quarta-feira, 12 de maio de 2010

CUT CRITICA BANCO CENTRAL


Quando Serra disse que o Banco Central não é a Santa Sé, quase lhe derrubaram o mundo na cabeça e logo Dilma se fazendo de "esperta" correu em defesa do BC. Pois a "esperta" parece estar em desacordo com uma grande aliada sua, que é a CUT, que no assunto Banco Central está de acordo com Serra. Assim a Dilma vai acabar mudando o voto da CUT.

Apesar de reconhecer avanços no gerenciamento da economia, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) critica, em documento a ser entregue nesta quarta-feira, 12, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a "autonomia excessiva" do Banco Central (BC). De acordo com a central sindical, a condução da política econômica "baseada em um centralismo e uma autonomia excessiva do Banco Central" funciona como freio ao crescimento econômico e à geração de emprego.

Para a CUT, o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria levar em conta na definição da taxa de juros o equilíbrio de três metas: inflação, crescimento e emprego. "O modelo de BC autônomo, em vigor no Brasil desde o final da década de 1990, pressupõe como guia exclusivo de ação a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional. O dilema é o de sempre: até onde a retomada do nível de atividade pode acelerar a inflação? Vale lembrar que os efeitos altos da economia são perversos", afirma o documento.

A questão da autonomia do BC ganhou destaque no cenário político esta semana após o pré-candidato do PSDB José Serra ter dito, na segunda-feira, 10, em entrevista à Rádio CBN, que o presidente deve "fazer sentir sua posição" se a instituição cometer erros. No entanto, sem responder diretamente à questão sobre autonomia, o ex-governador paulista disse que "não haverá virada de mesa".

Já na terça-feira, 11, o tucano afirmou que o BC "tem de ter autonomia", mas deve estar "integrado com a política econômica do governo e com o Presidente da República". "O Banco Central tem de estar voltado para a estabilidade de preços e o desenvolvimento. Por isso, é preciso ter entrosamento."

terça-feira, 11 de maio de 2010

DISSO O LULA NÃO FALA


Lula gosta de bater no peito e dizer que "nunca na história deste país" se fez tanta coisa. Disse até que seu governo fez milagre, mal se comparando a Jesus Cristo. Se fez muita coisa e até milagre, deixou de fazer o que um governante preocupado com o futuro do país faria até por obrigação: investir em infraestrutura.

O Brasil terá de dobrar o volume de investimentos em infraestrutura se quiser manter um crescimento sustentável de 5% ao ano na próxima década. Estudo preparado pelo banco americano Morgan Stanley mostra que, se ficar no nível atual, em pouco tempo o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) será barrado pelos gargalos em portos, ferrovias, aeroportos e rodovias. Além disso, o país não conseguirá receber de forma eficiente, eventos como Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016).

Nos últimos anos, o volume de investimentos em infraestrutura caiu de 5,4% do PIB, nos anos 70, para 2,1%, na década atual. A redução provocou o sucateamento de vários setores, que começaram a ser pressionados pela demanda mais forte da economia. Um exemplo são as enormes filas nos portos no período de pico da safra de soja. Sem dragagem nos canais marítimos e expansão do acesso terrestre, os terminais portuários ficaram sem capacidade para atender a demanda.

“Essa carência de investimentos tem provocado distorções graves para a produção nacional”, destaca o diretor do banco, Marcelo Carvalho, responsável pelo estudo de 64 páginas, todas dedicadas à infraestrutura. Segundo ele, a soja produzida em Mato Grosso é altamente competitiva até sair da fazenda. Mas boa parte dessa competitividade se perde no caminho, por causa dos problemas logísticos.

Portanto Lula, menos viu? Menos...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DESAFIO AO TSE


As duas novas inserções do PT, que substituíram as propagandas suspensas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), voltaram a promover a pré-candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff.

Exibidas no sábado, as propagandas seguiram a estratégia de fixar Dilma como candidata e de comparar o governo Lula ao de Fernando Henrique Cardoso ao repetir o slogan "o Brasil não pode voltar ao passado".

Na sexta-feira, o ministro Aldir Passarinho Junior, do TSE, suspendeu a pedido do PSDB a veiculação de dois comerciais do PT exibidos na quinta-feira. O ministro, no entanto, permitiu ao partido a substituição das peças.

