domingo, 19 de setembro de 2010

LULA, O ARREPENDIDO


"Tem dias em que alguns setores da imprensa são uma vergonha. Os donos de jornais deviam ter vergonha. Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos. Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública", disse Lula em comício.

Aos berros o presidente insiste na tática da inversão de papéis, a culpa é da imprensa e não dos mal feitores. E esses mal feitos foram concretizados sob suas barbas e talvez, porisso, mostre toda essa irritação.

Enquanto ele fala, pipocam denúncias.
O diretor de Operações dos Correios, coronel Eduardo Artur Rodrigues, que assumiu o cargo em 2 de agosto numa "reformulação administrativa" comandada pela ex-ministra-chefe Erenice Guerra, é testa de ferro do empresário argentino Alfonso Conrado Rey. Alfonso, que mora em Miami, é o verdadeiro dono da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA).

Ex-coronel da Aeronáutica, Rodrigues faz parte de um grupo de executivos e advogados que tem uma rede de empresas de fachada espalhadas pelo Uruguai, EUA e Brasil. Eles movimentam dinheiro para um casal de laranjas brasileiros, como provam documentos do Banco Central e trabalham para fazer da MTA o embrião da empresa de logística e carga aérea que o governo Lula promete criar após as eleições. O negócio atiça os empresários porque os Correios pretendem comprar dessas empresas aéreas os aviões da nova estatal.

Para viabilizar a MTA com recursos externos e driblar autoridades, foi criada, de 2005 para cá, a tal rede com pelo menos seis empresas de fachada com sede em apenas dois endereços: um em Campinas e outro em Montevidéu, no Uruguai.

O presidente falou em vergonha?

O presidente não esconde mais o arrependimento por ter cedido aos apelos de Dilma Rousseff e nomeado Erenice para substituí-la na Casa Civil. Se tivesse escolhido no final de março alguém da confiança dele, acha que nada disso teria acontecido.

O Lula que disse que Dilma é competente, entra em contradição, ao reconhecê-la, agora, incompetente para nomear.

Serra está certo, Dilma é um pacote fechado, ninguém sabe o que tem dentro. Nem Lula.

COMISSÁRIA ROUSSEFF


Elio Gaspari

Segundo a superstição petista, Dilma Rousseff é uma executiva altamente qualificada. Que seja. Ela teve um loja de cacarecos panamenhos chamada "Pão e Circo", no centro comercial Olaria, em Porto Alegre, mas a aventura durou 17 meses.

Fora daí, seu currículo ficou na barra da saia da viúva. Nele, embutiu um doutorado pela Unicamp que nunca foi concluído, mas deixou de mencionar sua única, banal e pitoresca passagem pela atividade privada.

Nomeada ministra de Minas e Energia, por Nosso Guia, assistiu ao loteamento de sua pasta e à ida do engenheiro Silas Rondeau para a presidência da Eletronorte.

Qualificava-se com títulos da Universidade Sarney, onde teve como orientador o eletrizante empresário Fernando, filho do ex-presidente.

Em 2004, a ministra fritou o presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, engenheiro nuclear, doutor pela UFRJ, com passagens por sete universidades estrangeiras.

Para o seu lugar, turbinou Rondeau, que acabou substituindo-a no ministério. Em maio de 2007, um assistente do doutor foi preso pela Operação Navalha. Acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 100 mil de uma empreiteira, Rondeau deixou o cargo. Denunciado por gestão fraudulenta e corrupção passiva, ele se tornou o sétimo ministro de Nosso Guia apanhado pelo Ministério Público.

Rondeau subiu na vida por conta da aliança política com José Sarney, Erenice foi para a Casa Civil com credenciais típicas do comissariado: a fidelidade ao aparelho petista e à comissária Rousseff. Juntas, deixaram as impressões digitais no episódio da montagem de um dossiê com as despesas de Fernando Henrique Cardoso no Alvorada.

