terça-feira, 12 de outubro de 2010

TENTA DE NOVO!














de Arnaldo Jabor

"Muito bonito, hein, madame? A senhora me apronta uma dessas, justamente depois de tudo que eu fiz? Pusemos uma equipe de técnicos em make-over, em embelezamento, a bicha te fez um penteado de galo imperial, gastamos um granão em botox, em treinamentos de sorrisos, em ritmo de falas e a senhora me apronta uma dessas, sem ao menos me avisar de que havia o perigo na área daquela caricatura de burocrata que a senhora me empurrou na Casa Civil? A senhora não sabia que aquela família estava aparelhada lá dentro, filhinhos, genrinhos, etc.? Aí, vem aquela lambisgoia do Acre, com sua carinha de índia aculturada, e me ganha a parada, logo depois de eu ter berrado na televisão contra os ratos da imprensa, essa cambada de mentirosos que teimam em mostrar verdades num mundo como o de hoje, dominado pelas versões? E vem aquela candanga seringueira f*&der tudo, dando chance a uma nova eleição? É justo isso comigo? Eu que sou uma vitória do proletariado, eu que tenho devotos, eu que sou quase um círio de Nazaré? E os meus 80 % de Ibope, é merda, isso? Não vale nada? E a senhora levanta para ela cortar com aquele papo na TV dizendo há uns meses que é a favor do aborto? Você está pensando que fala com quem? Com aqueles babacas intelectuais que te acham uma "revolucionária"? Não. A senhora tem de falar como eu, para idiotas, para gente que acha que dossiê é um doce, para gente que me obedece, e você abre para os padres te esculacharem porque você é a favor do aborto? Tá tudo no YouTube, não adianta desmentir não, que é pior. Lembra quando aquela minha ex-mulher disse que eu tinha tentado obrigar ela a abortar? Perdi tudo, e aí tu me dá uma dessas? Eu só te escolhi porque a senhora é mulher e era obediente, "tarefeira", tipo: "Vai pichar parede!..." Você ia. "Vai panfletar!" Obedecia... Eu devia estar no Irã beijando o aiatolá, se não a senhora não falava aquilo!

Outra coisa: como vocês, comunistas, são incompetentes!... Oito anos e o PAC está essa bosta, com apenas 15 % feito? Sou obrigado a inaugurar placas e aeroportos duas vezes?

Olhe-se no espelho... a senhora pensa que algum jovem vai achar que a senhora é leve e solta, descolada, legal? Tem que sorrir, juvenilmente, como eu... Vamos lá, sorria! Não é assim, não. Olha aqui; eu sou um grande ator e alquimista, ah, ah, pois eu transformo merda em ouro... A senhora não tem minhas covinhas, meu riso franco e puro... Tem de melhorar muito; a senhora tem de ficar mais "riponga", mais moderna... Muda essas roupas caretas; por que não compra aquelas batas que a Mercedes Sosa usava? Batas indianas, de batik... E quando falar para os jovens, use umas palavras mais "da hora", pode fazer uns trejeitos meio punks e falar moderninho assim: "Aí, galera jovem, vamos fazer um governo "irado", na boa, f*&..dão!" Se a senhora pudesse emagrecer... Mas, não dá mais tempo...E não ponha mais botox! Veja o que aconteceu com minha mulher...

Chama aquele babaca do seu marqueteiro pra te treinar direito... e não diz que adora música brega não - só no sertão, no Nordeste... Diga aos jovens - como é o nome? - ah... diga: "Nos anos 90, eu adorava o Clash!" Isso.

Outra coisa: não faça carinhas de cristã, entre evangélicos e católicos. Não dá uma de Madre Tereza de Calcutá que nego saca que é chinfra... Todo mundo sabe que você acha a religião "o ópio do povo", não é isso que o teu mestre falou?... E mais: se o adversário diz que vai aumentar o mínimo para R$ 600, diz que joga para mil, porra! Pode dizer que depois se vê...

Aprenda o meu truque, sua canastrona; a senhora tem de fazer uma carinha de "vítima", como eu faço, não importa por quê. O povão adora que a gente reclame "daszelites", como o Jânio fazia - "vítima" de algo... Até o Hitler fingia que era vítima do mundo todo...

Por sua causa e desses marqueteiros de araque, eu vou ter de ficar de molho uns dias, feito um tatu no Alvorada, até esquecerem o que eu disse... Aprende comigo, porra! Povão gosta de sinceridade, mesmo falsa. Mas tem de fazer direito, se não, percebem... Eles pensam que eu é que fiz o Plano Real, que eu mandei a economia mundial vir para cá, eles pensam que você é minha mulher. Deixa pensar... pode dizer que é minha mulher mesmo - (a outra até ficou com ciúme...)

E agora? Como é que a senhora ainda me deixa aparecer outra "erenicezinha", como? Quem é essa moça que você chama de "tupamara" que era sua amiga, que você contratou e que logo, logo entregou R$ 14 milhões para uma firma sem licitação? Já está aí nas revistas desses canalhas da imprensa que teimam em mostrar roubalheiras... Será que vou ter de sumir de novo, para não me confundirem com vocês? Será possível que vocês "aloprados" não podem ficar quietos nunca? Porra!

- Mas, presidente, o senhor também pisou na bola berrando demais contra a imprensa...

- Cale-se! Não fala assim comigo! Eu não erro... Eu estava me esgoelando na TV para tapar as cag**das que vocês fizeram!

Ai, que saudades da rainha Elizabeth... Beijei a mão dela, lembro do cheiro da mão... Eu até segredei para minha mulher: "Viu só, mãezinha? Êta nós aqui, hein?" Os europeus todos me puxando o saco, mas até isso acabou, porque fui obedecer vocês comunas burros e acabei beijando aquela bicha do Irã... Agora, não sou mais o cara do Obama, que nem quer ver a minha cara... Pode?

Eu estava curtindo tanto o poder. Chegava a dormir abraçado comigo mesmo, sonhando e beijando-me a mim mesmo: "Eu me amo, eu me amo..."

Agora, só tenho pesadelos - sonho que estou de volta ao ABC, num torno mecânico... Vocês cortaram minha onda!...

- Mas, e eu, presidente, eu, quem sou eu?

- Você?

- Sim, por favor; diga: quem sou eu?

- Você de antes ou de agora?

- Agora, presidente!

- Bem, você era uma soviética como esses aí... Agora, tem de começar sendo atriz...

Vamos lá... De novo: sorria mais descoladamente... Não. De novo... Mais uma vez, com sentimento, diz: "Nunca antes no Brasil..." Repete."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ISSO É UMA VERGONHA!

Um em cada cinco brasileiros (20,3%) é analfabeto funcional, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É considerada analfabeta funcional a pessoa com 15 ou mais anos de idade e com menos de quatro anos de estudo completo. Em geral, ele lê e escreve frases simples, mas não consegue, por exemplo, interpretar textos.

Segundo a pesquisa, o problema é maior na região Nordeste, na qual a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Na região Sudeste, onde esse índice é menor, a taxa ainda supera os 15%.

O governo Lula, a quem a candidata Dilma Roussef desfia números desconexos na tentativa de enaltecer, fez muitíssimo pouco a respeito.

Em 2004, segundo o IBGE, o país tinha 24,4% de analfabetos funcionais. Em 2008, o total era de 21%. Em comparação com 2009, a taxa caiu 0,7 pontos percentuais.

Analfabetismo total
A taxa de analfabetismo no Brasil entre pessoas com 15 anos ou mais caiu 0,3 pontos percentuais entre 2008 e o ano passado, de acordo com a Pnad. O índice saiu de 10% há dois anos para 9,7% em 2009. Segundo o órgão, o isso representa 14,1 milhões de analfabetos –em 2008, eram 14,2 milhões. Ou seja, Lula só conseguiu alfabetizar 100.000 brasileiros em 2 anos.