Na decisão liminar, Passarinho lembrou que as novas inserções não poderiam fazer propaganda de candidatos.

"As duas inserções são, portanto, uma espécie de sequência, sem dúvida inteligente, sutil, mas que deixa muito claro o propósito do aludido conjunto de propaganda: a campanha sucessória e a promoção da referida candidata sra. Dilma Rousseff", afirmou o ministro da decisão.

Segundo Passarinho, "não tenho dúvidas, as ditas inserções, apresentadas nas mesmas datas, trazem mensagem objetiva exatamente acerca dos pontos coibidos em lei".

Tucanos têm avaliado positivamente a estratégia de recorrer quase que diariamente à Justiça Eleitoral contra o PT.

domingo, 9 de maio de 2010

NAVEGAR É PRECISO


Há poucos meses, Lula inaugurou em Osasco, SP, apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, inacabados. Mas a festa foi grande e com Dilma a tiracolo.

E a coisa continua.
Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva levou Dilma ‘Lulodependente’ Rousseff a um ato oficial de governo, em Pernambuco.

Foram “entregar” um navio inacabado. Dilma não discursou. Mas várias das autoridades que foram ao microfone mencionaram o nome dela.


O lançamento do navio João Cândido não passou de mais um ato de marketing ilegal para Dilma Rousseff, a “mãe” do PAC. A embarcação, lançada com pompa e circunstância, com direito a quebra de garrafa de champanhe, é só uma carcaça : não tem instalações elétricas, nem equipamentos eletrônicos, nem motor e nem caldeira.

“Se dizia que as obras do PAC [Plano de Aceleração do Crescimento] eram uma obra de marketing. Que belo marketing é ver um navio ser lançado neste momento.” (Ministro dos Transportes Paulo Passos, em Ipojuca (PE), 07/05.


Só que assim, o navio não pode navegar.

sábado, 8 de maio de 2010

"NÓS NÃO PRODUZIMOS DOSSIÊS"


O PSDB de São Paulo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin ao governo do Estado. O evento virou um ato de apoio à pré-candidatura do tucano José Serra à Presidência e de críticas à gestão petista no governo federal.

Serra disse que não faria como o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou tudo para o último ano. "Vamos fazer as coisas desde o primeiro dia, não deixar tudo para o último ano, planejando e fazendo as coisas", afirmou ele.

O presidenciável relembrou o episódio dos dossiês encomendados para incriminar tucanos e disse que o PSDB governa para todos os partidos. "Nós não demonizamos a oposição, que são nossos adversários, não nossos inimigos. Nós não produzimos dossiês. [A oposição é uma força política que tem sua legitimidade", disse. "A nossa luta não é para fortalecer um partido, é pra fortalecer o Brasil."

O ex-governador Orestes Quércia (PMDB), pré-candidato ao Senado na chapa de Alckmin, também pediu votos para Serra e alfinetou a ex-ministra petista Dilma Rousseff, que nunca disputou uma eleição majoritária. "Não se pode colocar na Presidência da República uma pessoa que pode até ser boa, mas que não tem experiência, não passou por nenhuma eleição", disse ele.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez questão de dizer que o PSDB não tem nada para esconder. "Nossa história é a do Brasil. Nós damos passos firmes para o futuro. E não um passo para frente e outro para trás."

PMDB-RS APÓIA SERRA



No Rio Grande do Sul, berço político da presidenciável Dilma Rousseff, a petista vem sendo isolada pela possibilidade do voto "Zé-Zé" --como é chamada a dobradinha do tucano José Serra para a Presidência com o peemedebista José Fogaça para o governo do Estado.

No plano nacional, PT e PMDB negociam uma aliança que pode fazer de Michel Temer o vice de Dilma. No Rio Grande do Sul, o PMDB é muito próximo a José Serra.

O voto Zé-Zé está surgindo da combinação do desgaste da governadora Yeda Crusius (PSDB) com a cristalização de Fogaça nas pesquisas eleitorais como o nome mais viável para bater o petista Tarso Genro na sucessão estadual.

Segundo o Datafolha, havia empate técnico entre Tarso (31%) e Fogaça (30%) no final de março. Yeda tinha 9%. A pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS, apontava que Serra tinha 45% das intenções de voto dos gaúchos contra 27% de Dilma.

