segunda-feira, 14 de setembro de 2009

INAUGURADO O ESPAÇO MINAS GERAIS EM SÃO PAULO

A esquina da rua Minas Gerais com a av. Paulista abrigará ainda mais o encontro dessas duas culturas. Nesta segunda-feira (14), o governo do estado mineiro promoveu a inauguração do Espaço Minas Gerais (região oeste paulistana), um centro para divulgar e receber negócios, turismo e cultura daquele local.

Ambientado em um casarão da década de 30, o centro contém salas batizadas com nomes de personalidades mineiras. As que homenageiam o aviador Santos Dumont e o poeta Carlos Drummond de Andrade reúnem painéis relacionados às figuras.

O Espaço Minas Gerais conta também com artesanato típico, como as bonecas do Vale do Jequitinhonha. E a cultura e gastronomia mineira serão ainda difundidas entre o público paulistano pela praça Marechal Cordeiro de Farias, vizinha ao local, que abrigará eventos temáticos.

Em 29 de setembro tem início uma mostra de moda mineira, com representantes dos segmentos das bolsas, cintos, calçados, vestuários, joias e bijuterias. Já em 14 de outubro está previsto o Degusta Minas, encontro de negócios dos setores de café, cervejas artesanais e cachaça de alambique do estado.

Na inauguração do local, estiveram presentes o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o de São Paulo, José Serra, Fernando Henrique Cardoso e Ronaldo, o Fenômeno, entre outros. Veja o vídeo.

PANELA VELHA


Um candidato já bem conhecido pelo público vai contar com seu sucesso na música para ganhar uma cadeira no Congresso Nacional por Minas Gerais. O cantor sertanejo Sérgio Reis filiou-se nesta segunda-feira ao Partido República (PR), em Belo Horizonte.

Aos 69 anos de idade e mais de 50 de carreira, Sérgio Reis tenta mais um objetivo: conquistar um mandato de deputado federal. O cantor, que gravou seu primeiro disco aos 18 anos e já foi ator de novela, nasceu na capital paulista, mas se diz identificado com Minas Gerais.

"Tudo em minha vida começou aqui. Aqui é o estado brasileiro onde mais vendo discos e aqui é onde mais realizo shows. Oitenta por cento do que tenho em minha vida recebi de Minas e dos mineiros", disse o cantor durante sua filiação, nesta manhã na sede do partido, que fica no bairro Santo Agostinho.

LULA EM RORAIMA


Cerca de 50 arrozeiros descontentes com a demarcação das terras indígenas Raposa Serra do Sol entraram em conflito com a Polícia Federal em frente ao aeroporto de Boa Vista. Os manifestantes não foram vistos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na capital de Roraima para a inauguração do terminal de passageiros do aeroporto.

A fazendeira Regina da Silva segurava um cartaz com cópias de multas do Ibama no valor de R$ 7 milhões por ocupar terras indígenas. "Nós não temos para onde ir. Estão entregando nossas terras", afirmou.

Lula, indiferente ao protesto, inaugurou hoje o terminal de passageiros do aeroporto de Boa Vista e seguiu para a cidade de Bonfim, a 130 km da capital, onde terá uma reunião bilateral com o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo.

CUSTO DE VIDA


Apesar de estar presente em mais de 95% dos domicílios brasileiros, chegando a 98% dos lares em Minas, o gás de cozinha ainda enfrenta a concorrência da lenha, que tem seu uso ampliado com a aceleração dos preços do popular botijão de 13 quilos. No país, o gás liquefeito de petróleo (GLP) tem maior penetração que a água canalizada, que chega a 83% das residências, e que o esgoto, em 51% dos lares. O peso do gás só é comparado ao da energia elétrica, presente em 98% das residências.

No malabarismo para driblar os reajustes do insumo básico, a utilização da lenha não se restringe aos ambientes rurais. Nos centros urbanos, a população abre mão do conforto de acender o fogão a gás e acaba dividindo o preparo dos alimentos entre as duas formas de energia. Enquanto o café e o arroz são preparados no gás, o feijão e os assados são feitos a lenha. Os fogões variam de equipamentos bem construídos a pequenos fogareiros improvisados entre tijolos, que, apesar do risco de incêndio e da fumaça excessiva, propiciam uma economia que chega a R$ 42 por mês, preço médio do botijão de 13 quilos em Minas. Segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista e Transportadores de Gás (Sintgás), de janeiro a julho o preço do produto acelerou 36% em Belo Horizonte. O valor pago pelo consumidor já corresponde a 9% do salário mínimo.