(Há dias, um cálculo da Rede Guerra de Trabalho e Emprego informava que, em 15 anos, Erenice, seus três irmãos e dois filhos passaram por pelo menos 14 cargos. Há mais: foram pelo menos 17, distribuídos pelos setores de urbanismo, educação, saúde, transportes, segurança, energia, planejamento e pela burocracia legislativa. Israel, filho da doutora, tinha uma boquinha na Terracap e José Euricélio, irmão dela, bicou na editora da Universidade de Brasília e estava na teta da Novacap.)

sábado, 18 de setembro de 2010

"FOI UMA TRAIÇÃO, UMA COMPLETA TRAIÇÃO" - ERENICE

Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta.

O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 mil reais em dinheiro vivo – um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula.

Apavorado com o pacotaço de propina, o assessor neófito resolveu interpelar um colega: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. O colega tratou de tranquilizá-lo: “É a ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.

A “PP” entregue ao assessor referia-se à comissão obtida pela turma da Casa Civil ao azeitar o negócio Segundo o assessor, o governo comprara mais Tamiflu do que o necessário, de modo a obter uma generosa comissão pelo negócio.

Depois que VEJA revelou a existência do esquema em sua última edição, Vinícius e outro funcionário do Planalto, Stevan Knezevic, pediram demissão, a ministra Erenice caiu – e o governo adernou na mais grave crise política desde o escândalo do mensalão, e que ronda perigosamente a campanha presidencial da petista Dilma Rousseff.

Antes de cair em desgraça, o assessor palaciano procurou o tio e admitiu estar intrigado com a incrível despreocupação demonstrada pela família Guerra no trato do balcão de negócios instalado na Casa Civil. Disse o assessor: “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa. Me ofereceram 200 000 por causa do Tamiflu”.

Vinícius explicou ao tio que não precisou fazer nada para receber a PP. “Era o ‘cala-boca". O assessor disse ainda ao tio que outros três funcionários da Casa Civil receberam os tais pacotes com 200 000 reais; porém não declinou os nomes nem a identidade de quem distribuiu a propina. Diz o ex-diretor dos Correios: “Ele ficou espantado com aquela coisa. Eu avisei que, se continuasse desse jeito, ele iria sair algemado do Palácio”.

Escalado para defender o governo e a candidata Dilma, o ministro da saúde, foi à televisão negar o caso do Tamiflu. Temporão, tal qual menino da alfabetização, leu uma nota, claramente não redigida por ele, bisonhamente, tentando manter um olho na câmera e outro no texto, demonstrando medo de errar na leitura. Melhor que não fizesse defesa tão artificial.

"Não tinha nenhum filho da Erenice na Casa Civil. O que tinha lá eram amigos dele [trabalhando no governo]. Se esses amigos cometeram algum delito, lamento a indicação deles, lamento profundamente", afirmou Dilma.

Lamentar, tão sómente?Muito pouco para quem quer governar esse país!

"Foi uma traição, uma completa traição", disse a ex-ministra Erenice.

"Depois que uma pessoa passa a exercer um cargo público, seus filhos devem parar de se relacionar, trabalhar e ter amigos?", questionou. "Terão todos que viver à minha custa?", pergunta Erenice.

Que traição é essa? Traição entre comparsas? Sob as custas de quem vão viver os parentes de Erenice não é uma questão do povo brasileiro, mas às custas do erário público é que não deve ser.

E a questão maior não é essa. A questão é que a Casa Civil desde o início do governo Lula tem servido a esses expedientes, no caso agora, a responsável direta era Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e o co-responsável o ocupante do gabinete presidencial, senhor Lula da Silva.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"BOMBA DE MAIS DE MIL MEGATONS CONTRA O PT"_ ROBERTO JEFFERSON

"Segundo rumores de sexta-feira, as revistas, em especial "Veja", virão com bomba de mais de mil megatons contra o PT. Como Dilma, de 7 de Setembro para cá, já perdeu cinco pontos percentuais no tracking, é possível, sim, que haja uma virada eleitoral, um 2º turno. Quem deu o tom da virada foi FHC, que saiu em socorro da imprensa, já que os partidos de oposição não reagiam, chamando Lula de chefe de facção, sinônimo de bando: grupo de pessoas que atua em atividades ilegais ou anti-sociais; quadrilha, segundo o dicionário de Antonio Houaiss.

