido recrutado pelo Circo Mágico. Melhor para Dilma. Até mais tarde. about 9 hours

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@BlogdoNoblat - Curioso. Quando publiquei aqui na semana passada que Dilma havia abortado a ação de aloprados ninguém me criticou. Dilma foi elogiada. about 17 hours ago

@BlogdoNoblat - Curioso também: não apareceu aqui ninguém do PT para desmentir que Dilma tivesse abortado a ação de aloprados. Ficaram caladinhos.

@BlogdoNoblat - Leiam a Folha de S. Paulo. Ela teve acesso a parte do dossiê contra Serra, parentes e amigos. Preferiu chamá-lo de "papéis". about 9 hours ago

@BlogdoNoblat - Em tempo: a Folha diz que "os papéis" circularam no alto comando da campanha de Dilma. Preciso avisar logo ao Dutra.

@BlogdoNoblat - Para evitar bate boca, proponho que nem falemos de dossiê nem de "papéis" como a Folha de S. Paulo. Chamemos de "banco de dados".

@BlogdoNoblat - "Banco de dados" foi como o governo chamou o dossiê sobre despesas secretas do governo FHC montado na Casa Civil quando Dilma era ministra.

Siga o Blog do Noblat no twitter

DEPOIMENTO DE SONINHA FRANCINE


- Descobri que o meio em que eu vivia - de petistas - inventava muitas barbaridades sobre o Serra. Por que o Serra? Não sei, talvez porque ele tenha sido o candidato do governo à sucessão do Fernando Henrique, portanto rival direto do Lula na disputa presidencial... Porque os petistas já pintavam os tucanos como o fel da terra (e eu, mesmo quando era do PT, achava isso um pouco absurdo), e o Serra como o próprio Satanás. Só que os fatos, mesmo vistos de longe, já desmentiam algumas coisas que diziam sobre ele: como ele podia ser "queridinho" da grande mídia quando comprava briga contra a publicidade de cigarro, por exemplo - que era uma baita fonte de receita para os meios de comunicação? E como ele era parte da elite imperialista internacional, quando foi à OMC e lutou contra os lobbys e cartéis da indústria farmacêutica, conseguindo as quebras de patente em nome da saúde pública dos países mais pobres?

Mesmo com esses fatos, eu acreditava nas versões do PT... Afinal, o PT era o meu partido, eu tendia a concordar com tudo... Pensava: "Ok, eles fez uma ou duas coisas importantes, corajosas, mas nem por isso é uma pessoa decente". O PT dizia que ele era covarde, porque tinha "fugido" da ditadura... Que era um manipulador ardiloso, porque "armou" um flagrante pra Roseana Sarney (se bem que eu já pensava naquela época: o marido da Roseana Sarney tem um milhão e meio de reais de origem desconhecida e a culpa é do Serra?).

Enfim, eu o detestava. Até ser vereadora e ele, prefeito. E descobrir que o demônio que pintavam não era nada daquilo. Mal humorado, impaciente, carrancudo, ríspido demais às vezes? Sim. Mau caráter? Não.

Em 2005, começo do meu mandato, o Serra me recebeu (a meu pedido), ouviu atentamente tudo o que eu disse e reconheceu que estava equivocado em algumas medidas que havia tomado como prefeito. Na manhã seguinte, desfez o que tinha feito. Depois, me procurou inúmeras vezes para perguntar de assuntos que acreditava que eu conhecesse melhor do que ele - políticas de juventude, meio ambiente, cultura. Cansei de vê-lo pedindo idéias, sugestões, opiniões. O contrário do que diziam dele...