Genésio Bosco do Nascimento recebe cerca de R$ 500 por mês como porteiro. O último botijão de gás lhe custou R$ 40, valor alto demais para o seu orçamento. A solução encontrada pela família de quatro pessoas é acender mais vezes o pequeno fogão feito de cimento. “Usamos a lenha para cozinhar o feijão e os alimentos que levam mais tempo. É mais trabalhoso e muito cansativo, mas a única saída para darmos conta do aumento abusivo do gás”, critica. Genésio, que há 50 anos mora no Aglomerado da Serra, aponta que na sua vizinhança a alternativa é bastante comum. “Sem dúvida, pelo menos 30% do aglomerado usa lenha e gás.” O cálculo do morador não está muito distante dos números do Ministério de Minas e Energia, que mostram que a madeira ainda tem grande força na composição da matriz energética brasileir a, ocupando a fatia de 35%.

“O gás de cozinha é o principal energético da baixa renda. Seu peso no custo de vida é muito grande, superior ao da telefonia celular, ao da água e do esgoto”, compara o economista da Fundação Getulio Vargas André Braz. Para ter ideia, enquanto o gás consome 1,61% da renda familiar brasileira, entre a população de baixa renda, o peso do energético no custo de vida mais que dobra, é de 3,81%, ante 3,64% da água e 0,41% do celular.

domingo, 13 de setembro de 2009

BRASIL, MOSTRA TUA CARA!

da Folha On-line - Blog do Josias
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sábado, 12 de setembro de 2009

LULA EM RORAIMA



LULA, O ANJO DO MAL, VEM MESMO A RORAIMA?
J. R. RODRIGUES

A relação do presidente Lula com Roraima pode ser comparada com aquele médico macabro que envenenou e matou o paciente e em seguida, embora tenha faltado ao seu funeral, teve a cara de pau de ir para sua missa de sétimo dia. Roraima foi brutalmente espancado por Lula e seus asseclas, sob o nosso olhar covarde e complacente. As poucas reações as ações nefastas que Lula produziu contra Roraima foram atabalhoadas, intempestivas e desorganizadas.

Nunca na história do Brasil, nem um presidente foi tão debochado, esnobe e cruel com uma unidade da federação. Para Roraima, da parte de Lula sobrou apenas o desprezo e decisões cruéis, que só não afetarão o futuro do Estado e até do país por que no futuro alguém mais ajuizado irá corrigir as lambanças que ele fez.

A exemplo do que fez com o Brasil, transformado pelo veneno petista num enorme circo onde o palhaço principal também é ilusionista, Roraima receberá Lula como o anjo do mal, em meio a uma série de factóides, inaugura uma ponte que já está inaugurada sem nunca ter sido inaugurada, cria uma secretaria (já em funcionamento) para cuidar da saúde indígena, etc. Mas o ato de maio simbolismo de sua nefasta visita será a possível dormida no Lago Caracaranã tirado por Lula das mãos e patrimônio de uma centenária família. Lula não só virá a missa de sétimo de Roraima, mas dormirá na cama da viúva.

As outras ações de Lula são meros factóides, falar das ALC’s que nunca tiveram apoio nem terão apoio de seu governo para sair do papel e da ZPE, que foi aprovada apenas como uma medida de compensação positiva em meio ao desmonte que a quadrilha petista fazia com Roraima.

O midiático presidente Lula até tem uma popularidade maior hoje em Roraima, ao contrário de suas duas eleições onde foi vergonhosa e justamente derrotado. Se dependesse do eleitor de Roraima Lula nunca teria passado de um simples pé inchado, não teria sido o pinguço que chegou a presidência.

Mas felizmente esse presidente que ameaça vir a Roraima no próximo dia 14.09, é um presidente mais fraco, com a aprovação pela opinião em baixa, tendo que depor no STF como testemunha do mensalão, um presidente que vem sofrendo sucessivas derrotas no Congresso, que depois da lambança que fez com o Projeto do Pré-sal, teve que voltar atrás e retirar o pedido de urgência.

Lula também é o presidente nocivo ao país pelas traquinagens que faz com os recursos públicos, não só deixando seus milhares de fanáticos roubar, como também tomando decisões presidenciais em detrimento do bem do país.

Foi assim com os bilhões de dólares que ele deixou o maconheiro Evo Morales roubar do Brasil, com os milhões dados criminosamente para seu amigo Fernando Lugo, o padre tarado do Paraguai e pode ser agora quando compra sucatas francesas por o triplo do que oferecem os EUA e a Suécia.

Novamente Lula sofre um revés e tem que voltar atrás depois de afirmar que a compra de aviões caças obsoletos da França estava definida. Lula está se desmanchando e é até bom que venha a Roraima ainda presidente, por que no futuro, que sabe, saberemos notícias dele como o mais corrupto presidente que o Brasil já teve e ai, se o Brasil tiver avançado moralmente, ele poderá tranquilamente ser processado, condenado e até preso. Boa sorte em Roraima, senhor presidente.

(*) J. R. Rodrigues é jornalista e advogado – jotar@technet.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ESPAÇO MINAS GERAIS EM SÃO PAULO



A economia, culinária e cultura de Minas Gerais desembarcam na próxima segunda-feira em São Paulo a reboque do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB). O virtual candidato tucano à sucessão presidencial de 2010 vem à capital paulista inaugurar na esquina da Rua Minas Gerais com a Avenida Paulista o Espaço Minas Gerais.