De acordo com o IBGE, a maioria dos analfabetos (92,6%) está concentrada no grupo com mais de 25 anos de idade. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre a população com 50 anos ou mais chega a 40,1%, enquanto que no Sul, esse número é de 12,2%. Os nordestinos têm as maiores taxas em todas as faixas de idade. E coincidentemente, é o reduto eleitoral mais fiel a Lula e diz que vota na "mulé de Lula"!

Por tudo isso, deviam ter uma atenção especial do presidente na questão da alfabetização, ou será que é uma conveniencia eleitoral mantê-los longe dos livros?

Essa imensa massa de brasileiros, não sabe o que "tergiversar', o que significa quebra de sigilo, o que é Casa Civil, quem é Erenice, a amiga da "mulé de Lula?' Ouvir essas coisas na televisão, sem conseguir entender e depois assistir Lula dizer que não sabe e não viu, induz essas pessoas a seguir o que o presidente fala, mesmo com desconfiança e votar numa figura qualquer que ele apresente como sua candidata.

domingo, 10 de outubro de 2010

O PT NÃO CONSEGUE MAIS ENGANAR OS BRASILEIROS!


O Brasil vai bem, obrigado. O desemprego é um dos mais baixos da história recente.

O salário mínimo está recuperando o valor de compra.

Milhões de brasileiros deixaram a pobreza nos últimos anos.

E o Brasil passou quase incólume pela crise financeira internacional que, em 2008, foi um tsunami no mundo.

Devemos crescer mais de 7% em 2010.

Só que, ao contrário do que apregoa o PT, nada disso se deve a Lula.

Ele só está surfando em cima da herança bendita que recebeu de Fernando Henrique e da qual se apossou sem pagar direitos autorais.

Lula encontrou o Brasil com a economia saneada pelo Plano Real que, em 1994, quebrou a espinha dorsal da hiperinflação.

A inclusão social começou aí. A hiperinflação era o imposto mais cruel que caía sobre os pobres e os trabalhadores que, até então, viam cada vez mais dias sobrarem ao final dos seus salários.

Lula e o PT ficaram contra o Plano Real, mesmo sabendo que ele era aprovado pelos brasileiros que elegeram FHC, já no primeiro turno, em 94 e 98.

FHC criou a Rede de Proteção Social que desenvolveu cinco programas sociais, entre outros: o bolsa-escola, o bolsa-alimentação (iniciativa de Serra quando ministro da Saúde), o vale-gás, o programa de erradicação do trabalho infantil e o programa para jovens em situação de risco.

Em 2002, essa rede beneficiava 37,6 milhões de brasileiros, com investimento de R$ 30 bilhões.

Lula pegou esses cinco programas sociais e os juntou num só, “inventando” o Bolsa Família, sem pagar direitos autorais, de novo.

Contra o voto do PT, FHC criou o Fundef, que colocou 97% das crianças entre 7 e 14 anos na sala de aula e aumentou os salários dos professores, principalmente no Norte e Nordeste.

No Planalto, Lula esqueceu o que dissera sobre o Fundef e “criou” o Fundeb, também sem pagar direitos autorais.

Lula e o PT se opuseram à Lei de Responsabilidade Fiscal, que acabou com a gastança de prefeitos e governadores. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Antônio Palocci tratou de anunciar que respeitaria essa lei.

Lula e Palocci também anunciaram que haveria um prazo de dois anos para permitir a transição da política econômica de FHC para uma “política dos trabalhadores”. A política de FHC continua sendo executada até hoje, oito anos depois...

E ainda acusam FHC de ser “neoliberal”...

Os petistas dizem que FHC quebrou o monopólio do petróleo. É mentira. O monopólio passou para a competência da União e a PETROBRÁS ficou liberada para firmar parcerias com empresas estrangeiras. Foi a atuação da PETROBRÁS com a BRITISH PETROLEUM e a portuguesa GALP, que permitiu a descoberta do megacampo de Tupi e do petróleo do pré-sal.

O PT foi contra a privatização das telecomunicações. Com o monopólio da TELEBRÁS, telefone era item de declaração obrigatória ao Imposto de Renda. Depois da privatização, o telefone celular anda no bolso até das faixas mais pobres da população. Hoje, existem mais celulares no país do que brasileiros...

O PT condenou, até com pontapés, a privatização da Vale do Rio Doce. Entre 1943, ano da fundação, e 1997, quando foi privatizada, a Vale investiu, em média, US$ 481 milhões por ano e teve lucro líquido de US$ 192 milhões. De 1998 até 2009, a CVRD investiu US$ 6,1 bilhões e teve lucro de US$ 4,6 bilhões. O recolhimento de impostos saltou de US$ 31 milhões para US$ 1,093 bilhão por ano.

Embora tivesse denunciado essas privatizações como “neoliberais”, Lula não mexeu nelas. Então, Lula também é neoliberal. Ah, na campanha de 2002, ele chegou a apontar a privatização da Embraer como modelo.

FHC saneou o sistema financeiro. Depois do Plano Real, grandes bancos perderam receita inflacionária e quebraram. FHC criou o Proer e restabeleceu a confiança dos depositantes.

Quando a crise internacional de 2008 bateu aqui, os bancos estavam saneados e não houve a quebradeira que aconteceu nos EUA e Europa.

Em 2008, Lula anunciou que mandaria uma cópia do Proer para ajudar a sanear os bancos dos EUA... De novo, não pagou os direitos autorais.

Lula extinguiu, em 2006, os mutirões criados por José Serra e que atendiam os mais idosos e pobres, operando-os de catarata, varizes, próstata, câncer de mama e colo de útero. A conseqüência foi a explosão dos casos de cegueira por catarata entre os brasileiros mais pobres. A fila de espera por uma cirurgia de catarata não é de menos de seis meses.

José Serra tem 40 anos de história. Foi presidente da UNE, quando ela era, ainda, a União Nacional dos Estudantes e não um covil de pelegos.

Exilou-se no Chile, em 1964.

Foi secretário do Planejamento do governador Franco Montoro e coordenou a organização do plano de governo de Tancredo Neves.

Lula e o PT dizem que lutaram pela redemocratização. Eles mentem, de novo, pois ficaram contra a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

Como deputado, Serra tirou do papel o FAT que, hoje, dá um oxigênio ao trabalhador que fica desempregado.

Ministro da Saúde, Serra criou os genéricos. Anunciou que as patentes de remédios não poderiam prevalecer sobre a saúde e conquistou o apoio da Organização Mundial da Saúde. Desde então, as patentes dos medicamentos podem ser quebradas em caso de risco de pandemias ou emergências.

Serra multiplicou por 9 as equipes do Programa de Saúde da Família. Criou também os mutirões de saúde. E promoveu campanhas de vacinação para os idosos.

Já Dilma Rousseff faliu como dona de uma lojinha que vendia produtos a R$ 1,99 em Porto Alegre.

Secretária das Finanças de Porto Alegre, deixou a Prefeitura falida, como denunciou o seu sucessor, Políbio Braga.

Ministra das Minas e Energia, Dilma apagou do site do MME as realizações do Luz no Campo criado por FHC. Depois, “inventou” o Luz para Todos, também sem pagar direitos autorais.

Escolhida candidata, Dilma indicou Erenice Guerra, sua principal Assessora direta, seu "Braço-Direito", para substituí-la na Casa Civil.

Erenice tratou logo de arrumar “bolsas-família” e confortáveis sinecuras para o maridão, os filhos, os irmãos, os cunhados, os namorados e as namoradas dos filhos e velhos amigos.