Enquanto isso, o PT - que era o meu partido - continuava inventando, mentindo. Uma barbaridade. Analisava um projeto de lei enviado á Câmara pelo prefeito, concluía que o projeto era muito bom e... No plenário da Câmara, fazia DE TUDO para barrar o projeto. Saía do plenário para não dar quórum, subia na tribuna e passava meia hora falando horrores de um projeto que TINHA CONSIDERADO BOM - apenas para prejudicar "os tucanos" na eleição seguinte. Mesmo assim, mesmo no meio da guerra mais suja - petistas espalhavam mentiras para assustar a população, uma coisa realmente horrorosa - se chegasse um Projeto de Lei de um vereador do PT e ele considerasse o projeto bom para a cidade, ele sancionava (isto é, aprovava). E se chegasse um Projeto de Lei de um vereador do PSDB e ele considerasse o projeto ruim para a cidade, ele vetava. Aliás, nós ficamos amigos, e ele... vetou vários projetos meus. Ou seja, um comportamento REPUBLICANO, de respeito à Casa Legislativa e ao interesse coletivo. Mas o PT continuava espalhando que ele era autoritário, mentiroso, privatista, neoliberal... E que era repressor, "inimigo dos pobres", "amigo das elites", tudo de pior no mundo.

Mas o Serra ia fazendo coisas muito legais na cidade - criou a Coordenadoria da Diversidade Sexual, a Secretaria da Pessoa com Deficiência... O Centro de Juventude da Cachoeirinha, que é do cacete... Pegou um esqueleto que estava lá abandonado desde o Janio Quadros e fez um troço muito legal. Terminou o primeiro trecho do maldito Fura-Fila do Pitta, que também estava abandonado. Voltou atrás na história dos CEUS - porque essa foi uma das coisas que eu consegui convencê-lo de que ele estava errado - e mandou fazer vários outros, mantendo o nome "CEU" (bandeira da Marta...). Idem com os Telecentros - que os petistas diziam que ele "destruir", transformar em Acessa São Paulo, que era bem diferente... Criou a Virada Cultural. Fez os benditos hospitais de Cidade Tiradentes e do M'Boi Mirim - que o PT anunciava que a Marta tinha feito, quando na verdade ela não tinha começado nem a cavar o alicerce... Sem falar que a Marta, que passou os 2 primeiros anos de seu governo sanando as contas da prefeitura detonadas pelo Pitta, passou os dois últimos anos destroçando as contas da prefeitura - e deixou dívidas absurdas, contratos temerários de 20 anos assinados "no apagar das luzes"... O Serra deu muita força para a Secretaria do Meio Ambiente, que sempre era das mais pobrezinhas. E chamou para trabalhar com ele pessoas que tinham trabalhado com a Marta, sem a menor hesitação, sem rancor e ressentimento, porque considerava que elas eram competentes.

Enfim, eu VI, eu testemunhei, condutas absurdas do meu partido - e condutas admiráveis do Serra, que o meu partido pintava como o enviado do capeta.

Resultado: (lembre-se, este é um resumo, a história completa é uma enciclopédia) saí do PT, que foi se distanciando barbaramente dos ideais que pregava, adotando o "vale tudo" (pra governar, pra ser oposição), e fui para um partido de oposição. Que hoje apóia o Serra para presidente, assim como eu.

E eu nem falei do governo do estado... De mais uma seqüência enorme de mentiras e terrorismos, como de costume ("ele vai privatizar o metrô!"; "ele publicou decretos para acabar com a autonomia universitária!"), e, da parte dele, realizações admiráveis, mais ainda para quem ficou 3 anos e pouco no governo (e 1 ano e meio na prefeitura). Uma lista de pontos em que a atuação dele me agrada muito: trens metropolitanos, metrô, meio ambiente, cultura, pessoa com deficiência... E outros mais.

Se você odeia o Serra como eu odiava, eu sei que não vai mudar de idéia assim tão fácil. Não tenho essa pretensão. Mas gostaria que você acreditasse em mim: é com muita convicção que eu voto nele, baseada nos meus 6 anos de vida mergulhada integralmente na política.

A SELEÇÃO DO LULA


O presidente Lula tem a mania de querer ser mais notícia que a própria notícia. E não é só por vaidade, sempre procura fazer uso político em tudo que dá seus pitacos.