Iniciativa do governo mineiro, o casarão vai funcionar como um centro avançado de negócios de Minas Gerais com empresários do Brasil e do mundo, uma vitrine para novos negócios. Concorrente de Aécio na disputa pela vaga tucana nas eleições do ano que vem, o governador paulista, José Serra, deve participar do lançamento da casa.

O Espaço Minas Gerais já abre com uma extensa programação, até janeiro de 2010. Em setembro, o casarão vai abrigar um evento de moda, antecipando tendências da Semana de Moda de Belo Horizonte, que acontece em novembro. Outubro será o mês da gastronomia, com a exposição e degustação de quitutes e bebidas produzidos em Minas. Em novembro, será a vez de trazer o artesanato da região para São Paulo e, em dezembro e janeiro, de mostrar as atrações turísticas mineiras.

ELETRODOMÉSTICOS DO FUTURO

CONCURSO MUNDIAL DE DESIGN
Projetos finalistas do Electrolux Design Lab 2009, concurso mundial de design. O foco foi a criação de protótipos inovadores que sugerem como as pessoas irão preparar e armazenar alimentos, lavar roupas e louças pelas próximas nove décadas.


Le Petit Prince (República Tcheca)
Estufa robótica carrega cápsula de vidro para facilitar a futura exploração de marte.



Coccon (Suécia)
O utensílio prepara carnes e peixes como a pipoca de micro-ondas. Os alimentos geneticamente fabricados crescem ao serem aquecidos pela máquina.



Moléculaire (Alemanha)
Impressora de alimento molecular em 3D. Prepara refeições de maneira tridimensional.



Naturewash (China)
Máquina de lavar que não utiliza água, e sim, íons negativos para lavar tecidos nanorrevestidos. Em formato horizontal, o consumidor pode deitar ou sentar no aparelho, enquanto ele limpa a sua roupa. As roupas também podem ser colocadas esticadas


Renew (EUA)
Vaporizador inteligente que limpa roupas através de um scanner infravermelho.



Teleport Fridge (Tailândia)
O refrigerador teletransporta alimentos frescos, eliminando o tempo e a distância que uma pessoa teria que percorrer para comprá-los. Também teletransporta a comida para compartimentos em suas próprias unidades de refrigeração e congelamento.



Water catcher (China)
Aparelho voador que capta e purifica a água da chuva para beber.



Bifoliate (Lituânia)
Máquina de lavar louças dupla que permite ao usuário colocar a louça suja em um compartimento, enquanto o outro serve como uma prateleira para os utensílios limpos.

A "ESTRELINHA DE LULA" DE NOVO


No balanço do reggae, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, protagonizou na última segunda-feira, 7, uma aparição que promete se tornar o mais novo sucesso do YouTube. Durante show da banda de reggae Tribo de Jah, na Chapada dos Veadeiros (GO), Minc subiu ao palco e, com microfone em punho, fez um breve discurso de cerca de quatro minutos, abordando temas diversos: da descriminalização da maconha à vitória do Brasil sobre a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Procurada pela reportagem, a assessoria do ministro afirmou que Minc compareceu ao evento "de livre vontade". "Ele estava na região com um amigo e resolveu conferir o evento", disse. A assessoria confirmou que o ministro subiu ao palco a convite dos integrantes da banda e, no momento do show, estava relaxado.

Na cadência do ritmo jamaicano, Minc iniciou a apresentação mandando um abraço "para o povo do reggae". E com a mão esquerda levantada, entoou palavras de ordem que arrancaram efusivos aplausos da plateia: "Reggae é paz e resistência." No balanço sereno da música, o defensor do Meio Ambiente pediu que os presentes fechassem os olhos e dessem as mãos, "celebrando a paz". "Viva o reggae, Bob Marley, Tribo de Jah e Chico Mendes", conclamou o ministro, arrancando mais aplausos do público.

Ainda embalado pela batida do reggae, Minc criticou o desmatamento da floresta Amazônica e do cerrado brasileiro. "Nós dependemos dos seringueiros, castanheiros, índios e da rapaziada para proteger as nossas florestas." E continuou, em tom elevado: "Temos de acabar com a impunidade daqueles que desmatam."

Para entrar no tema das drogas, Minc reproduziu a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e emplacou uma metáfora futebolística. Depois de dizer que "ontem (referindo-se ao dia 6 de setembro, quando a seleção brasileira de futebol goleou a Argentina) nós metemos 3 a 1 contra os nossos hermanos", Minc afirmou que no futebol o Brasil está à frente da Argentina, mas o mesmo não ocorre quanto à descriminalização do uso da maconha. "Os juízes da Argentina descriminalizaram. O usuário não é criminoso. Nesse jogo a gente tá perdendo aqui. Nós vamos virar esse jogo para acabar com a hipocrisia", disse o ministro, ao som de vivas.