Votar nela é escolher Dunga – que nunca treinou um time de várzea – para ser o técnico da seleção brasileira. Deu no que deu.

Dilma é uma cristã-nova no PT. Vai ser refém de petistas como José Dirceu, que domina a máquina, foi o chefe do mensalão e não tem escrúpulos.

Dilma será uma nova Isabelita Perón que, ao suceder o marido, Juan Domingo Perón, como presidente da Argentina, na década de 70, não conhecia o país (vivera na Espanha) e nem o Partido Peronista. Tornou-se refém do ministro da Previdência, José López Rega, que era um fascista e iniciou uma guerra de extermínio contra os peronistas de esquerda. O país mergulhou numa guerra civil não declarada e na hiperinflação. Os militares deram um golpe e enfiaram a Argentina nas trevas da ditadura e da “guerra suja” das quais não se recuperou até hoje.

José Dirceu já percebeu as fraquezas de Dilma. Quando anunciou que a sua eleição seria o fortalecimento do PT, estava se candidatando a ser o López Rega de Dilma.

Para que Dilma e Dirceu não transformem o Brasil numa imensa Argentina.

VOTEM EM SERRA !

Patricia Lopes

sábado, 9 de outubro de 2010

CONHEÇA A TUPAMARA, UMA AMIGA DE DILMA


Companheira de cela e ex-assessora de Dilma Rousseff foi investigada pelo TCU e Ministério de Minas e Energia por contrato sem licitação que deixou rombo milionário

Diego Escosteguy, da revista Veja

A uruguaia Maria Cristina de Castro era uma jovem sindicalista e simpatizante do Partido Socialista quando se apaixonou pelo brasileiro Tarzan de Castro, militante de esquerda exilado em Montevidéu. Corriam os primeiros anos da década de 1970. Os regimes militares no Brasil e no Uruguai, logo em seguida, adernavam em suas horas mais sombrias, determinados a caçar quem lhes fizesse oposição. “Nos conhecemos no camburão”, contou Cristina de Castro a VEJA, numa entrevista há duas semanas.

Em 1970, Cristina de Castro e o companheiro fugiram para o Brasil. Pouco tempo depois, no entanto, a polícia estourou o esconderijo dos dois. Presa e acusada de atividades subversivas, a uruguaia acabou transferida para o presídio Tiradentes, em São Paulo. Lá, veio a conhecer a companheira de guerrilha que, 30 anos depois, mudaria os destinos de sua vida: Dilma Vana Rousseff, presa por militância no grupo de extrema-esquerda VAR-Palmares. Conta Cristina de Castro: “Dividíamos um beliche na mesma cela. Partilhávamos tudo, nossa intimidade. Ela se tornou uma grande amiga”. Dilma a apelidou carinhosamente de “Tupamara”, referência ao Tupamaros, grupo guerrilheiro que desafiava a ditadura militar uruguaia.

Finda a temporada na cadeia, cada uma seguiu seu caminho. Em 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República, a companheira de cela de Cristina virou ministra de Minas e Energia. Dilma se lembrou da Tupamara, que morava em Goiânia e militava no PT. “Dilma me chamou para trabalhar diretamente com ela”, disse Cristina de Castro, que foi nomeada assessora especial no gabinete da amiga. Não se sabe o que credenciou a uruguaia a ocupar um cargo tão relevante e estratégico quanto esse – a não ser a “grande amizade” com a candidata petista à Presidência. Dilma deixou a pasta de Minas e Energia em 2005 para ocupar a chefia da Casa Civil. Cristina de Castro continua ali até hoje. Já viajou seis vezes ao Uruguai com as despesas custeadas pelos brasileiros que pagam impostos.

Os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) e técnicos do Ministério de Minas e Energia, porém, acusam Cristina de Castro de conduta imprópria que vai muito além, em volume de dinheiro, do que viajar ao país natal por conta dos cofres nacionais. As suspeitas dizem respeito a um contrato de 14 milhões de reais, dos quais 5 milhões podem ter sido desviados. O caso remonta ao primeiro ano do governo, quando Dilma baixou uma portaria concedendo “plenos poderes” para que a amiga coordenasse a modernização da área de informática da pasta.

O que fez a assessora? Em vez de elaborar um plano, montar um projeto e licitar os serviços e produtos necessários, Cristina de Castro entregou tudo ao CPqD – fundação privada com sede em Campinas, que, até as privatizações dos anos 90, pertencia ao sistema Telebrás. Essa fundação faz pesquisas e presta serviços de informática. O CPqD recebe milhões de reais por ano de fundos públicos e tem reconhecida competência em muitas áres de atuação. Não obstante, a fundação CPqD é uma das que mais trabalho dão aos auditores do TCU. Em outubro de 2003, a assessora uruguaia assinou o contrato de 14 milhões de reais, sem licitação, com aquela fundação.

O dinheiro foi pago, mas deu tudo errado – ao menos para o contribuinte. Os serviços não foram inteiramente prestados. O pagamento sim, esse foi integralmente entregue. O TCU apontou um rosário de ilegalidades no contrato. Não se cumpriram os mais elementares requisitos formais. O plano de modernização, que deveria servir de fundamento para uma posterior licitação dos serviços, foi produzido pelo próprio CPqD. Segundo o TCU, a pasta deveria ter feito licitação. Houve um pagamento de 4,8 milhões para a criação de um “sistema de acompanhamento”, que nunca entrou no ar.

Escreveram os auditores: “O mencionado sistema encontra-se abandonado, sem qualquer serventia”. Diante do descalabro, em 2005 os técnicos recomendaram a aplicação de multa à assessora Cristina de Castro. Auditores internos da pasta corroboraram a existência das ilegalidades. O resultado da sindicância, contudo, morreu nas gavetas da assessoria jurídica do ministério. Quem era a chefe desse setor, quando Dilma era ministra? Erenice Guerra, que dispensa apresentações.

O processo tramitou lentamente no TCU. Por coincidência ou não, o embaraçoso assunto para a candidata Dilma foi resolvido há poucas semanas. O ministro Raimundo Carreiro, ex-funcionário do Congresso e indicado para o cargo pelo senador governista José Sarney, decidiu levar o caso a plenário. Reconheceu as ilegalidades, mas disse que não haveria razão para punir a Tupamara. Seu voto foi acolhido pela corte. Durante uma semana, VEJA pediu ao Ministério de Minas e Energia, sem sucesso, acesso à prestação de contas do contrato.

Na última quinta-feira, a reportagem foi à sede do ministério, identificou-se na portaria e se dirigiu à sala onde ficam esses documentos. Pediu acesso e foi prontamente atendida. Enquanto manuseava a papelada, assessores da pasta assomaram ao local e, em ato truculento, expulsaram a reportagem. Disse uma assessora, no rompante típico da mentalidade que confunde público e privado: “Não é qualquer um que chega aqui e pode olhar o processo. Isso aqui não é sua casa”. Procurado, o presidente do CPqD, Hélio Graciosa, informou: “Não fomos acionados pelo TCU. Mas tenho certeza de que não recebemos sem fazer o serviço”.

OS NASCITUROS SÃO RECONHECIDOS COMO PESSOAS, PORISSO ABORTO É CRIME

Todos os anos, no começo de outubro, a Igreja Católica realiza no Brasil a Semana pela Vida. A vida é preciosa e deve ser defendida e protegida sempre: "Escolhe, pois, a vida" é a recomendação bíblica (Deuteronômio 30,19). Os cristãos creem no Deus da vida, que ordenou: "Não matarás." E são discípulos de Jesus Cristo, vencedor da morte e restaurador da vida: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João, 14,6).