A bola da vez é a seleção brasileira, ou melhor, a seleção da CBF, que todos aqui no Brasil teimam em confundi-la com os símbolos nacionais, principalmente os políticos, para usarem como circo para o povo.
O "cara" quer ser dono do circo.

Lula, torcedor do Corinthians, emplacou para chefiar a delegação da CBF à Copa do Mundo, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez. Coincidência ou não, a seleção apareceu em Brasília para despedir do presidente torcedor com um esdrúxulo uniforme preto, cor do Corinhthians, em detrimento das cores verde e amarelo.

Lula também influiu na escolha do Zimbábue para um dos amistosos da seleção antes da Copa. O Zimbábue é governado por Roberto Mugabe, um dos ditadores mais sanguinários da África, mas também amigo de Lula. Também ali naquela ditadura, se oferece futebol como circo ao povo.

O presidente pretende continuar dando seus pitacos no futebol.
No início da semana, deu uma entrevista ao site Esporte Interativo. Daqui a pouco, fala novamente sobre Copa e futebol em entrevistas exclusivas para a Rede TV!(Bola na Rede) e Globo (Esporte Espetacular).

No Esporte Interativo já se meteu a vidente, prevendo que Robinho será o craque da Copa. Diante, disso, acho melhor Robinho se cuidar porque o homem tem fama de pé frio. A intenção é de uso político da seleção, principalmente nessa eleição, criando um elo entre o presidente e o time, uma espécie de identificação indissolúvel que caso a seleção vença a Copa, ele possa alinhar isso também como uma realização própria e no seu ego imenso, querer brilhar mais que os jogadores.

Já antecipou que se o time voltar vitorioso, vai imitar Vampeta da Copa de 2002, que deu cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto, visivelmente alcoolizado. Não duvido, ele já fez besteiras piores.

Por tudo isso, nessa Copa não torcerei pelo time da CBF, que aliás é uma entidade privada com fins lucrativos e nem sempre transparente, portanto nada tem a ver com o país. Ainda mais agora, passa a representar uma facção política diante de uma eleição que promete dividir o eleitorado brasileiro.

Vou ficar com Portugal!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

RIDÍCULO NA ÁSIA

Um programa de TV israelense ironizou a postura do Brasil no acordo que deu ao Irã o direito de enriquecer urânio a 20% na Turquia. No programa de TV, que já está no You Tube, dois apresentadores 'entrevistam' o 'presidente' Luiz Inácio Lula da Silva, que está cercado de mulheres que respondem apenas sim, claro, insinuando que o país tem belas mulheres prontas a dizerem sim aos homens.

Na 'entrevista', Lula é questionado o tempo inteiro sobre as razões que levaram o Brasil a se intrometer em questões do Oriente Médio e se mostra ignorante, ao afirmar que Israel fica "na Europa". O programa faz uma declaração de amor à cultura brasileira, mas deixa bem claro que os mediadores devem ser os americanos e não os aventureiros brasileiros. Dizem que o Brasil tem uma bomba latina, agora é capaz de dominar a Argentina. Quem procura acha!



ORAÇÃO PELA NAÇÃO BRASILEIRA


O país parece dividido, temos um Brasil que quer avançar, modernizar e participar do primeiro mundo dentro das regras democráticas e um outro Brasil, ainda governado por Lula querendo impor uma candidata incompetente e polêmica em relação às liberdades democráticas, simpática ao bolivarismo de Chávez e que conta com o apoio de uma grande massa de brasileiros mantidos sob controle através de um festival de bolsas, que vão desde a bolsa família até a bolsa para integrantes do MST entrarem nas universidades por meios paralelos.