Dilma Rousseff perdeu três pontos no tracking diário realizado pela associação entre IG, Vox Populi e Band, de domingo até ontem. Na verdade, a candidata do PT caiu mais do que isso. De 7 de Setembro pra cá, Dilma já perdeu cinco pontos percentuais no tracking, enquanto Serra subiu dois e Marina Silva um, o que fez a distância total entre a líder das pesquisas e a soma dos outros candidatos cair de 27 pontos para 19. O caso Erenice vai continuar causando impacto negativo nos trackings. Com a bomba de fim de semana então...

Depois de passar metade do dia nas manchetes dos jornais como sucessora de Erenice, a preferida de Lula, Míriam Belchior, foi preterida por Carlos Eduardo Esteves Lima, atual secretário-executivo que ocupará interinamente o ministério. De acordo com "O Globo", o novo ministro de verdade só deve ser anunciado na próxima semana, com Miriam ainda sendo a mais cotada para o cargo. Mas, venhamos e convenhamos, Lula não é doido de continuar a cutucar este vespeiro quando falta menos de duas semanas para as eleições. Se o País fica sem presidente fora do horário comercial em nome da eleição da ungida, pode também ficar sem ministro da Casa Civil.

Com tamanha rotatividade na Casa Civil, com mais um ministro deixando o cargo enxovalhado por denúncias graves de corrupção, começo a achar que debaixo da mesa do ministro da Casa Civil tem uma caveira enterrada...

É no "Vale dos Esquecidos" que jazem Waldomiro Diniz, Delúbio Soares, Silvio Pereira, e uma penca de aloprados. Mas como essa turma é reconhecida pelos serviços prestados ao partido e, principalmente, pela discrição com que se comporta no calor dos embates, acaba sempre beliscando alguma coisinha nas áreas federal, estadual ou municipal (empregos, favores). Resta a Erenice o consolo de saber que não será abandonada. "

Roberto Jefferson, ex-deputado e denunciador do mensalão.

ERENICEGATE

Dilma caiu 7 pontos no Paraná e 13 pontos na capital do país. O pessoal de Brasília conhece essa turma e foi mais sensível ao escandalo, mas espera-se queda da candidata em todo o país.

O comitê de Dilma Rousseff opera com a luz amarela acesa. Pesquisas internas monitoram os efeitos dos escândalos em ritmo diário.


O Governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), demitiu um filho e um irmão de Erenice.


O filho é o agora célebre Israel Guerra. Afora o tráfico de influência que o levou às manchetes, encontrava-se pendurado na folha do GDF.


O Correio Braziliense noticiou que Israel estava lotado na Terracap (Cia. Imobiliária do GDF).


No papel, respondia pelo cargo de assessor da Diretoria de Novos Empreendimentos. Não dava as caras no emprego. Mas recebia salário mensal de R$ 6,8 mil.


O governador determinou a suspensão de eventuais vencimentos pendentes. E mandou abrir um processo administrativo.


Chama-se José Euricélio o irmão de Erenice que Rosso demitiu.

Encontrava-se na Novacap (Cia. Urbanizadeora da Nova Capital).


Pende sobre os ombros dele a suspeita de participação em desvios na Editora da UnB (Universidade de Brasília). Coisa de R$ 6 milhões. José Euricélio nega.


Vale em Brasília a máxima de qualquer império. Rainha posta, rainha morta.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

BRAZIL'S PURGATORY ABOUT TO BEGIN


BRAZIL'S PURGATORY ABOUT TO BEGIN(revista canadense)
tradução abaixo

rousseff.jpg(Left, Dilma, after the makeover)

The sad fact about the next election in Brazil is that it will not be decided based on principles or values. Nobody cares if Dilma Roussef murdered or robbed. It is just populism in the cruelest form. She is Lula's lady. Poor people have benefited a little from the end of inflation, and they forgot that this situation was inherited by Lula.

What is interesting is that the Worker's Party is neither Communist nor the helper of workers. IBGE, the main statistical institution in Brazil , has just released the information that illiteracy in Brazil increased during Lula's reign. Basic sanitation is in the same level as it was at the time of his coronation. 50,000 Brazilians die violent deaths, most caused by guns and drugs smuggled into the country by the FARC Marxist terrorists, allies of Lula. Who cares? I have a cell phone and tv set. The next World Cup will be in Rio .