HORTALIÇAS RARAS DA COZINHA MINEIRA


Hortaliças antes passadas de geração em geração, como a araruta e a azedinha, que gradativamente foram perdendo espaço com o crescimento das cidades, estão ao alcance de associações, escolas, prefeituras e outras instituições que quiserem produzí-las. Uma parceria entre a Embrapa e a Emater-MG vai permitir a implantação de hortas com estas hortaliças não-convencionais em cidades de quatro regiões de Minas: em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em Varzelândia, no Norte de Minas; em Três Marias e Sete Lagoas, na região Central e em cidades às margens da usina de Irapé, no Vale do Jequitinhonha. As hortas devem estar implantadas até o fim do ano.

O primeiro plantio for realizado no começo de Setembro em um dia de campo com alunos da Universidade Federal de São João Del Rei. Foram plantados 17 tipos diferentes de hortaliças que não são comuns nos sistemas convencionais de produção e comercialização. O objetivo é resgatar a cultura do consumo desses vegetais cada vez mais raros, ainda encontrados em algumas hortas do interior do estado.

As mudas e sementes, assim como as intruções para plantio e reprodução, são repassadas depois de preenchido um cadastro com os dados da instituição e um termo de cessão de materias. A prioridade é para entidades capazes de montar um viveiro para produzir e multiplicar as hortaliças em sua região.


Receita com a planta peixinho da horta ou lambari de folha, nomes populares de uma planta da familia da sálvia, usada no interior, como tira-gosto. A planta tem sabor de peixe.
Os vegetais implantados na Embrapa Milho e Sorgo são: araruta, azedinha, beldroega, bertalha, cará-moela, chuchu-de-vento, inhame, jacatupé, jambu, mangarito, mostarda, ora-pro-nobis, physallis, peixinho, taioba, taro e vinagreira.

Os agricultores de hortas comunitárias de Sete Lagoas já tem as hortaliças para consumo próprio e venda. Até o fim do ano a Embrapa vai montar uma cartilha destinada a agricultores, um manual de cultivo e um livro de receitas testadas, todas feitas com as raridades.

DE POBRE A RICO E DE RICO A POBRE


Em 2007, o brasileiro Marlucio Rosa Ferreira, de 47 anos, morava em Norcross, no Estado da Geórgia, Estados Unidos, no que ele define como “uma mansão com 12 cômodos, piscina e banheira jacuzzi”.

Ele ainda era proprietário de um bar com capacidade para 255 pessoas e tinha uma picape, uma minivan e duas motos, “todos zero quilômetro”, como gosta de enfatizar.

“Em dois anos, acabou tudo. Fui parar no porão do meu cunhado. Foi complicado, meu amigo”, conta Marlucio, que primeiro viu seu bar ir à falência, depois perdeu um de seus dois empregos e, por conseguinte, não conseguiu permanecer em dia com as prestações de sua casa, quando o valor subiu cerca de 30%, durante a chamada bolha imobiliária.

Mineiro de Itabira, Marlucio chegou aos Estados Unidos há 14 anos. Ele se mudou de Massachusetts para a Geórgia em 2001, com sua mulher e filha.

Pouco após chegar, resolveu comprar uma casa. Ele tinha dois empregos - um em um restaurante, outro em um supermercado - com os quais faturava algo na faixa de US$ 8 mil ou mais, quando fazia uma boa dose de horas extras.

Vida mansa
Ele conta que não teve problemas em dar a entrada de US$ 42 mil em sua casa e nem em pagar as prestações mensais de US$ 1.250 do financiamento de 30 anos, porque, além do bom salário, tinha uma vasta poupança e um bom histórico de crédito.

“Por 12 anos, mantive um bom crédito. Chegava em qualquer banco americano e levava US$ 40 mil na hora. Meu crédito era ‘top’.”

Munido de seu crédito, o brasileiro resolveu enveredar por novos empreendimentos. Em 2006, Marlucio abriu um bar na região em que morava, que funcionava de segunda-feira a domingo. O local atraía muitos fregueses brasileiros com seus quitutes típicos e música ao vivo.

“Abrimos em maio, logo depois teve a Copa do Mundo. Nesse ano, juntei muito dinheiro. No primeiro ano, cheguei a faturar US$ 8 mil numa noite. Até 1h da manhã tinha cliente no bar.”

Começo da crise
Mas logo a sorte começou a mudar. “No final de 2007, fiscais da imigração começaram a fazer blitzes nas imediações do bar. Como tinha muito frequentador que era brasileiro sem documentação, eles passaram a deixar de ir.”

Os lucros do bar começaram a cair e, com o aumento da prestação de sua casa, Marlucio começou a “enrolar, um mês atrasava o pagamento do bar, no outro, o aluguel da casa”.

O bar acabou quebrando no final de 2007. “Não aguentei pagar mais. Tive que abrir falência e provar junto ao banco que eu não tinha condições.”

A situação dele se agravou ainda mais quando o restaurante em que trabalhava em meio expediente cortou empregados, no início de 2008.