Temos um Brasil competente e produtivo, que nunca perdeu tempo com política e suas mazelas, que agora tem que tirar um tempo do seu trabalho, para se defender de um Brasil gastador, personificado na figura do presidente Lula, que além de gastar possui uma ira arrecadadora de impostos que deixaria o príncipe John, rival de Robin Hood com inveja. Um Brasil gastador que quer impor a figura de seu guru Lula no cenário internacional a qualquer custo, protagonizando as mais incríveis besteiras, se apropriando da figura do estado, das cores nacionais e até da vergonha do povo consciente que já começa a ver fora do país, ridicularizações ao presidente Lula que respingam na nação brasileira.

Esses dois Brasis vão se confrontar eleitoralmente, inevitávelmente, em 03 de outubro de 2010.

Até lá, é bom rezar e esperar que esse desejo de Lula de se manter no poder a qualquer custo não leve o país a um confronto interno.

No dia de Corpus Christi, umas das principais festas cristãs, o pré-candidato do PSDB, José Serra, recebeu a oração de cerca de 15 mil fiéis em uma missa no Santuário do Terço Bizantino, na capital paulista. Com ar sereno, o tucano acompanhou a cerimônia do alto de um palco-altar. Rezou, cantou e bateu palmas, acompanhado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e um de seus coordenadores de campanha, Caio Carvalho.

A reza de uma Ave-Maria por Serra e Kassab foi iniciativa do padre Marcelo Rossi, que comandou a missa junto ao bispo da Arquidiocese de Santo Amaro, Dom Fernando Figueiredo. "Em ano de eleição, orem por nossos amigos, o prefeito Kassab e, de modo especial, por Serra", pediu padre Marcelo.

Enquanto Dom Fernando caminhava pela igreja carregando o Santíssimo Sacramento, estandarte dourado com uma hóstia no centro, representação do corpo de Cristo, padre Marcelo rezou dez Ave-Marias. Cada uma foi dedicada a um público, como mulheres, homens, doentes, jovens e idosos. Depois da oração para Serra, o religioso dedicou uma Ave-Maria a todos os políticos. "A igreja acolhe a todos com muito carinho", justificou.

Serra comungou. Depois de receber a hóstia de Dom Fernando, sentou, fechou os olhos, baixou a cabeça e ficou alguns minutos em oração, enquanto padre Marcelo entoava uma canção suave. O tucano, que foi recebido com palmas cordiais dos fiéis, leu uma breve passagem do livro de Gênesis e passou boa parte da missa mascando chiclete e acenando para o público.

Ao final da missa, Kassab contou que ele e o ex-governador foram convidados pelos religiosos para a cerimônia. Serra conversou por dez minutos com padre Marcelo e Dom Fernando, em uma sala nos fundos da igreja e deixou o santuário sem falar com a imprensa.

Padre Marcelo, que está há um mês usando cadeira de rodas, depois de levar um tombo da esteira enquanto corria, pediu ao presidenciável atenção especial aos deficientes físicos. Entre as promessas de pré-campanha de Serra está a criação de um ministério para atender esse público. O religioso esquivou-se de responder se a recepção calorosa a Serra representava um apoio político. "Nem minha mãe sabe em quem eu voto."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O BRASIL PRODUTIVO NÃO QUER CONTINUAÇÃO DE LULA


















Wagney Azevedo Leão, de 75 anos, tem a agropecuária no DNA. Seu bisavô era agropecuarista.

Seus netos cuidam agora das terras da família. "O agropecuarista hoje é um herói", diz ele, ao lado de outros quatro produtores, reunidos numa tarde de terça-feira numa sala do Sindicato Rural de Uberlândia. Suas queixas e reivindicações dirigidas ao governo federal incluem os custos altos da produção e os preços baixos dos produtos, as invasões de terras e as amarras ambientais.

"Que sustentação temos hoje na pecuária?", pergunta Wagney. "Os frigoríficos e as redes de supermercados levam a parte do leão. O produtor não está levando nada. O governo deveria sustentar a política agrícola com preços." O agrônomo Maurício Bueno, de 45 anos, que presta consultoria em planejamento de crédito agrícola, explica: "Os frigoríficos são poucos e põem o preço no boi."