Na terça e na quarta-feira, Serra cumpriu agenda no RS e emitiu vários sinais de que Fogaça pode se tornar o seu parceiro preferencial no Estado. Além de circular pelo interior na companhia de peemedebistas, Serra disse que subiria "com gosto" em dois palanques e afagou Fogaça.

Fogaça evita falar sobre que presidenciável subirá em seu palanque, mas responde positivamente às sinalizações do tucano. "Sou do PMDB do Rio Grande do Sul e vou seguir o PMDB do Rio Grande do Sul, que eu não sei se irá ou não acompanhar a decisão nacional", declarou à Rádio Gaúcha.

Cicerone de Serra no Estado, o deputado Osmar Terra (PMDB) explicou a química do voto Zé-Zé: segundo ele, é difícil reproduzir a aliança nacional no RS porque lá PT e PMDB são rivais históricos. "As disputas entre PT e PMDB sempre são muito acirradas. O pessoal daqui precisaria ser muito zen e ter muita meditação transcendental para ficar ouvindo desaforo e ainda pedir voto para o 13 [número do PT]", disse o deputado.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CONTINUA DO MESMO JEITO


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o lançamento do primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Transpetro (PROMEF) para fazer campanha da sua pré-candidata. Embora não tenha citado o nome de Dilma em seu discurso, advertiu que o que se fez no Brasil pode mudar. "Se deixarmos este País regredir, sabemos que fazer é difícil, mas para derrubar é fácil". Ele foi ovacionado pelo público, formado principalmente pelos funcionários do Estaleiro Atlântico Sul que construiu o petroleiro Suezmax, com capacidade de transportar 1 milhão de litros de petróleo.

Lula estava bem humorado e falou de seus feitos como alguém sem diploma, um trabalhador, que chegou a ser reconhecido pelo mundo.

Apesar de não ter sido citada pelo presidente, a ex-ministra Dilma Roussef foi destacada por todos que fizeram discurso antes de Lula. O presidente do Sindicato dos Metalurgicos de Pernambuco, Alberto Alves dos Santos, encerrou sua fala com " bom Dilma para todos". Antes, havia dito ao agradecer a Lula pela retomada da indústria nacional que "se dependesse do povo trabalhador, o seu mandato seria igual ao de Fidel Castro".

Lula continua despreocupado com a Justiça Eleitoral e usa o cargo para fazer campanha. A Tv NBR, do governo, que transmitia ao vivo, chegou baixar o som na hora que Lula começou a falar de retrocesso, entrou um locutor falando e o som voltou ao normal só depois que ele tinha feito suas ilações a respeito da oposição.

O presidente do Sindicato, foi claro na sua intenção de voto e na intenção de ver o Brasil transformado numa ditadura cubana.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

SERRA REJEITA HUGO CHÁVEZ E AHMADINEJAD


O presidenciável do PSDB, José Serra, ironizou nesta quarta-feira a declaração de apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Em entrevista ao Grupo RBS, em Porto Alegre, o tucano criticou a interferência de Chávez nos meios de comunicação daquele país e disse que a entrada da Venezuela no Mercosul enfraqueceria o grupo. "Chávez começou na vida pública encabeçando um golpe", disse Serra. "Só depois foi eleito."

Lembrado pelos entrevistadores que o venezuelano declarou torcer por Dilma nestas eleições, Serra respondeu: "Quero te dizer uma coisa, até acho muito bom, no meu caso." O tucano disse ver necessidade de mudanças no Mercosul. "Não reformar o Mercosul compromete sua existência. Você admitir parceiro por razão política é inacreditável."

Serra também opinou sobre a relação entre Brasil e Irã e deu o seguinte conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Sugiro a Lula que dê uma declaração à imprensa internacional pedindo ao (presidente iraniano, Mahmoud) Ahmadinejad que modere na repressão àqueles que se opõem a ele."

O tucano afirmou que, se fosse presidente, não receberia Ahmadinejad no Brasil. "Manteria as relações comerciais. Agora outra coisa é ter uma relação de carinho, afeto", disse. "Ele nega o massacre de judeus na Europa, manda quem se manifesta contra ele para a forca." Segundo Serra é preciso respeitar a "autodeterminação dos povos", mas "sempre que puder, ajudar nos direitos humanos".