Com a redução de seus rendimentos, ele passou a ter sérias dificuldades em arcar com os gastos de sua residência, que chegavam a US$ 4 mil mensais.

“Acabei entregando a chave para o banco. Cheguei lá e avisei: ‘estou me mudando, a chave está lá dentro. Pode ir buscar’.”

Álcool e drogas
Junto com os transtornos financeiros, Marlucio também conta ter mergulhado em um inferno pessoal. “Na hora em que perdi tudo, caí na bebida e na droga. Não foi pouco, não. Foi de cocaína para cima.”

Ele conta que se não fosse o apoio da igreja e de sua mulher, talvez não tivesse conseguido superar os contratempos.

Marlucio resolveu fazer as malas e se mudou provisoriamente para Boston, onde ficou hospedado por alguns meses no porão da casa de seu ex-cunhado até que conseguisse resolver sua vida.

De lá, resolveu tentar a sorte em Hartford, no Estado de Connecticut. Com um índice de desemprego na faixa de 7,8%, o Estado, no nordeste americano, parecia bem mais promissor que a Geórgia, assolada por um índice de 10,3%.

Lá ele arrumou um novo emprego de meio expediente, em um restaurante, após ter passado seis meses procurando. Ele acumula este com um trabalho de tempo integral, como inspetor de qualidade de produtos de um supermercado. Juntamente com a mulher, que também tem dois empregos, ele aluga uma casa, que com dois quartos, sala e cozinha, é bem mais modesta que a “mansão” da Geórgia.

Ele conta que vem tentando se adaptar à nova realidade. “Pobre virar rico é fácil. Rico virar pobre é que não é fácil, xará.”

O BARBEIRO DE BRASÍLIA


Para comemorar a INDEPENDENCIA do Brasil....

Certo dia, um florista vai ao barbeiro para um corte de cabelo. Depois do
corte ele pede a conta e o barbeiro responde, “eu não posso aceitar
pagamento hoje. Eu estou fazendo um serviço comunitário grátis esta semana.”
O florista satisfeito deixou a barbearia. Quando o barbeiro abriu sua loja
na manhã seguinte achou um cartão dizendo “OBRIGADO” e uma dúzia de rosas em
sua porta.
Mais tarde, um padeiro vai ao mesmo barbeiro cortar cabelo. Depois do corte
ele pede a conta e ouve a resposta: “eu não posso aceitar o seu dinheiro
hoje. Estou fazendo um serviço comunitário grátis esta semana” Na manhã
seguinte o barbeiro encontrou na sua porta um cartão dizendo “OBRIGADO” com
uma dúzia de pães.
Ainda mais tarde, um professor secundário vai ao barbeiro para um corte de
cabelo. Depois do corte ele pede a conta e o barbeiro responde, “eu não
posso aceitar dinheiro de você hoje."Eu estou fazendo um serviço
comunitário grátis esta semana.” O professor muito feliz vai embora. Na
manhã seguinte em que o barbeiro abre sua loja, encontra um cartão dizendo
“OBRIGADO” e uma dúzia de livros diferentes, como “Como Melhorar seu
Negócio” e “Como se transformar mais Próspero”, etc....
Já no final do dia, um Deputado aparece para cortar cabelo. E quando vai
pagar a conta o barbeiro responde, “eu não posso aceitar o seu dinheiro .
Estou fazendo um serviço comunitário esta semana.” O Deputado muito
satisfeito deixa a barbearia. Na manhã seguinte quando o barbeiro chega à
sua loja, encontra uma dúzia de Deputados na fila , cada um acampanhado de
um ou dois filhos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

TRES PONTAS, PARAÍSO MUSICAL


Três Pontas – Conhecida por suas belas montanhas e imensos cafezais, a pequena Três Pontas está em festa. De hoje a domingo, será realizado o 1º Festival Música do Mundo. O evento celebra a amizade entre Milton Nascimento e Wagner Tiso, parceria que rendeu canções memoráveis, como Coração de estudante, e conquistou fãs em todo o mundo.

O festival promete reviver o Show do Paraíso, realizado na cidade em 1977. Organizada por Milton, a festa transformou Três Pontas em “Woodstock mineira” e recebeu várias estrelas da MPB, como Chico Buarque e Gonzaguinha. Com 43 anos de carreira, o instrumentista e compositor três-pontano Wagner Tiso se sente honrado com a homenagem. Promete oferecer um grande espetáculo ao público. No repertório estarão várias obras de Villa-Lobos e de Tom Jobim interpretadas por ele e 10 músicos. Tiso fala com carinho de sua amizade com Milton: “A gente se conheceu em Três Pontas, ainda crianças. Eu tinha 10 anos, tocava piano e acordeom; ele, com 12, tocava violão. Fizemos uma dupla e nunca mais deixamos de tocar juntos. Será um prazer relembrar os velhos tempos”.