Maurício observa que "tem cinco ou seis empresas comprando boi e produzindo fertilizantes, e milhões produzindo boi". Do lado dos grãos, grandes empresas como Cargill, Bunge, Sadia e Granjeiros "pagam o que querem", acrescenta José Luís da Silva, de 63 anos, que tem 360 hectares de milho e soja e cerca de 800 cabeças de gado de corte.

O governo contribuiu para essa concentração, observa Otacílio Ferreira Matos, de 52 anos, que trabalha com genética de gado Gir e Holandês: "O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) socou dinheiro no Friboi, e hoje só existem ele e o Independência", diz ele, referindo-se aos dois maiores frigoríficos do País. Carlos Augusto Ribeiro Franco, de 60 anos, consultor ambiental, criador de gado e de frangos, identifica nisso uma política do governo Lula: "É pretensão desse governo mostrar a cara do Brasil lá fora e para isso precisa de grandes estruturas."

A concentração se reproduz nas fazendas. "Há cinco, dez anos, todo mundo tinha condições de plantar 5, 10 alqueires (24 a 48 hectares)", lembra o agrônomo Maurício. "Hoje, ou você é produtor de 10 mil hectares ou não é nada. Com menos de 200 hectares, você não produz mais nada, e 90% (dos fazendeiros da região) têm esses pedacinhos de chão." Os produtores explicam que, ao lado dos preços baixos dos produtos, as terras têm exigido investimentos mais altos na correção do solo, assim como novas pragas têm demandado agrotóxicos caros.

Otacílio diz que a descapitalização dos pecuaristas os leva a vender as fêmeas, que atingem preço mais baixo no mercado. Segundo ele, o ideal seria vender no máximo 20% das fêmeas, mas os produtores têm vendido 45%. É um "círculo vicioso", descreve: vendem as fêmeas para fazer caixa porque não têm animal acabado e com isso reduzem a sua produção.

O preço mínimo estipulado pelo governo para a saca de 60 quilos de milho, diz Wagney, é R$ 17,50. A saca está sendo vendida a R$ 13. "O governo não pratica o preço mínimo", critica ele. "Tem milho estocado do ano passado. Nas lavouras, plantam milho em cima da outra safra. Não compensa colher. Não tem preço."

"Nos últimos anos a gente não está conseguindo ganhar dinheiro, e muitas vezes está perdendo", diz José Luís. "Compramos insumos quando os preços dos grãos estão altos. Na colheita, caem os preços. E aí a dívida está feita." Maurício, que arrenda 40 hectares com feijão irrigado, acrescenta: "Quando vai planejar a safra, o produtor se anima com o preço alto; quando colhe, o preço cai. Há um descasamento na renda. Junta-se isso com falta de estrutura de armazenamento e de crédito."

O consultor acha que falta uma política do governo para "direcionar" o plantio e o escoamento. "Ou que pague para não plantar." Wagney assinala que o governo se aproveita do produtor ao impor o preço baixo dos alimentos. "Para o governo é lindo, excelente."

Populismo. Ele vê populismo também na política agrária. "O MST invade o Ministério da Agricultura, o Incra, as fazendas, e qual atitude o governo tem tomado?", indigna-se Wagney, que participou do Clube dos 11, embrião da União Democrática Ruralista (UDR). "Estão querendo que depois que invadam a gente tem de defender? Não existe isso. Piorou muito nos últimos anos."

Uberlândia foi fundada em 1888, depois que paulistas ocuparam a região em meados do século 19. Hoje a cidade tem 600 mil habitantes. Tradicionalmente produtora de milho e gado, passou a dedicar-se também à soja e tornou-se grande polo avícola do País. A soja é exportada, enquanto o milho abastece o mercado interno de ração.

A crise econômica mundial teve impacto sobre o agronegócio a partir de abril de 2009. "Agora está começando a reagir", diz Carlos Augusto, que cria 550 cabeças de gado de corte, 50 de leite e 130 mil frangos para produção de ovos, além de cultivar milho, sorgo e cana para alimentar o gado. "Tende a melhorar, mas não volta ao patamar de 2007 e 2008."