O presidenciável disse ainda ser contra a proliferação de armas nucleares. "Devemos sempre ser contra a bomba", afirmou. "Você não pode raciocinar que, se eu, a Rússia e os EUA têm todos tem de ter. Se você ajudar a proliferar, você dificulta o controle."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

RESPONSABILIDADE FISCAL 10 ANOS


Em evento para celebrar os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não poupou críticas ao comportamento do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o processo de aprovação da LRF, em 2000. Segundo ele, o PT foi contra o conteúdo do texto enviado ao Congresso, bem como um de seus integrantes, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. “O PT foi contra o texto, Palocci também foi. Está vendo como é bom ter memória?”, indagou. De acordo com o ministro, é importante rever os erros do passado no presente para que não se cometam os mesmos erros no futuro.

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é um dos principais legados do governo Fernando Henrique Cardoso. A legislação criou um código de conduta para os administradores públicos de todo o país válido para os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal).

Primeiro instrumento jurídico elaborado para impor normas e limites no gasto do dinheiro público, a LRF fixa limites para despesas com pessoal e para o endividamento público. E ainda determina que sejam criadas metas para controlar receitas e despesas. O governante que não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, nos devidos prazos, estará sujeito a penalidades que incluem até o enquadramento em crime de responsabilidade fiscal.

PT, PC do B e PSB foram contra e perderam no Supremo.

Agora depois que o PT chegou ao poder e depois de tantos escandalos envolvendo desvio de dinheiro, dá para entender por que o PT votou contra a lei.

terça-feira, 4 de maio de 2010

QUEM VAI PAGAR A MULTA?


O DEM entrou hoje com mais duas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Nelas, o partido afirma que houve propaganda antecipada nos eventos organizados pela Força Sindical, em São Paulo, e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, em comemoração ao dia 1º de Maio. É a quarta representação protocolada pelo DEM em dois dias.

"Nós não somos contra a pré-campanha, nós somos contra o fato da lei não ser cumprida. A legislação não permite política partidária dos sindicatos", afirmou o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do partido.

Ontem, o DEM protocolou no (TSE) outras duas representações contra Lula e Dilma por propaganda eleitoral antecipada durante o pronunciamento oficial que fez em comemoração ao Dia do Trabalhador, em cadeia de rádio e TV, no dia 29 de abril.

A outra representação está focada no evento organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1º de maio, no qual, conforme o documento protocolado no TSE, o presidente Lula tentou, "ainda que de forma subliminar", projetar a pré-candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010.

Em março, o presidente Lula recebeu duas multas do Tribunal Superior Eleitoral, em ações movidas pela oposição, por supostamente ter promovido antes do prazo legal a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. Na primeira vez, Lula foi multado em R$ 5 mil. Na segunda, o valor dobrou: R$ 10 mil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

AS PESSOAS SAEM DO NORDESTE PRO BRASIL?


A petista Dilma Rousseff cometeu uma gafe em entrevista gravada que concedeu à sua própria assessoria e que foi ao ar na noite desse domingo. Ao falar do filme "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, a pré-candidata à Presidência disse que a história retrata "todo o problema da miséria, da pobreza, da saída das pessoas do Nordeste pro Brasil".

Dilma falou sobre "Vidas Secas" quando relatava debates em que participou no Centro de Estudos Cinematográficos, em Belo Horizonte, durante sua mocidade. O filme é baseado no clássico de 1938 do alagoano Graciliano Ramos (1892-1953).

Assistam o vídeo a partir dos 10 minutos e 20 segundos no link
http://www.dilmanaweb.com.br/video/dilma-fala-sobre-cultura-parte1

Nos áudios da semana passada, também produzidos por sua assessoria, a pré-candidata se referiu ao presidente da República em 1909 como sendo, "eu acho", Arthur Bernardes. Na verdade, Affonso Penna foi o presidente até junho daquele ano, quando morreu. Nilo Peçanha assumiu e concluiu o mandato, até 1910. Bernardes só viria a ocupar o mesmo posto 12 anos depois, em 1922. Neste ano, Dilma já havia confundido nomes de pessoas e cidades. Em fevereiro trocou Governador Valadares (MG) por Juiz de Fora (MG) e em abril chamou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio, de "Paulo César".