O objetivo da Semana pela Vida é alimentar uma cultura favorável à vida. Mas também é uma manifestação de alerta diante de todo desprezo, desrespeito e agressão contra a vida humana, ameaçada pela miséria, que mata cedo, ou impede de viver dignamente; pelas drogas e outros vícios, que estragam a saúde e corrompem a vida; pela violência, exercida de mil maneiras, causa de tragédia e dor; pelo aborto provocado, silenciosa e assombrosa ceifa de vidas inocentes e indefesas. Não dá para ficar indiferentes diante do desprezo à vida!

A semana culmina com o Dia do Nascituro, 8 de outubro, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para valorizar a vida nascente. Há projetos de lei no Congresso Nacional para legalizar a prática do aborto! Há mesmo quem pretenda que isso é um direito humano. Tirar a vida de seres humanos inocentes e indefesos seria um direito humano?! Para camuflar a realidade, fala-se em "despenalização" ou "descriminalização" do aborto, "interrupção da gravidez" ou "parto antecipado"... O objetivo é sempre o mesmo: legalizar a supressão da vida de seres humanos inocentes e indefesos. Espalhou-se o uso da pílula do dia seguinte ("método contraceptivo de emergência"), que também pode ser abortiva, se já houve fecundação após uma relação sexual. Inócua a discussão sobre o início da vida humana; alguém tem dúvida séria?

Há também quem argumente que a mulher teria o direito de decidir sobre seu próprio corpo; tratando-se da gravidez, há nisso um equívoco primário, pois o feto ou bebê, que ela traz no útero, não é parte do seu corpo, mas um outro corpo, diverso do dela; mais bem dito, é um outro ser humano, diverso dela. A natureza da mulher recebeu de Deus a bela e gratificante missão de conceber e acolher a vida humana, de fazê-la vir ao mundo, de amparar e proteger essa vida frágil e linda. Evidentemente, desaprovando o aborto, não queremos a todo custo o castigo das mulheres que, por alguma razão, o praticam. A proibição legal da prática do aborto não visa o castigo, mas a proteção do direito à vida. Porém, como proteger a vida nascente e assegurar o primeiro de todos os direitos humanos, se o aborto fosse legalizado? O Estado não pode ser relapso em fazer cumprir a lei existente, sobretudo contra clínicas clandestinas (nem tão clandestinas) que exploram o mercado do aborto.

A defesa da vida nascente também requer uma educação sexual adequada para evitar ou superar a banalização do sexo, causa frequente de casos de gravidez indesejada. Requer ainda o amparo a toda mulher que gera um filho, talvez até em situação problemática; a medicina, a psicologia e a assistência social podem fazer muito por ela, bem como as organizações religiosas. Verdadeira política pública de amparo à maternidade e à infância seria ajudar toda mulher a ter seu filho com dignidade e segurança. A mulher grávida merece todo o respeito e homenagem; ela presta um serviço inestimável à humanidade!

No Congresso Nacional também tramita o Estatuto do Nascituro (Projeto de Lei 478/2007). Na linha dos principais tratados e convenções internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil, nos quais são reconhecidos cada vez mais claramente a personalidade jurídica e o direito do ser humano à vida, mesmo antes do nascimento, esse estatuto visa a dar proteção à vida por nascer. Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), já afirmava que "todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa" (artigo 3.º) e também que "todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei" (artigo 6.º).

Dez anos depois, em 1958, a Convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, da qual o Brasil é signatário, foi além e afirmou que "a criança (...) necessita de proteção e cuidados especiais, inclusive a devida proteção legal, tanto antes quanto após seu nascimento". Passados mais dez anos, em 1969, o Pacto de São José da Costa Rica, que o Brasil também endossou, afirmou: "Para efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano" (artigo 1.º). "Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica" (artigo 3.º). E ainda: "Toda pessoa tem o direito de que se respeite a sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei em geral, desde o momento da concepção" (artigo 4.º).

Nosso Código Penal, de 1940, reconhecia o nascituro como pessoa, ao enquadrar o aborto entre os "crimes contra a pessoa" (artigos 124 a 128). O novo Código Civil, de 2002, ao tratar do direito de herança, menciona como pessoas tanto as nascidas como as já concebidas: "Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão" (artigo 1.798). Ora, se a lei reconhece o direito de herança "às pessoas já concebidas", quanto mais deve ser reconhecido o direito à vida, o primeiro e mais fundamental!

Aos parlamentares, apenas eleitos, cabe a missão de retomar o Estatuto do Nascituro para sua discussão e aprovação final. Os nascituros são bem-vindos a este mundo, suas mães sejam abençoadas! Eles ainda nada podem fazer por si, nem lutar pelo seu direito de viver e de serem considerados seres humanos, e não "coisas" descartáveis. É tarefa que cabe aos adultos: aos genitores, a cada pessoa, à sociedade como um todo e ao Estado.

CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PT INSISTE EM PUNIR O PADRE JOSÉ AUGUSTO

Fiquem tranquilos, por enquanto, todos que estão preocupados com a integridade física do padre José Augusto da Canção Nova, ele está bem.

O PT e a TV Canção Nova, ligada à Igreja Católica, formalizaram um acordo, nesta sexta-feira, sobre o pedido do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para veicular direito de resposta de 15 minutos contra sermão do padre José Augusto Souza Moreira.

A defesa de Dilma considerou que as palavras do padre foram ofensivas e poderiam afetar a candidatura da petista.

Ficou decidido que o partido poderá veicular um direito de resposta menor, com oito minutos de duração, na programação matinal da TV "Canção Nova".

O acordo foi apresentado ao TSE, que terá de confirmá-lo. A resposta deverá ir ao ar no dia útil seguinte ao pronunciamento do tribunal sobre o fato.

Em homilia veiculada no canal católico, o José Augusto afirmou que não poderia se calar "diante de um partido apoiando o aborto".

"Podem me matar, podem me prender, podem fazer o que quiser. Não tenho advogado nenhum. Podem me processar e, se tiver de ser preso, serei. Mas eu não posso me calar diante de um partido que está apoiando o aborto, e a Igreja não aprova", afirmou.

Segundo a representação do PT contra sua fala, o padre, ao dizer que poderia ser morto, ou preso, fez uma "clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física".

O acordo enviado ontem ao TSE, afirma que, depois do pedido de resposta elaborado pelo PT, a TV Canção Nova respondeu que atenderia em parte o pleito petista, já que não houve "intenção ofensiva" nem do padre, nem da rede de televisão.

O partido insiste, porém, em dizer que a veiculação da resposta é necessária, já que a mensagem de José Augusto pode interferir no resultado das eleições.O caso está no gabinete da ministra Nancy Andrighi.

Se o PT fosse claro em suas intenções tudo isso seria evitado e não teria acontecido. Mas o fato é que ninguém confia no que o PT fala e portanto, a pecha de abortistas e propagandistas da esquerda atrasada, é um rótulo de propriedade do PT em função do seu comportamento diante da sociedade brasileira. E nada mudará isso!

FRAUDE ELEITORAL NO AMAZONAS?

Fonte Diário do Amazonas

Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, em entrevista coletiva na manha desta sexta-feira (9), apresentou documentos e cartões bancários que afirma terem sido usados para compra de votos durante o processo eleitoral em favor dos candidatos ao Senado, Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin PC do B), justamente os que venceram a eleição.

De acordo com Arhur, sua assessoria jurídica entrou com pedido no Ministerio Publico Estadual (MPE) para que faça uma avaliação do material recolhido e uma auditoria nas contas da empresa A.C. Nadaf Neto Assessoria em Comércio Exterior, que expediu os cartões usados.

Arthur disse que tomou conhecimento dos cartões através de pessoas que denunciaram o “esquema” e que agora cabe ao MPE realizar as apurações.