Para ele, a política comercial do governo Lula foi "bastante incipiente". Seu modelo de ministro da Agricultura é Marcus Vinícius Pratini de Moraes (do segundo mandato de FHC). "É um grande comerciante. Abriu muitos mercados para o Brasil. Principalmente no setor de carnes, existe o Brasil antes e depois de Pratini."

Os produtores queixam-se também do Código Florestal Brasileiro, lei de 1965. "Está totalmente desajustado ao processo produtivo", avalia Carlos, que é também consultor ambiental. "Sistema de reserva legal só existe no Brasil. No mundo inteiro acabou. E vêm aqui polemizar para o governo impor o cumprimento."

Carlos usa um argumento bastante defendido pelos agricultores: "Se (a preservação ambiental) é para o bem da coletividade, por que o produtor paga sozinho?" Os agricultores acham que devem ser remunerados pela manutenção de matas em suas fazendas, como nos Estados Unidos.

Na região de Uberlândia, a reserva legal compreende 20% da propriedade; no cerrado, o índice é de 35% e na Floresta Amazônica, de 80%. A reserva soma-se às Áreas de Proteção Permanente (APPs), na beira da água e nas encostas dos morros. O assunto inflama os produtores rurais. Eles afirmam que uma fazenda cortada por um rio a inviabiliza comercialmente. "Tem fazendeiro perdendo metade da fazenda", observa Otacílio. Maurício defende excluir do cálculo a área já desmatada. "Desmatamento está fora de moda."

Carlos argumenta que em regiões cujas terras já foram bastante fracionadas pelas heranças sucessivas, como Uberlândia, onde segundo ele a área média é de 50 hectares, o conceito de 20% dentro de cada propriedade não faz sentido. "São pequenas moitas de mata sem corredor de ligação. Que bicho vai viver em moita de 2 hectares? Não dá sustentabilidade nem para a flora nem para a fauna." Externando uma opinião também bastante comum entre os produtores rurais, Carlos continua: "A quem interessa gravar 20%? Aos nossos concorrentes lá fora, que já devastaram tudo. Sabem que somos competitivos e quanto mais puderem nos atrapalhar, vão infernizar, através de ONGs financiadas por eles. O governo não reage a essa intromissão."

O consultor ambiental diz que deveria haver um zoneamento agrícola que liberasse da reserva legal "regiões antropizadas (muito modificadas pelo homem), com alta vocação agrícola, como o Triângulo Mineiro" e preservasse "regiões de baixa vocação, como Mato Grosso".

À pergunta sobre que candidato à presidência se mostra mais sensível a todas essas questões levantadas por eles, os produtores rurais dão respostas diversas. José Luís diz que ainda é preciso estudar o perfil dos candidatos. Carlos e Wagney não têm dúvida de que o candidato com maior "afinidade" com os produtores é José Serra. Maurício contesta: "O PSDB governou do mesmo jeito (que o PT) oito anos." Ele defende o governo Lula: "O partido do qual tinham medo fez mais do que o governo Fernando Henrique Cardoso no crédito agrícola."

Insegurança. Carlos rejeita a abordagem partidária: "Temos de ver daqui para a frente o indivíduo mais apropriado." Ele responsabiliza o governo pelas invasões: "Que segurança jurídica temos no campo? Não adianta ter crédito sem segurança. Esse governo não traz nenhuma tranquilidade. Esses movimentos são uma praga." A fazenda vizinha à de Carlos, na região de Água Limpa, foi invadida. "São massa de manobra do governo. Usam esse povo. É desumano", acusa ele. "Não querem produzir. Vendem (o lote) e vão invadir outra." Ele estima que, na sua região, 90% dos assentados não são os originais: compraram de outros. "Ofereceram-me dez lotes."