E passa a régua!

domingo, 2 de maio de 2010

COMO ESTÃO OS SÍMBOLOS DO FOME ZERO


Em janeiro de 2003, poucos dias depois de tomar posse para seu primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Itinga, no Vale do Jequitinhonha – uma das regiões mais pobres do país. No coreto da praça, ao lado de uma comitiva de ministros, prometeu melhorar as condições de vida do município, escolhido como um dos símbolos do Programa Fome Zero, que tem como principal ação o Bolsa-Família. Levou também a comitiva a Guaribas, no Sudeste do Piauí, e às palafitas de Brasília Teimosa, no Recife (PE), e repetiu a promessa de transformar a vida das pessoas ao lançar o programa.

Em Itinga, o presidente anunciou a imediata construção de uma ponte sobre o Rio Jequitinhonha, que corta a cidade, e a reativação do único hospital de Itinga – que, mesmo equipado, estava fechado –, cuja pedra fundamental havia sido lançada pelo próprio Lula 10 anos antes, quando esteve na cidade durante a viagem denominada Caravana da Cidadania.

Passados quase sete anos e meio desde janeiro de 2003 – intervalo em que Lula foi reeleito para o segundo mandato e agora tenta eleger Dilma Rousseff para manter o PT no comando do país –, a paisagem de Itinga mudou com a construção da ponte, inaugurada pelo presidente em março de 2004, e a fome que atingia boa parte da população foi aplacada pelo Bolsa-Família, que atende atualmente 2.100 famílias no município. Mas a situação ainda é de muita pobreza na cidade de 10,5 mil habitantes. Não foi à toa que Itinga ficou em último lugar no Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), datado de 2006 e medido pela Fundação João Pinheiro.

O impacto do Bolsa-Família na economia local é grande. O benefício mensal é praticamente a única fonte de renda para as 2.100 famílias atendidas. O programa, que dá dinheiro a quem antes não tinha nada, não inclui, porém, nenhuma ação para evitar que os beneficiários se tornem dependentes do auxílio.

Já em Guaribas, o Bolsa-Família funciona como complemento de renda e é recebido por 96% dos 4.600 habitantes. Para o prefeito Ericlélio Andrade (PRB), o dinheiro do governo tornou muitos habitantes de Guaribas dependentes. “O povo ficou conformado com o Bolsa-Família e não quer enfrentar adversidades”, disse

O principal programa social do governo criou duas classes de habitantes na cidade piauiense: o conformado e o empreendedor. A primeira classe acha que a situação é confortável com a verba federal que sempre é depositada no banco. A segunda aposta no Bolsa-Família como um complemento para melhorar de vida e quer investir na cidade. O contato com as pessoas que recebem o Bolsa-Família nas duas cidades mostra que, excluindo o dinheiro para compra de comida (nem sempre suficiente) e o material escolar para manter os filhos na escola (uma das condicionantes do programa), a vida dos moradores mais carentes pouco mudou e permanecem dificuldades como falta de emprego e de atendimento à saúde.

sábado, 1 de maio de 2010

DÊ TEMPO AO TEMPO


Mesmo dizendo que não falaria de eleição, Lula defendeu a continuidade de seu governo. "Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um sequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..."

Lula lembrou que a revista Time o colocou na lista das 25 pessoas mais influentes do mundo e que isso deixou a "elite brasileira" com inveja porque ele não sabe falar ingles.
"Daqui a pouco meu ego não vai caber nas minhas calças. Vou ter que ir a um alfaiate, porque o ego engorda", disse o presidente diante de um público de cerca de 10 mil pessoas.

"Quando eu deixar a Presidência vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou na política", disse, já chorando. "o que vai mais me dar orgulho é que vou poder acordar de manhã e olhar para qualquer trabalhador e dizer para ele 'bom dia, companheiro.'"

O presidente operário já começa a sentir os efeitos do fim do poder e não digo isso em tom irônico. Acontece com todo mundo.

Lula é realmente um fenômeno, oriundo da classe pobre chegou à presidencia de uma grande nação, quebrou um forte paradigma e até onde conseguiu, tentou fazer um bom governo. Limitado em tudo, a quebra de paradigma não garante competencia a ninguém, precisou de pessoas que o assessorassem e de alianças para governar, do contrário poderia até perder o mandato antes do fim.