A assessoria de imprensa do senador Eduardo Braga informou que convocará uma entrevista coletiva ainda hoje para responder às acusações de Arthur.

A assessoria do Banco Bradesco prometeu enviar uma nota oficial sobre o caso até o início da tarde de hoje.

Segue nota oficial do senador a respeito do caso:

1. O mega crime eleitoral envolveu a empresa A.C Nadaf Neto Assessoria em Comércio Exterior, que emitiu, no período da campanha, milhares de cartões de débito e saque no banco Bradesco em favor de supostos cabos eleitorais, fato gravíssimo que maculou o pleito e alterou o resultados das eleições para o Senado, com a compra em profusão de votos.

2. Os beneficiários receberam valores de R$ 600,00 a R$ 1.200,00 para votar e efetuar a compra de votos para os candidatos ao Senado Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin. Cada beneficiário seria encarregado comprar entre 10 e 20 votos pelo valor unitário de R$ 50,00, dependendo do valor creditado em seu cartão. Dez votos, por R$ 500,00, vinte votos, por R$ 1.000,00. A diferença era o pagamento por seus “serviços”.

3. As denúncias, com a presença de testemunhas e provas documentais, estão sendo formalizadas neste momento por minha assessoria jurídica ao Procurador Eleitoral, dr. Edmilson Barreiros.

4. Os cartões foram entregues em todos os municípios do Estado, incluindo Manaus, na semana da eleição. Junto com o cartão cada beneficiário recebia uma correspondência do banco com sua senha pessoal para efetuar os saques.

5. Solicitei ao Ministério Público a quebra do sigilo bancário da empresa A.C. Nadaf Netto Assessoria em Comércio Exterior; a investigação de seu vínculo legal com as campanhas dos candidatos envolvidos; que investigue a origem do dinheiro, a existências ou não de contratos de prestação de serviços com todos os beneficiários.

6. Em Coari, a juíza do pleito, considerando suspeita a movimentaçao fora da normalidade nos caixa eletrônicos do Bradesco, determinou a apreensão de vários cartões. Em Parintins, a Justiça Eleitoral efetuou, no domingo da eleição, a detenção da senhora Egren Baranda, flagrada com vários cartões em seu poder, e já notificou o vereador Rai Cardoso que também estaria à frente do esquema delituoso.

7. Os valores distribuidos e a consequente compra de votos me motivam a representar junto ao Ministério Público Eleitoral no sentido de que investigue, profundamente, esses fatos tão graves quanto deprimentes. Está claro o abuso de poder econômico e o crime eleitoral. A Justiça Eleitoral foi ultrajada, a democracia pisoteada. As provas são robustas e incontestáveis.

Minha eleição foi roubada pelo ódio, pela insensatez e e pelo despudor de alguns. Acuso frontalmente o candidato Eduardo Braga de ser o mandante da maior fraude eleitoral da história do Amazonas, em seu favor e da candidata Vanessa Grazziotin. E afirmo: não ficarão impunes.

A sociedade, que está chocada desde a noite de 3 de outubro, saberá agora porque os “vencedores” sequer tiveram ânimo de comemorar a “vitória” do dinheiro sujo."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CLIMA TENSO NO GOVERNO

Merval Pereira

Há na campanha de Dilma Rousseff um ambiente político de crise que não se dissipou com a reunião do Palácio da Alvorada do presidente Lula com os aliados. Havia uma certeza de vitória que o resultado das urnas transformou em receio de uma derrota no segundo turno.

Os votos que faltaram para a definição no primeiro turno são explicados por diversas óticas, e nem mesmo o presidente Lula escapa das críticas.

Procuram-se culpados, e em especial há uma desconfiança entre os aliados, especialmente o PMDB, mas não apenas ele, e o PT, antecipando as dificuldades que eram pressentidas para a formação do governo.

Sentindo-se excluídos da campanha nas últimas semanas, os aliados tinham a impressão de que o governo já considerava a eleição ganha e os petistas formavam um núcleo duro em torno da candidata, tentando marcar posição num futuro governo.

Antônio Palocci, José Eduardo Cardozo e outros petistas centralizaram de tal forma as decisões da campanha que ninguém mais participava do processo.

A vitória que parecia certa impediu que os aliados reclamassem com vigor, mas o PMDB e os outros partidos da base aliada internamente já imaginavam que esse poderia ser o tratamento em um futuro governo.

Com a reversão de expectativas, os aliados já estão querendo se posicionar em uma situação mais de força, o que se reflete em algumas mudanças na coordenação da campanha.

A chegada de Ciro Gomes, do PSB, é um sinal de que os aliados terão mais importância na definição estratégica do segundo turno.

Também as férias do ministro da articulação política, Padilha, vem do fato de que ele tem um bom diálogo com os partidos aliados.

Na análise do PMDB, os grandes movimentos da campanha não foram feitos pelos políticos, mas pelos diversos setores da sociedade, o que demonstra uma independência que não estava nos planos do governo.

O tal fator de bem-estar da população foi suficiente para colocar a candidata oficial do nada para um patamar de 40% dos votos.

Mas o movimento contra a legalização do aborto surgiu espontaneamente dentro dos movimentos religiosos e continua como um fator muito ativo nesse segundo turno, sem que tivesse sido provocado por nenhum marqueteiro tucano. Também a rejeição às denúncias de corrupção no Gabinete Civil com Erenice Guerra mudou votos na reta final. Todas questões morais que mexeram com o eleitorado.

A candidatura de Marina Silva surpreendeu a todos, roubando pontos preciosos dos dois ponteiros. Dilma perdeu na reta final os pontos que poderiam levá-la para uma vitória no primeiro turno, e Serra caiu do patamar de 40% que manteve grande parte da campanha e que foi o tamanho que Geraldo Alckmin teve no primeiro turno de 2006.

O PMDB tem uma avaliação de que esse caminho ficou aberto para Marina também por um erro estratégico do próprio Lula que, considerando a parada ganha, deu asas à sua obsessão com o Senado.

De um lado, de destruir os inimigos que escolheu, de outro de conseguir uma maioria tranqüilizadora. Começou a fazer campanha para aliados em detrimento de outros.

Para o PMDB, o exemplo da Bahia é claro: o peemedebista Geddel Vieira Lima perdeu a eleição, mas fez 1 milhão de votos, e foi totalmente ignorado pela campanha de Dilma, que se dedicou com exclusividade à vitória do governador Jacques Wagner do PT.

O resultado foi que Dilma teve no estado a mesma percentagem de votos que o governador baiano, e deixou de receber uma parte ponderável dos votos de Geddel. Disciplinado, o peemedebista já anunciou ontem que apoiará Dilma.

A opção preferencial por um aliado em cada estado fez com que a campanha de Dilma abrisse mão de outros palanques, o que pode trazer conseqüências para o segundo turno.

Houve também uma prioridade de Lula em pedir votos nos estados para o Senado, alegando que Dilma precisará de um apoio parlamentar seguro, como se ela já estivesse eleita.

Os partidos aliados, em especial o PMDB, estão fazendo questão de divulgar a boca pequena que há insatisfação dentro da aliança governista e, mais que isso, que há uma real preocupação do governo quanto ao resultado final da eleição neste segundo turno.

A cara preocupada do candidato a vice Michel Temer no pronunciamento que deveria ser da vitória e parecia ser o de uma derrota que não aconteceu, refletia esse sentimento. O PMDB é dos que acham que vingança é um prato que se come frio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SERRA E O MEIO AMBIENTE


de Xico Graziano é engenheiro agrônomo pela ESALQ, mestre em Economia Agrária pela FGV e doutor em Administração pela FGV. Foi deputado federal (PSDB-SP), presidente do Incra e Secretário da Agricultura e do Meio Ambiente de São Paulo. É coordenador do programa de governo de José Serra.

Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no segundo turno. Veremos sua decisão.

De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.

Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.

Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.

José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.

Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.

Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.

Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.

Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.

Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:

1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto "Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.

O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.

Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.

Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.
Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.


COMPROMISSO COM O MEIO AMBIENTE


Candidato da coligação “O Brasil Pode Mais” assegurou que ampliação do Complexo Jacú Pêssego segue os mesmos padrões do Rodoanel, onde investiu mais de R$ 500 milhões no cumprimento de normas ambientais

Na primeira agenda de rua do segundo turno, José Serra renovou seus compromissos ambientais ao visitar, em São Paulo, uma grande obra viária que ajudou a construir como prefeito e governador: a ampliação do Complexo Jacú Pêssego, que liga a avenida de mesmo nome ao trecho Sul do Rodoanel (em Mauá, no ABC paulista) e as rodovias Ayrton Senna e Dutra (em Guarulhos). “É uma grande obra, que traz muitos empregos, o que é fundamental para São Paulo e para o Brasil. Serve a toda a zona leste, incluindo o aeroporto de Cumbica. Aqui, respeitamos com extremo rigor todas as exigências ambientais, como fizemos no Rodoanel, onde investimos mais de R$ 500 milhões para garantir a preservação do meio ambiente”, frisou Serra.

“Meu compromisso com o meio ambiente não é de hoje”, enfatizou José Serra. Ele lembrou que, também como governador de São Paulo, articulou a aprovação da Lei Estadual de Mudanças Climáticas, na Assembléia Legislativa do Estado, com o apoio do PV. “Trata-se da lei mais rígida do hemisfério sul. Portanto, sou ambientalista na prática há muito tempo. Não virei ambientalista agora por conveniência eleitoral, assim como não virei cristão de uma hora para outra”, acrescentou.

O candidato da coligação “O Brasil Pode Mais” salientou ainda que, na área ambiental, seu programa de governo converge com o da senadora Marina Silva, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial. E exemplificou: "A posição da Marina em relação a Belo Monte é parecida com a minha: fazer Belo Monte, mas corrigir os absurdos ambientais, as falhas econômicas e as falhas nos próprios projetos". No meio da visita às obras do Complexo Jacú Pêssego, Serra recebeu o apoio de Teresa Otília, irmã da primeira-dama Marisa Letícia e cunhada do presidente Lula. “Eu já votei várias vezes no Serra. Ele é muito mais competente, o currículo dele já diz tudo. Não gosto do PT, eles são radicais e a Dilma não é preparada”, disse Teresa Otília. Moradora do ABC paulista, ela se deslocou para Mauá para reiterar seu apoio a Serra.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SERRA: ESCUTE ITAMAR!


O senador eleito por Minas Gerais, ex-presidente da República Itamar Franco (PPS), deu o que acredita ser a fórmula para a vitória do candidato José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Na primeira entrevista depois de anunciados os resultados das urnas, concedida nesta terça-feira, Itamar disse que o tucano precisa "sair do casulo", deixar de lado o marketing, assumir sua sensibilidade política e colocar o ex-governador e também senador eleito, Aécio Neves (PSDB), na coordenação da campanha contra a candidata do PT, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Itamar não quis confirmar se, caso sua lista de apontamentos seja atendida, pedirá votos para Serra. "Tudo vai depender de Aécio Neves, com quem tenho profundas relações hoje", argumentou. O ex-presidente, que chegou a ser cotado para ser vice de Marina Silva (PV), a terceira colocada na disputa presidencial no primeiro turno, disse que não fará papel de ponte para união de Serra com a candidata do PV. "Não tenho liberdade com Marina nem com o Zé Fernando (o candidato derrotado do PV ao governo de Minas)", afirmou.

Para o senador eleito, o abandono do marketing e o apego à sensibilidade política deveriam ocorrer com a apresentação de temas que, conforme Itamar, ficaram de fora da campanha tucana no primeiro turno, como energia e tecnologia, e com o estabelecimento de um confronto direito com o governo federal. "O candidato deveria olhar o que aconteceu em Minas. Mesmo com as investidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fomos eleitos", disse, se referindo também à vitória de Aécio e do governador Antonio Anastasia (PSDB), que disputou a reeleição.

Itamar disse ainda que Serra não pode ter medo do confronto contra o presidente Lula. "O que queremos ouvir é o que ele pensa para o Brasil, em quê ele é diferente dela (Dilma Rousseff). Chegou a hora da verdade", afirmou. Conforme o senador eleito, caso Serra não adote um novo discurso, "será muito difícil para ele". O senador eleito disse ainda que não adianta o candidato Serra "ficar falando que foi isso, que foi aquilo". "Tem que falar o que vai fazer", pontuou. Itamar disse que chegou a dar conselhos nesse sentido ao tucano. "Mas me chamaram a atenção." Com o desfecho da conversa, Itamar disse que, pessoalmente, não deu mais sugestões ao candidato.

APOIO MACIÇO DE MINAS DEPENDE DE SERRA


Assim, além de preservar o projeto de poder de Minas, com Aécio Neves candidato à Presidência em 2014, o tucanato local quer que Serra mude a campanha e adote o figurino e o discurso de candidato da oposição. E mais: pedem ousadia na apresentação de propostas para mudar a vida do eleitor, a começar pelo fim do fator previdenciário.

"O senhor tem de ir para a televisão e anunciar o fim do fator previdenciário. Se o senhor acabar com isto, antes que o PT o faça, a gente ganha a eleição", propos a Serra o deputado estadual Domingos Sávio (PSDB-MG).

O fator previdenciário é um sistema de desestímulo à aposentadoria precoce, uma vez que o INSS paga uma pensão maior ao aposentado que adiar a decisão de se aposentar. Nos primeiros dez anos de vigência, o método gerou economia para os cofres públicos calculada em R$ 10 bilhões. Caso seja extinto, a despesa deverá voltar a crescer.

O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) acredita que um acordo simples político para preservar o projeto Aécio 2014 pode virar uma "onda maluca" a favor de Serra em Minas. "A força política do Aécio coloca o fim da reeleição na pauta", completa o segundo suplente do ex-governador no Senado, Tilden Santiago (PSB), que votou em Marina Silva (PV) no primeiro turno. "Se o Aécio me pedir para votar no Serra neste segundo turno, não terei como negar, mas é hora de o PSDB paulista se redimir e acabar com a reeleição", adverte Tilden.

Um tucano experiente adverte que Aécio pode fazer a diferença em Minas, mas com uma condição: "É preciso que haja uma tendência nacional favorável. E o clima positivo de virada prosseguirá, mas só o Serra pode dar início a isso, mostrando algo diferente. O que tem de haver é um discurso novo para o segundo turno".

Para o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito tucano de Conselheiro Lafaiete, José Milton Rocha, se quiser conquistar os mineiros neste segundo turno, Serra terá de encontrar um outro "mote de campanha, com apelo popular". Ele entende que será preciso, também, mudar "radicalmente" a postura e se assumir como candidato de oposição. "Para ganhar os prefeitos, ele vai ter de bater no que o PT tem de pior, que é a corrupção, com um discurso mais forte e mais firme", propõe.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

VICE: GABEIRA OU AÉCIO?

O presidente nacional do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), avaliou como uma hipótese inviável oferecer ao PV o posto de vice do candidato do PSDB, José Serra, em troca do apoio da senadora Marina Silva (PV-AC) para o segundo turno da eleição presidencial. A alternativa foi cogitada na noite de ontem por lideranças do PSDB, num esforço para angariar os mais de 19 milhões de votos recebidos pela candidata do PV no primeiro turno.

A especulação sobre o nome do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) para vice de José Serra no segundo turno esbarra na lei eleitoral.