Wagney associa o problema a Dilma Rousseff: "Conhecemos a peça muito bem. Foi guerrilheira. O passado dela não merece a confiança do setor." Maurício também se revela pessimista: "Vai ser pior." Os produtores torcem para que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), não seja vice de Serra. Não porque não gostem dela. Pelo contrário: "Precisamos dela aqui."

"MORTE AO DITADOR"


Saiu o livro "Morte ao ditador!", nos Estados Unidos, contando a história de um jovem de 25 anos que foi preso pela milícia iraniana no dia 5 de agosto do ano passado, durante um protesto contra a posse de Mahmoud Ahmadinejad na Presidência do país. Ele passou 28 dias nos calabouços da República Islâmica.

O ex-metalúrgico Mohsen era um ativista periférico e participou de passeatas e quebra-quebras nas semanas seguintes à eleição. Preso, foi levado para a prisão de Evin, a Bastilha de Teerã, desde o tempo do xá. Os presos ficavam nas celas algemados, encapuzados e obrigados ao silêncio. Na linguagem do porão, Mohsen "quebrou" na primeira surra. Isso ficou claro quando confirmou ter participado de reuniões e projetos inexistentes, inventados pelos interrogadores. Mohsen ficou poucos dias em Evin. Foi transferido para outro calabouço, onde o regime guardava bandidos, traficantes e cafetões. Lá, não mais o interrogavam. Os policiais o espancavam em nome do "Deus misericordioso e compadecido..." e um deles ordenou: "Engravide-o." Outro disse-lhe: "Você quer de volta o seu voto?" Mohsen, como seus companheiros de cela, era violentado todos os dias, às vezes mais de uma vez. Três semanas depois jogaram-no numa beira de estrada. Quando reencontrou a família, pediu que o levassem a um médico que não o conhecesse.
O médico que cuidou de Mohsen disse à sua mãe que vigiasse o filho, pois vira casos semelhantes e muitos jovens mataram-se.

Na noite da eleição, em junho passado, o presidente Ahmadinejad ironizou esportivamente os protestos: "É como no futebol, todo mundo acha que vai ganhar." No dia seguinte, Lula recorreu à mesma metáfora: "Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos."

O que aconteceu no Irã depois que a Guarda Revolucionária se impôs nas ruas, nas empresas, nos meios de comunicação e no aparelho judiciário não foi coisa de flamenguistas ou de vascaínos. O beneplácito misericordioso e compadecido que, desde então, Lula dá a Ahmadinejad suja com a marca da amoralidade a diplomacia brasileira. Esse beneplácito faz com que soe parcial quando condena as ações de Israel.

JOGO SUJO DO PT













O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atribuiu hoje a existência de um suposto dossiê contra ele à sua adversária, a petista Dilma Rousseff. O tucano relembrou ainda outros casos de dossiês contra o PSDB que vieram à tona em eleições passadas. "A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff. Disso eu não tenho dúvida, assim como o principal responsável pelo dossiê dos aloprados foi o Aloizio Mercadante e como a principal responsabilidade por dossiês em 2002 foi do Ricardo Berzoini", disse Serra, ao participar de evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro da capital paulista.

"O PT tem uma longa tradição nesta matéria, então caberá a ele explicar o que aconteceu", disse o tucano. Questionado se o surgimento de notícias sobre este novo dossiê seria um sinal de que a campanha começa mal, o tucano respondeu: "Isso está dito." Reportagem publicada na última edição da revista Veja relata que um grupo dentro da campanha teria ensaiado a produção de um suposto dossiê, cujo alvo principal seria a filha de Serra, Verônica.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), quer que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, explique "por que montou uma equipe de espiões e arapongas para fabricar dossiês contra adversários".

Guerra afirmou que "a candidata Dilma já tem no curto currículo dela o dossiê contra dona Ruth Cardoso, que até hoje não foi explicado", lembrando que, quando este episódio veio a público, Dilma era ministra da Casa Civil.