Cercou-se de assessores e fez alianças que ao invés de lhe garantir, quase o levaram ao impeachement em 2005, só não aconteceu por timidez de uma oposição fraca. Recuperou-se, seguiu a linha de governo de Fernando Henrique e colheu um período de bonança economica plantada por seu antecessor.

Termina seu governo aos prantos, mas devia estar muito alegre com a sorte que teve. Ao invés de se dirigir ao que ele chama de 'elite brasileira" para se orgulhar de não saber ingles, Lula deveria ter agido diferente, teve tempo e oportunidade para isso.

Os trabalhadores brasileiros, aqueles que ele diz representar, são sedentos de aprendizado, que o diga o número de cursos oferecidos no horário de 23:00h até as 3:00h da manhã. Tem gente que só dorme 3 horas por dia, em função dos cursos que fazem nas madrugadas, sacrifício temporário, para garantir aprendizado e sucesso na profissão.

Mas Lula não, chegou ignorante na presidencia e preferiu continuar assim. Poderia ter aprendido ingles, ter feito um curso superior, tinha tempo para isso, aluguel, condução e roupa lavada, precisava só de vontade. Além de ser o presidente operário, poderia ter sido o exemplo do presidente que estuda e evoca todos os operários a estudar e melhorar o nível, com seu exemplo de aluno aplicado. E poderia dizer às "elites brasileiras", eu não sabia ingles, mas agora eu sei, "policy' não é polícia!

Fez a escolha de não aprender ingles e tudo o mais que poderia estudado e deixou de calar as vozes que o acusam disso.

Parece que ele acha que seu exemplo é admirado pelo trabalhador: não dar valor a livros e diplomas. Aí está seu engano, o trabalhador brasileiro quer mais do que isso e sabe que pode muito mais. A cada ano diminui a faixa de trabalhadores sem aprendizado, graças ao próprio esforço de cada um e pode ser que em 2014, quando muita água já tenha passado debaixo da ponte, a lembrança do líder operário descuidado com a educação já não desperte tanto interesse por uma classe trabalhadora cada vez mais educada.

Entendam, usei a palavra ignorante não no sentido pejorativo, mas no sentido de desconhecer determinado assunto, seja por falta de oportunidade ou simplesmente por falta de vontade de aprender. Eu mesmo sou ignorante em muita coisa, por falta de oportunidade.

VOU FALAR DE NOVO!


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva creditou realizações de seu governo à pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Em seu segundo discurso neste Dia do Trabalho, o presidente disse que só haverá melhorias na vida do povo se houver continuidade.

Ao lado de Dilma, ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil de sua administração, o presidente citou o programa "Minha Casa, Minha Vida", de construção e facilitação de acesso à moradia própria. Em seguida, segurou a mão de Dilma e disse: "Este país nunca fez a quantidade de casas que estamos fazendo. Esta moça (Dilma) teve muito a ver com a coordenação do governo para que a gente pudesse chegar onde chegamos."

Lula destacou ainda a importância de os brasileiros o terem eleito presidente por duas vezes. "Este País já elegeu empresário, fazendeiro, general, advogado e professor, mas precisou eleger um metalúrgico para fazer o que tinha de ser feito para a classe trabalhadora", afirmou.

"A única política social que tem em São Paulo é a feita pelo governo federal." Além de fazer campanha para Dilma não esqueceu de atacar José Serra.

O nosso presidente, em todo o seu despreparo, um homem que não gosta de ler, despreza diplomas e não se mostra atento em aproveitar a oportunidade para estudar e aprender, fazer um curso como qualquer outro trabalhador brasileiro que não perde a oportunidade quando surge( não é vergonha para ninguém) e temos milhares de exemplos disso aí pelo Brasil afora, ele que tem tudo na mão prefere continuar tão ignorante como quando entrou no cargo.

Para quem achava que Lula tinha desrespeitado a Lei Eleitoral no primeiro discurso, ele fez esse segundo discurso para escancarar e não deixar dúvidas de que ele se sente mesmo todo poderoso!

Mas, eu repito, os idiotas não somos nós!

EVENTO PRÓ-DILMA?


O evento do 1º de Maio promovido pela Força Sindical em São Paulo começou com discursos em favor da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ou ao menos com menção à ex-ministra.