O ponto alto da programação será no sábado, a partir das 15h, no grande palco montado para Milton, Tiso, Rita Lee, Ivan Lins, Tom Zé, Toninho Horta e Wilson Sideral, entre outros. Os shows ocorrerão na área de 20 mil metros que fica a 4,5 quilômetros do Centro de Três Pontas. Maria Dolores Duarte, organizadora do evento, explica que o palco ficará em local estratégico, para facilitar a visibilidade dos artistas. “A região também é privilegiada pelo lindo pôr do sol, que todos poderão acompanhar”, diz ela.

Milton Nascimento está feliz com a homenagem, mas não assume a paternidade dessa história de transformar sua querida Três Pontas em Woodstock. “A revista Billboard mandou duas pessoas viajarem para o Brasil para estudar a música brasileira. Em cada estado, apontariam a capital e outras cidades. Em Minas, falaram de Belo Horizonte e de Três Pontas. Fiquei maluco, porque começou a aparecer um monte de gente lá, querendo conhecer a minha casa. Como vai ser agora? Eu ia a Três Pontas para ver a família, mas não conhecia a nova geração de artistas locais. Por causa da Billboard, passei lá três dias e fui apresentado a mais de 30. Fazer esse festival em Três Pontas é mais uma homenagem ao pessoal de lá. Podem chamar do que quiser, mas esse negócio de Woodstock é coisa que a imprensa criou”, afirma.

O SABOR DAS FRUTAS DE QUINTAL


Quem nunca sonhou em poder colocar mais verde em sua casa? Com a redução dos espaços nas grandes cidades, é cada vez mais raro ver jardins ou árvores, que têm considerável potencial de remoção de partículas e gases poluentes da atmosfera, em centros urbanos. Mas, mesmo em pequenos espaços, a boa notícia é que é possível cultivar frutas fresquinhas no quintal de casa ou mesmo na sacada do apartamento.
De acordo com o paisagista da Masb Desenvolvimento Imobiliário Benedito Abbud, há duas formas de fazer um pomar em uma residência. "A primeira delas é a tradicional, que replica os conceitos de uma fazenda produtiva de frutas ou de um sítio, onde as frutíferas devem ser plantadas de forma a receber sol em toda a sua copa para que haja maior produtividade", conta. Segundo ele, isso implica árvores isoladas, geralmente alinhadas, com aquele aspecto característico de pomar.

Outra maneira, a mais adequada para residências, segundo o paisagista, é usar diversas árvores frutíferas em espaçamentos diferenciados. "Formando maciços, ou seja, conjuntos de árvores ou arbustos bastante densos, unidos e espessos, assim como seria um maciço heterogêneo de espécies não-frutíferas, tendo a consciência de que a produtividade não será plena".

Ambientalista e paisagista Caio Zoza diz que correção de nutrientes no solo e adubação certa são importantes para o bom crescimento das plantas

Em grandes espaços, como quintais de casas, é possível plantar pés de jabuticaba, acerola, pêssego, romã, amora, limão, mexerica e laranja, como exemplifica a paisagista Carla Pimentel. "Até carambola, lixia e cereja, que são muito ornamentais, podem ser utilizadas", acrescenta. Em apartamentos, as mudas mais indicadas são laranja kinkan, pitanga, além das de jabuticaba, romã e acerola. "Também é possível fazer pomares em canteiros largos e profundos em áreas livres de apartamentos, desde que tenham total insolação, claridade e ventilação", explica a paisagista.
Trepadeiras, como o maracujá e a uva, e espécies rasteiras, como o morango, são muito adequadas em varandas ou pequenas áreas, como fala o paisagista Caio Zoza. "Além de serem ornamentais, propiciam o contato inicial das crianças com o espetáculo da natureza criativa".

O paisagista Benedito Abbud diz que é possível fazer pomares sobre lajes, em condomínios. "Deve-se apenas tomar cuidado para que as espécies escolhidas não tenham raízes agressivas à impermeabilização e seu porte não ultrapasse cinco metros de altura". Além das árvores frutíferas citadas, o paisagista recomenda as palmeiras, cujos frutos são ótimas fontes de energia, tais como palmito doce e o açaí. "Essas sugestões, porém, dependem da região em que serão plantadas. É importante, também, ter um cuidado especial com frutas grandes, como jaca e cocos, que podem cair e machucar alguém", completa. A paisagista Carla Pimentel desaconselha, ainda, o uso de plantas de grande porte. "Algumas delas, como certas espécies de mangueiras, têm a copa muito grande, gerando sombra".