O candidato pode até mudar o vice, mas a escolha tem que ser, obrigatoriamente, dentro dos partidos da coligação. Ou seja, PSDB, DEM ou PPS.

Nas primeiras conversas a esse respeito, ontem à noite, foi este o motivo maior que afastou a hipótese Marina Silva (PV).

A Resolução Nº 23.221/2010 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a substituição de um candidato da chapa majoritária em caso de renúncia. O artigo 56 da mesma resolução permite que a troca seja feita até dez dias antes do pleito, mas o nome indicado deve fazer parte da coligação em questão, tendo o partido a que pertencia o substituído renunciado ao direito de preferência.

Entretanto, na hipótese de escolha de um candidato de uma sigla de outra coligação, os partidos que fazem parte dela podem ingressar no TSE com um pedido de análise formal, ficando a cargo da Corte julgar se é permitida ou não a mudança.

Caso não seja legalmente possível, existe um plano B, que passa pelo senador eleito, Aécio Neves. O nome preferido de alguns tucanões para ficar no lugar de Índio da Costa é o do senador eleito Aécio Neves.

A pressão será grande porque Aécio sempre disse que sua presença na chapa faria pouca diferença para Serra. Mas fez. Apesar da vitória triunfal do ex-governador em Minas Gerais, o único tucano que perdeu lá foi Serra. Fez apenas 30% dos votos no estado, bem abaixo do que os vices mineiros garantiram aos presidentes eleitos no passado.

Os tucanões já fizeram essa conta e sabem que para virar votos em Minas precisarão de um mineiro na chapa. A tucanada quer mudança mesmo, vamos ver!

SEGUNDO TURNO: FOI MARINA OU A ABSTENÇÃO?


Toda a imprensa estampa hoje que os 19 milhões e 600 mil votos de Marina levaram a eleição presidencial para o segundo turno.

Mas ninguém, absolutamente ninguém, deu atenção aos 24 milhões e 600 mil votos de uma candidata que não estava na cédula, a Abstenção!

Como já tratamos aqui no Blog, a estratégia do avança e recua do PT, em relação ao documento com foto, acabou desaguando numa solução do STF que não era o que o PT queria. Ao invés de deixar o título de eleitor e descartar a identidade, o STF descartou o título e exigiu o documento de identidade que falta a milhões de eleitores dos grotões brasileiros.

Deu no que deu, um contingente de eleitores, maior que o eleitorado de Marina, nem saiu de casa. Bastaria que 15% dessa abstenção não acontecesse para acabar a eleição em primeiro turno nada adiantando os votos da Marina, que chegou no seu teto máximo.

Mas a imprensa prefere creditar o mérito à Marina, apesar de que, é um angulo de observação muito subjetivo e ignora um fenômeno claro e escancarado nessa enorme abstenção que atingiu em cheio os redutos mais fiéis de Lula, prejudicando Dilma.

Será possível ao PT reverter essa situação no segundo turno, através da documentação de milhões de eleitores, sem ferir a lei eleitoral? O cidadão tem direito de requerer o documento por seus próprios meios, não podendo haver uma interferencia do poder político que represente manobra eleitoral.

Pelo lado do PSDB, a corrida pelos votos de Marina é fundamental.

Se atingiu o direito de milhões de eleitores, contribuiu para um dos preceitos fundamentais da democracia que é a alternancia dos partidos no poder, trazendo no segundo turno a possibilidade de impedir a continuidade de um projeto único.

O segundo turno promete mudanças.

Uma reunião de emergência para hoje já foi acertada entre os presidentes do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e do DEM, Rodrigo Maia (RJ), com líderes e dirigentes dos dois partidos.

A estratégia será fixada em dois eixos: adotar um discurso capaz de captar os votos dados à candidata do PV à Presidência, Marina Silva; e considerar o presidente Lula o grande derrotado da eleição, já que cantava a vitória de Dilma.

Para ampliar as chances de Serra no segundo turno, Aécio defende um freio de arrumação na campanha tucana.

O comando da campanha do PSDB à Presidência vai mudar o formato do programa para o segundo turno. Até o slogan "O Brasil Pode Mais" será substituído nessa nova etapa.

A campanha tucana ganhará um tom mais "positivo", reforçando motes na linha "Serra É do Bem", em confronto com a ideia de que o PT oferece ameaça à democracia brasileira.

domingo, 3 de outubro de 2010

SERRA NO SEGUNDO TURNO


Com 95,83% das urnas apuradas, Dilma Rousseff (PT) tem 46,34% dos votos válidos (45 milhões) e José Serra (PSDB) está com 32,85% (32 milhões). Com este resultado, a disputa presidencial será decidida no segundo turno, marcado para o dia 31 de outubro.

Até o momento, Marina Silva (PV) tem 19,64% dos votos válidos (19 milhões). Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) ficou com 0,89% (865 mil). Os demais somam 0,28%.

Serra teve mais votos no São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Roraima. Marina venceu no Distrito Federal. Dilma ganhou nos demais Estados.

Geraldo Alckmin já é o candidato eleito de São Paulo. Com a ajuda dele, de Aécio Neves, eleito senador, de Antônio Anastasia, eleito governador de Minas, e de Beto Richa, o novo governador do Paraná, José Serra imagina que terá mais chances de derrotar Dilma Rousseff no segundo turno.

Eles não tem por que ficar à margem da campanha de Serra.

Uma jogada ousada está sendo cochichada nos bastidores da campanha tucana, para atrair definitivamente, o voto verde para Serra. Seria trocar o vice Índio da Costa por Gabeira. Fernando Gabeira é do PV de Marina. Perdeu a eleição para governador do Rio de Janeiro. Mas é mais forte ali do que seu colega Indio da Costa, do DEM, atual vice de Serra.

Além de trazer mais votos, daria um impacto muito forte na campanha.

sábado, 2 de outubro de 2010

DIA DE AZUL, DIA DE SERRA!


O azul é uma cor tranqüilizante, que se associa com a parte mais intelectual da mente.

O azul-marinho nos faz sentir descontraídos e
calmos, como o imenso e escuro mar durante a noite.

O azul claro e o azul-celeste nos fazem
sentir calmos e protegidos de todo o alvoroço das atividades do dia. Também é aconselhável contra a insônia.

O escuro azul da meia-noite age como um forte
sedativo sobre a mente, permitindo-nos conectar com nossa parte feminina e intuitiva.

O
azul ajuda a controlar a mente, a ter clareza de idéias e a ser criativo.

A
cor azul está associada aos signos Peixes, Libra, Aquário e Sagitário.

Palavras chaves da cor azul:
estabilidade, profundidade, lealdade, confiança, sabedoria, inteligência, fé, verdade, eternidade.

Azul-marinho: conhecimento, o mental, integridade, poder,
seriedade.

Azul claro: generosidade, saúde, cura, frescor, entendimento,
tranqüilidade.

Azul de democracia, de paz, de desenvolvimento.

Azul de Serra!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"TÔ SEM DOCUMENTO, Sêo LULA!"



A decisão do STF, acatando a ação do PT, suprimindo o título de eleitor e exigindo um documento de identidade com foto, começa a mostrar ao PT e aliados, a enrascada em que se meteram.

Há cinco anos, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral,
Carlos Velloso, avaliou que 30 milhões de eleitores não tinham
documento com foto. E nada indica que esse quadro tenha mudado.



A exigência da apresentação de um documento com foto no momento do
voto, uma das novidades da eleição deste ano, provoca apreensão entre
políticos em regiões com alto índice de população rural, como no
Nordeste, que tem cerca de 28,5% de sua população no campo, ante a
média nacional de 16%. O temor é que haja um considerável aumento nas
abstenções. Ninguém tem o cálculo exato, mas a avaliação generalizada é
que não é pequeno o contingente do eleitorado que não possui documentos
com foto ou que terá dificuldades para obtê-lo até a data da eleição.