Cinco estatais do governo Lula (Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES e Eletrobras) desembolsaram R$ 2 milhões para pagar os custos das comemorações do 1º de Maio, hoje em São Paulo, das principais centrais sindicais do país, a qual comparecerão o presidente e a pré-candidata, Dilma Rousseff (PT). A título de patrocínio, as cinco autarquias do governo, do qual Dilma foi ministra até o final de março, destinaram verbas para os festejos de CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Essa é a situação em que o público se mistura com o privado. O patrocínio das estatais para um evento de trabalhadores não é ilegal, mas e se esse evento se transforma numa peça de divulgação de determinado candidato? Os discursos apresentados até agora, direcionam para a candidata Dilma Rousseff, direito de quem o faz, mas o evento está sendo pago com dinheiro público, isso não fere a Lei Eleitoral e o princípio de igualdade?

Em relação à eleição, Lula fez apenas menção indireta à pré-candidata Dilma Rousseff ao afirmar ao público presente "vocês sabem quem eu quero".

Antes dele, a ex-ministra Dilma Rousseff discursou e reiterou que tem planos de expansão para a economia e para o país.

Julgue você se isso é ou não é misturar o público com o privado?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

IRRITAÇÃO COM JORNALISTAS


A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se irritou com a presença de uma equipe de jornalistas durante gravação de programa partidário na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O incidente aconteceu na última terça-feira (27), em assentamento rural chamado Pastorinhas, na cidade de Brumadinho.

Com a agenda anunciada como vazia, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, bem que gostaria de ter passado o dia escondida na terça-feira. Mas não conseguiu. A reportagem do Estado de Minas flagrou a escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar as eleições de outubro para o Palácio do Planalto em um assentamento de trabalhadores rurais, chamado Pastorinhas, em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. O quê Dilma tentou esconder a sete chaves? A gravação de parte de um programa de televisão do PT que vai ao ar em 13 de maio.

A locação escolhida foi estratégica. A casa da lavradora Ieda Maria Oliveira Rocha, que pertence a uma das 20 famílias que vivem no assentamento, participante de dois programas do governo federal. O Luz para Todos, que fornece energia a população rural de baixa renda, e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que compra a produção de lavradores carentes.

Em um cenário montado dentro da casa da agricultora, como tijolos à vista e parte do esgoto correndo a céu aberto, a pré-candidata atuou como uma espécie de entrevistadora. Em uma das perguntas, Dilma quis saber como era realizado o escoamento da produção local. A comunidade utiliza um caminhão, que tem custos divididos entre os trabalhadores assentados.

Mas a ministra também foi questionada, talvez fora do script. A lavradora perguntou se o governo federal tinha algum programa para compensar reservas de mata nativa conservadas por trabalhadores rurais. Dos 156 hectares do assentamento, 142 são de Mata Atlântica e, portanto, não podem ser desmatados. Dilma respondeu que sim, mas não soube dizer o nome do programa. “Vou procurar saber e peço para lhe informar”, disse.

Dilma passou cerca de 40 minutos no assentamento, entre 16h50 e 17h30. Extremamente irritada com a presença da reportagem, não quis falar ao chegar nem quando deixou o local. O mau humor contaminou toda a produção do programa, que evitou passar qualquer informação para o repórter, e também aos moradores do assentamento. “Como vocês entraram aqui?”, perguntaram os agricultores, enquanto cercavam a equipe do Estado de Minas. Ao final, impediram por cerca de cinco minutos que o carro do jornal deixassem o local. Na estrada para o terreno, não existe sequer uma porteira. O acesso é livre, até porque, é muito utilizado por clientes que vão até o assentamento comprar verduras e hortaliças.

NÃO É BEM ISSO!


A revista "Time" negou no início da tarde desta quinta-feira (29) que tivesse colocado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o primeiro em uma lista de líderes mais influentes do mundo.

O UOL e outros sites noticiosos brasileiros e internacionais divulgaram a informação que Lula havia sido escolhido o líder mais influente do mundo. A redação do UOL Notícias entrou em contato com o departamento de Relações Públicas da revista "Time", que negou que a lista numerada era um ranking. Segundo a assessoria, "a Time não faz distinção no nível de influência das 100 pessoas que aparecem na lista."

Após os questionamentos do UOL, o site da "Time" retirou os números na lista de líderes mais influentes do mundo.