TRAPALHADA


A Comissão de Relações Exteriores do Senado vai ouvir na próxima quarta-feira o ministro Nelson Jobim (Defesa) sobre a decisão do governo brasileiro de comprar 36 aviões de combate para aumentar o patrulhamento das fronteiras do país --especialmente na Amazônia e na região do pré-sal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar a compra de 36 caças Rafale do governo francês, mas Jobim recuou ao afirmar que o processo de seleção das aeronaves ainda não está concluído.
Na segunda-feira, Lula anunciou ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a disposição do governo brasileiro de negociar a compra dos 36 aviões franceses. Em troca, o governo do país compraria 10 aeronaves brasileiras de transporte de cargas que serão construídas pela Embraer até 2015.
Lula, ao anunciar antes do esperado a definição do Brasil pelos caças da francesa Dassault, provocou constrangimento no seu próprio governo, que teve de recuar ontem, informando que o processo de seleção não está concluído e que o F-18 dos EUA e o Gripen sueco ainda estão na disputa.
Lula se precipitou no jantar com Sarkozy no domingo à noite e queimou etapas do processo de seleção, o que irritou o Comando da Aeronáutica e deixou Jobim no fogo cruzado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

QUEM É QUE MANDA?


O Brasil é um país sério? Dizem que De Gaulle certa vez duvidou. Mas será o que Sarkozy, atual presidente da França, está pensando a respeito?
Sim, porque, depois de participar das comemorações do Dia da Pátria e dar declaração pública conjunta com Lula anunciando a compra pelo Brasil de 32 caças franceses, da Dassault, parece que não é bem assim.
O ministro da Defesa, Carlos Jobim, deu declaração à imprensa dizendo que a compra dos aviões seguirá o rito normal da concorrencia, que além da França, inclui Estados Unidos e Suécia. Isso práticamente desautoriza o fechamento de negócio anunciado por Lula.
Lula se apegava na "transferencia de tecnologia" prometida pela França, porém EUA e Suécia também propõem transferencia de tecnologia. E a FAB parece que torce o nariz para os aviões franceses.
Para mim isso é uma enorme gafe cometida por Lula e que a imprensa em geral está deixando passar batido. A imprensa nacional está cada vez mais na carteirinha do governo. Como é que um presidente dá declarações públicas conjuntas com outro chefe de estado, anunciando um negócio de bilhões de reais e logo em seguida é desmentido por seu ministro, aliás, corretamente desmentido em nome dos interesses nacionais.
Lula engoliu o desmentido e meteu o rabo no meio das pernas.
Ainda bem que nesse caso, quem está mandando é o ministro da defesa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

EM QUEDA


A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu 4,7 pontos percentuais em setembro, de acordo com a Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional do Transporte e o Instituto Sensus. De acordo com a pesquisa, a popularidade de Lula este mês ficou em 76,8%. Em maio, quando foi feito o último levantamento, era de 81,5%.

De acordo com o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, entre os fatores que causaram a queda estão a crise no Senado e a influenza A (H1N1) - gripe suína. “Há uma comunicação menos direta com o povo e há o efeito Lina e Dilma [a contradição entre as afirmações da ex-secretária da Receita Lina Vieira e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff sobre um suposto encontro secreto das duas] possível , o Senado e também a saúde”.

A avaliação do governo também teve queda de 4,4 pontos percentuais. Em setembro, a avaliação positiva do governo foi de 65,4%, enquanto em maio, na última pesquisa, havia sido de 69,8%. A queda foi verificada principalmente nas regiões Sul e Sudeste, entre mulheres da área urbana com alta escolaridade e entre as pessoas mais jovens e as mais velhas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PÁTRIA AMADA BRASIL


"Entre dúvidas e certezas, tristezas e alegrias, dia a dia, o povo brasileiro escreve sua história"


Hino Nacional Brasileiro
Letra do Hino Nacional, História do Hino, vocabulário, significados, criação e autores, cerimônias no momento do hino nacional

Bandeira do Brasil - Hino do Brasil

História e Informações

A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.
Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à
Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.

Letra do Hino Nacional Brasileiro
I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA
PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!

BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

II
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.

BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

Vocabulário (Glossário)

Plácidas: calmas, tranqüilas
Ipiranga: Rio onde às margens D.PedroI proclamou a
Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Resplandece: que brilha, iluminidada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflete
Gentil: Generoso, acolhedor
Fulguras: Brilhas, desponta com importãncia
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores
Idolatrada: Cultivada, amada acima de tudo
Lábaro: bandeira
Ostentas: Mostras com orgulho
Flâmula: Bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape


domingo, 6 de setembro de 2009

MACAQUINHOS NO SÓTÃO


Uma semana depois de fazer um discurso pró-estatista e defender maior presença do governo no controle dos negócios com o petróleo do pré-sal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um pronunciamento em cadeia de rádio e TV pedindo que os brasileiros se "mobilizem" e pressionem deputados e senadores para que os "interesses menores" da oposição não vençam no Congresso e "retardem ou desviem a marcha do futuro".

O pronunciamento alusivo aos 187 anos da Independência foi integralmente usado para fazer um alerta em tom de ameaça: se o Congresso não apoiar o modelo da partilha na exploração do pré-sal, proposto para aprovação do Congresso em quatro projetos de lei, a "riqueza do pré-sal" vai "escapar das mãos dos brasileiros" e deixar de ser um instrumento "para pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza".