“Repor o título eleitoral é fácil, mas a carteira de identidade é mais
difícil de se tirar. Haverá defecções, sim, mas não temos como avaliar
a extensão disso”, afirmou o deputado federal Mauricio Rands (PT-PE).



Além da dificuldade de colocar para votar o eleitorado mais fiel a Lula, que são os mais pobres dos grotões desse país, a medida veio acabar também com algumas fraudes costumeiramente cometidas no interiorzão do Brasil. Os caciques municipais usavam e abusavam do fato do título de eleitor não ter foto, praticando os mais variados golpes.



No interior do Maranhão, até as últimas eleições, era possível comprar
ou alugar um título eleitoral autêntico por R$ 50. Para fraudar a
eleição, o cabo eleitoral recebia de R$ 10 a R$ 20. “Para determinados
candidatos, muito melhor do que pagar pelo voto a um eleitor e confiar
em sua fidelidade dentro da cabine de votação era reunir vários títulos
e encarregar seus empregados de percorrerem as seções eleitorais
votando cada vez em nome de um eleitor diferente”, comentou Marlon
Reis, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores
Eleitorais e juiz eleitoral em João Lisboa (MA).



Havia três modalidades básicas: a mais usual era a fraude pela
compra de títulos eleitorais autênticos, obtidos de eleitores já
falecidos ou que requereram o documento mas não os retiraram dos
cartórios eleitorais. A segunda era o “aluguel” do título: mediante
pagamento, o eleitor entregava seu título para o candidato ou cabo
eleitoral no dia da eleição. A terceira era a clonagem de um documento
autêntico, mediante falsificação. Neste caso, o alvo era os eleitores
que migraram para outros Estados e rotineiramente não aparecem para
votar. Na primeira e na última modalidade, era necessária a
cumplicidade de funcionários da justiça eleitoral.



“Flagrei em 2008 um “eleitor” que se confundiu e apareceu para votar
pela segunda vez em uma mesma seção. Demos voz de prisão e ele estava
com sete títulos eleitorais. Ele indicou o mandante, que era o
candidato a vice-prefeito da chapa que perdeu. Na casa deste
vice-prefeito, havia dezenas e dezenas de títulos”, relembrou o juiz
Douglas de Mello Martins, ocorrido em Fortuna do Maranhão.



Os eleitores mais atingidos serão os do programa Bolsa Família. O programa exige cadastro com documento, mas apenas de um integrante da família, dos outros não se exige documento.“O Bolsa Família, como o próprio nome diz, atende um por família. Os demais ficam sem o documento”, comentou o prefeito de Imperatriz (MA).



A questão, como um dominó, atingirá a candidatura de Dilma e todos os seus aliados nos estados, Brasil afora, porque as candidaturas estão casadas entre si, procurando todos, tirar proveito do voto dos programas sociais.



Um eventual surto de abstenções em Pernambuco atingirá em cheio redutos eleitorais do governador do estado. Por este motivo, a coligação do governador Eduardo Campos (PSB), que disputa a reeleição, solicitou anteontem ao TRE local a liberação da exigência de documento com foto para os eleitores dos onze municípios mais atingidos por enchentes: Água Preta, Barra de Guabiraba, Barreiros, Catende,Correntes, Cortês, Jaqueira, Maraial, Palmares, Ribeirão e São Benedito do Sul. A alegação é que essa população perdeu os documentos na enchente.



Evidente que o TRE não tem poder de decisão numa questão definida pelo STF, é um pepino difícil de torcer.



Cada Estado emite um documento, sem padrão nacional. Em muitos deles, o documento não é gratuito. Sua expedição não necessariamente é automática: às vezes, leva-se dias para se receber uma carteira de identidade. E a emissão é concentrada em poucos núcleos por Estado.



Para o primeiro turno é impossível corrigir a deficiencia de documento identidade para esses eleitores e no segundo turno, qualquer tentativa de de documentação em massa, através de partidos ou orgãos do governo deverão ser fiscalizadas e denunciadas como crime eleitoral. O cidadão tem todo direito de tirar o documento, mas desde que seja de sua própria iniciativa.



Esse fenômeno não será computado pelas pesquisas de boca de urna, mas mostrará toda sua força na apuração dos votos. Se os institutos de pesquisa relutavam em reconhecer que haverá segundo turno, com essa sangria de votos da Dilma, agora isso é uma realidade.


MELHOR QUE A ENCOMENDA


Agora já é fato consumado, por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal acatou a ação do PT e excluiu a obrigatoriedade de dois documentos para votar no domingo.

O PT ganhou? Errado, o PT venceu a ação, mas vai perder milhões de votos.

Se tinham dúvidas que essa eleição iria para segundo turno, tenham certeza que graças ao PT vai ter segundo turno com toda a certeza.

Como sempre, os aloprados do PT fizeram um cálculo errado. A ação foi interposta porque os petistas descobriram que perderiam milhões de votos com a exigencia de apresentação do título de eleitor e mais um documento de identidade com foto.

Por que? Porque o eleitorado mais fiel a Lula, é aquele composto dos eleitores mais desprotegidos da sociedade, os que vivem na linha da miséria, são desinformados e a maioria analfabeta que tem no bolsa família sua principal fonte de renda. Esses eleitores, cuidadosamente cultivados na bolsa, possuem títulos de eleitores, graças aos aliados políticos de Lula nos municípios, que despenderam todos os esforços financeiros e logísticos para que não ficassem à margem do processo eleitoral.

Mas, o mesmo cuidado que tiveram com a confecção do título eleitoral, não tiveram com o documento mais fundamental, a carteira de identidade. Imagina, para que identidade, para uma massa tratada na impessoalidade dos cadastros das prefeituras Brasil afora, como números da casa dos milhões que recebem isso ou aquilo de um governo generoso e providente?

Diante da falta do documento e da impossibilidade de providenciá-lo a tempo para milhões de eleitores, qual a saída que ficou? Eliminar, através de uma ação a obrigatoriedade de dois documentos! Não ficaria bem pedir a supressão do documento de identidade com foto, causaria polêmica. Mas os aloprados calcularam que se pedissem a supressão de um documento, acabaria como vítima, o documento de identidade com foto, porque pensavam que o Supremo não eliminariam de jeito nenhum o título de eleitor. Votar sem título de eleitor seria uma heresia, imaginaram os aloprados!

Mas o Supremo é composto de juristas altamente capacitados e além disso, são pessoas inteligentes. Se o PT quer a supressão de um documento, não haveria razão de não atender, pois façamos então a supressão do documento mais frágil, que é o título de eleitor, documento sem foto e impessoal. Uma pessoa pode se fazer passar por qualquer eleitor de posse de um título. Mas é muito mais difícil alguém de posse de um documento de identidade se fazer passar por outra.

Assim decidido, o título de eleitor passa agora a ser apenas um lembrete da seção de votação onde consta a folha de votação, e, essa é que será confrontada com sua identidade antes do ato de votar. Além da identidade, poderá ser usado o passaporte, a carteira de trabalho ou identidade profissional(CREA, OAB, CRM, etc). Quem apresentar só o título de eleitor não votará e ainda vai receber uma multa!

Públicamente o PT não reconhece a mancada porque seria reconhecer a ingenuidade com que tratou a questão, mas internamente calculam a perda da ordem de 20 milhões de votos. Votos que de maneira alguma iriam para a oposição, mas sua falta desequilibra a balança no sentido de dar segundo turno.

Eleições são ganhas ou perdidas, muito mais em função dos erros ou acertos dos adversários do que em função dos próprios acertos.