Mas, os petistas aproveitaram a confusão para divulgar a falsa informação que Lula teria sido escolhido "o líder mais influente do mundo", quando na verdade ele foi incluído numa lista de líderes influentes e não é o mais influente, claro!

Na lista está Barack Obama, será que alguém em sã consciencia dirá que Lula é mais influente que Obama?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

SERRA NO TRIANGULO MINEIRO


Uberlândia (MG) — A troca de afagos entre o pré-candidato à Presidência José Serra e o ex-governador mineiro Aécio Neves deixa claro que o PSDB não quer correr o risco de perder a disputa no segundo colégio eleitoral do país. Durante a passagem do presidenciável pela região mais paulista de Minas, os dois não se descolaram. Logo que Aécio chegou na cidade, 15 minutos depois de Serra, os ex-governadores foram para uma sala ainda no aeroporto e tiveram uma conversa reservada de cinco minutos. Aécio prometeu reforçar a campanha do ex-governador paulista no estado e no país. Garantiu que vai viajar com o pré-candidato depois de uns dias de “férias”. A agenda ainda não está fechada.

“A força da sua juventude será fundamental para a nossa caminhada”, disse Serra. Ele elogiou também o talento do mineiro para escolher a equipe de trabalho, agradando, por tabela, o atual governador Antônio Anastasia, que era vice do tucano. O paulista ainda brincou do “conceito” de Aécio com as mulheres. “Muitas me pediram para dizer a ele que tirasse a barba”. Serra não pediu, mas o ex-governador mineiro apareceu de visual novo: sem barba, bronzeado e com os cabelos mais claros.

Desde que prometeu entrar de cabeça na campanha de Serra e viajar por Minas, esta é a primeira vez que o ex-governador mineiro colocou mesmo pé na estrada. O apoio do mineiro é essencial para a campanha do partido. Segundo aliados, Aécio deve ser o fiel da balança na região.

José Serra, disse ontem, que, caso seja eleito, fará a transposição do gasoduto da Petrobras de São Carlos (SP) até Uberlândia e que tornará internacional o aeroporto uberlandense. “Trata-se de anúncio. Não se trata de promessa. A região do Triângulo Mineiro, com o mínimo de apoio, pode decolar como um foguete”, afirmou o ex-governador de São Paulo. “O aeroporto de Uberlândia precisa ser internacional, porque a cidade é o maior centro atacadista do país.”

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"SERRA É UM BAITA QUADRO": DUDA MENDONÇA


O publicitário Duda Mendonça afirmou nesta terça-feira à noite que a campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, erra na forma que tenta apresentá-la ao eleitor. "Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem que deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não. Pegá-la e fazer outra pessoa...Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia", disse Duda.

Mostrar a Dilma como ela é não anima o PT e pode assustar até os eleitores mais corajosos. Fazê-la uma Norma Benguell também não colou, tá dificil!

"Se não fosse o Lula, seria a vez do Serra. Serra é um baita de um quadro, puta governador. Se não fosse o Lula, era a vez dele."

Duda acha que a eleição vai ser decidida em Minas Gerais, o que é bom para Serra que tem do seu lado o maior cabo eleitoral mineiro, Aécio Neves.

terça-feira, 27 de abril de 2010

DILMA É NORMA BENGUELL?


Depois dos diplomas falsos de Dilma, o PT tenta emplacar uma biografia falsa da candidata.

Trata-se de uma montagem com supostas três imagens de Dilma: quando criança, numa passeata contra a ditadura e nos dias atuais. Só tem um problema, a da passeata não é Dilma!

A personagem apresentada como Dilma Rousseff é, na verdade, a atriz Normal Bengel, participando da chamada Passeata dos Cem Mil, realizada no Rio, no dia 26 de junho de 1968. Da esquerda para a direita, aparecem na fila as atrizes Tonia Carrero, Eva Wilma, Odette Lara, Norma Bengel e Ruth Escobar.

Pegos na tramóia, os petistas ainda se justificaram dizendo que houve interpretação errada da foto. Como sempre não assumem seus erros e ainda jogam a culpa nos outros.

O episódio é vexaminoso para Dilma, PT e sua campanha. O que pensam? Que somos todos idiotas? Depois de um fato desses fica claro que os idiotas não somos nós!