Seria "um erro grave", disse Lula, usar no pré-sal o modelo da concessão, adotado em 1997, "quando não sabíamos da existência de grandes reservas e o País não tinha recursos para explorar seu petróleo". A partilha, acrescentou, "garante que o Estado e o povo continuem donos da maior parte do petróleo e do gás mesmo depois da extração". O modelo novo "impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável os recursos" do pré-sal, afirmou o presidente, repetindo que o dinheiro irá para "a educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio ambiente e combate à pobreza".

O "messias" Lula sempre usa esse tom quando discordam das suas posições. Ninguém é contra o pré-sal, Lula está criando fantasmas para justificar a sua fisiologia política.
A oposição foi muito clara. Estão contra o caráter de urgencia proposto por Renam Calheiros e adotada por Lula. Para que urgencia num assunto que só vai se iniciar num prazo mínimo de 10 anos? Porque não dar mais prazo para uma discussão madura que leve a regras mais seguras para o uso das riquezas do Pré-Sal? A preocupação de Lula não é o Pré-sal, é a eleição da sua candidata que não parece mais tão certa assim.

O MERCADO CENTRAL DE BH



O Mercado Central de BH será, a partir desta segunda-feira, um senhor de 80 anos de idade. Um senhor com saúde para dar e vender. Saúde para vender nas barracas coloridas de frutas e verduras, nas lojas de legítimos queijos das tradições das Gerais ou na frequentadíssima loja do assediado suco de açaí com banana e granola. Saúde para dar na paz dos corredores coloridos pelas mercadorias, nos cheiros, na boa prosa de comerciantes como Percy Rosa Miranda. Incansável nos seus 79 anos, ele sabe quase tudo de alho. Quase tudo porque não tem certeza se o produto é bom para espantar vampiros e outros bichos. Mais por uma questão de falta de crença em coisas que não habitam normalmente este mundo.
Mercado de panelas, de panos de prato; de balaios e abacaxis; de flores, de ervas e pimentas; de aves e carnes; de pilões e bananas; de botecos e cafés; mercado de restaurantes, como o Casa Cheia. Cheia mesmo. O tempo mínimo de espera no almoço é de 30 minutos. Maria Nazareth de Jesus faz as honras da casa. Com 89 anos, sofrida, mas feliz, realizada com seus feijões e petiscos bem temperados e que não metem medo em ninguém, nem na Deborah Secco, que tem um cuidado danado com aquele corpinho de…de modelo, de atriz, de musa. Um dia ela apareceu por lá “e comeu muito bem”, conta dona Maria Nazareth, que faz parte de uma família de 400 comerciantes.
Uma família unida que já está, em alguns ramos, na sua quarta geração. O negócio que começou com o avô está chegando às mãos do bisneto, como na perfumada Flora Veneza. Perfumada naturalmente, claro. Essa travessia genética contamina também a freguesia. Na barraca Santo Antônio, João Higino da Silva, de 50 anos, vai dizer, com orgulho, que quando comprou a loja, há 22 anos, herdou a clientela de outro João, João Luciano Sobrinho. E não perdeu um descendente sequer do primeiro freguês que chegou ali atrás de cereais e legumes e, hoje, de especiarias e bacalhau.

“É o modo de tratar. Se for preciso, ensinamos a preparar o bacalhau. Até por telefone”, diz João Higino com voz obviamente cativante. O que não é óbvio ali é a circulação. Interessante. Dificilmente alguém vai cruzar com a mesma pessoa mais de uma vez nos corredores do mercado. Afinal, são 30 mil pares de pernas perambulando por aquele mundo de variedades todos os dias. Uma multidão que pode passar de 50 mil aos sábados, domingos ou num deslumbrante feriado ensolarado. Uma multidão que compra, come e bebe em 7,8 mil metros quadrados só de lojas.

Um labirinto que tem também seu lado místico. “Os corredores formam uma mandala”, diz com convicção o presidente do mercado oitentão, Mácoud Patrocínio, que representa também a terceira geração no comando da Flora Veneza. Um labirinto que desvenda mistérios. Na Banca do Tio, aquela dos produtos exóticos, a primeira e a segunda geração de clientes vão descobrir por que a veterana cantora Ângela Maria tem certo apelido. “Ela é chamada de sapoti, que é esta fruta aqui, do sertão, tão doce quanto a voz da Ângela.” Quem diz é Elias José de Oliveira, que até ensina como se come a preciosidade, originária da América Central e que se deu muito bem neste chão tropical. “É boa para geleia, musse, mas o bom mesmo é comê-la madurinha.”

Por tudo isso e muito mais que poucos escribas podem contar, não há como revogar aquela máxima: está triste, por baixo, vá para o mercado. Bastam um chinelo, uma bermuda e uma camiseta e vontade de estar entre os iguais, sem medo de nada, nem de maledicências. O Mercado Central, de oito décadas, faz bem para os olhos, o olfato, o tato e o paladar e não incomoda os ouvidos. Faz bem para o espírito. “Concordo plenamente”, diz o porteiro José Vicente de Deus Martins. “É emocionante.” Que assim seja, sempre.