"Esse novo dossiê está no colo da candidata e dessa vez não dá para chamar a dona Erenice (Guerra, a assessora que herdou a cadeira de ministra), como fizeram da outra vez", protesta Guerra.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ISRAELENSES NÃO COMEÇARAM O CONFRONTO


O que houve no navio Marmara abordado por soldados israelenses? Antes de nos precipitarmos como o governo Lula e grande parte da imprensa que acusa os soldados judeus de terem feito um ataque covarde a um grupo de pacifistas, vamos investigar os fatos.

Há dois vídeos divulgados no Youtube, fundamentais para se entender o que ocorreu. Um é esse http://www.youtube.com/watch?v=0LulDJh4fWI e o outro é esse http://www.youtube.com/watch?v=Hg15usiSWBg&feature=related.

O primeiro vídeo foi feito no navio e o segundo é a visão de cima, captada pelos helicópteros israelenses. Em ambos, se vê soldados israelenses escorregando por cordas até o deck do navio e sendo recebidos a pauladas pelas pessoas no deck. Grupos de 5 a 10 pessoas dando pauladas em soldados derrubados ao chão. Vi o vídeo várias vezes e pude notar que a pancadaria só pára quando um grupo de soldados aparece epontando as armas, possívelmente já tivessem atirado. No segundo vídeo se vê quando o primeiro soldado desce e é engolfado por várias pessoas lhe dando pancadas com uma violência assassina.

Aos 1.02(um minuto e dois segundos) do primeiro vídeo, nota-se um soldado israelense com uma arma de paint-ball(que dispara balas de tinta), que é o que pretendiam usar antes da pancadaria.

No segundo vídeo, vê-se o disparo de uma granada de flash contra os soldados, que tem a propriedade de cegar momentâneamente o oponente para facilitar a luta corporal. Nesse vídeo ainda se vê o uso de uma firebomb de efeito letal contra os soldados.

A brasileira que estava no navio, a cineasta Iara Lee, disse: "Eles entraram e começaram a atirar nas pessoas." Isso não parece ser verdade, quem assistir ao vídeo verá claramente que a violência partiu das pessoas que estavam no deck. E mais, para escorregar rápidamente nas cordas para a descida, os soldados usam luvas de amianto que impedem o uso de armas de fogo, assim não podiam descer atirando. É claro que depois que desceram, devem ter usado suas armas, do contrário teriam sido linchados, como diz o site Slate( http://www.slate.com/id/2255572/?hpid=topnews): "Os soldados foram surpreendidos por uma multidão, viram os seus amigos serem linchados, pois eles agiram como qualquer soldado poderia e deveria ter agido. Para salvar seus colegas soldados, eles abriram fogo. Civis foram mortos."

A inteligencia israelense falhou em não detectar a intenção de reagir com violência por parte das pessoas do navio à abordagem dos soldados. Mas o fato é que as pessoas no navio estavam determinadas a reagir, pelo que se vê nas cenas dos vídeos, armadas com paus e facas.

Queremos a verdade dos fatos, sem dar razão a nenhum dos lados, o que aliás num conflito como esse, milenar e visceral, é um julgamento que está acima da capacidade do ser humano, só Deus!

O que fazia uma brasileira à bordo? Ela é cineasta e ativista, não mora no Brasil. Iara Lee é considerada por muitos uma personalidade controversa, apesar de se auto-denominar uma ativista de paz, todos os seus projetos foram realizados em países inclusos no Eixo do Mal, países como a Coréia do Norte, China, Irã e Venezuela, países que negam o holocausto e não reconhecem o Estado de Israel como soberano. Apesar de pertencer à etnia oriunda da Ásia , mantém também uma amizade íntima com o líder segregacionista branco David Duke, ex-presidente do movimento segregacionista branco Ku Kux Klan, autor também de teorias que negam o holocausto e o Estado de Israel.

Assista os vídeos citados cuidadosamente e confronte com o que escrevemos aqui.