On the other hand, the Federal Development Bank (BNDS) has received this year US$ 100 BI to lend to large corporations, in order to "buy" their good will towards the government during the election year. The capitalists get the money for 3,5% to 7%, while the government pays 10% to 12% for the banks. Itaú bank had the largest profit of any bank in the Americas , including the ones in the US .

Other acts of largesse of the government include the distribution of TV and radio licenses to capitalists and politicians, a TV network for the union leaders (who take one day of salary from the workers and can't be audited - Lula forbid it) and the definition of the targets of investment of the pension funds from state companies, in the order of hundreds of billions of dollars. They can make you or break you.

rouseff.jpg(Left, Marxists fraternize)

FASCISM

This is a fascist economy, in its purest definition. Mussolini would be proud.

It is hard for the common folk to understand how Communism has changed from a social utopia to this raw fascism. The reason is that they retain the old veneer in cultural causes, such as free abortion, gay marriage, globalism, ecological radicalism, etc. Just like in China , they tell you how to live your private life. Censorship or "media control" is in Dilma's agenda, as it is in full course in Argentina and Venezuela today. The fiscal privacy of Dilma's opponents has been broken with no consequences. Basic constitutional rights are worth nothing to the Worker's party, and they are challenging property rights. A bunch of communist peasants, all funded and led by professional agitators, will invade farms, kill people (as they do now) and the issue will be decided by popular acclamation, in a commune.

We are being prepared to be pawns of the world government.

I predict rough times ahead for Brazil . Dilma is incompetent and stubborn. Brazil 's public debt has almost tripled and is about to explode, due to to the high interest rates. The boom in the exportation of minerals and agro-commodities that gave Lula's popularity such boost can end anytime, especially if a heavy crisis hits the dollar. The taxation level in Brazil is one of the highest in the world, at 40,5% and bureaucracy, with 85 different taxes in the last count, is astronomical. They won't be able to raise tax anymore to support the do-nothings employed in the government and the corruption.

When the government crashes, the social aids that supported Lula's popularity will be at risk. Without the booming exports, there will be fewer jobs, and it is possible that we see riots and protests. Things have always been too easy in this country, where food grows even in a crack in the sidewalk. Perhaps it is time for Brazilians to mature from suffering.

PS: Dilma's father was a Bulgarian. He fled his country because he was a communist activist. Surprisingly (?), in Brazil he was a capitalist and very rich. Dilma had a very bourgeois life, living in a large house and studying at private schools. It is always good to belong to the Communist elite.

O purgatório brasileiro está prestes a começar.

A triste verdade sobre as próximas eleições no Brasil é que não será decidida com base em princípios ou valores. Ninguém se importa se Dilma Roussef tenha assassinado ou roubado. É apenas o populismo na forma mais cruel. Ela é a senhora Lula. Os pobres se beneficiaram um pouco do fim da inflação, e se esqueceram que esta situação foi herdada por Lula.

O interessante é que o Partido dos Trabalhadores não é comunista nem o que auxilia os trabalhadores.
IBGE, a principal instituição de estatística no Brasil, acaba de lançar a informação dando conta que o analfabetismo no Brasil aumentou, durante o reinado de Lula. O saneamento básico está no mesmo nível que era no momento da sua coroação. 50 mil brasileiros morrem mortes violentas, a maioria causados por armas e drogas contrabandeadas para o país pelos terroristas marxistas das FARC, os aliados de Lula. A próxima Copa do Mundo será no Rio de Janeiro.


Em contrapartida, o Banco Federal de Desenvolvimento (BNDES) recebeu este ano 100 $ E.U. BI para emprestar às grandes corporações, a fim de "comprar" a sua boa vontade em relação ao governo durante a campanha eleitoral.
Os capitalistas recebem o dinheiro com juros no entorno de 3,5% a 7%, enquanto o governo paga 10% a 12% para os bancos. Banco Itaú teve o maior lucro de um banco nas Américas, incluindo os de os E.U..

Outros atos de generosidade do governo incluem a distribuição de licenças de TV e rádio para os capitalistas e os políticos, uma rede de TV para os dirigentes sindicais (que fazem um dia de salário dos trabalhadores e não podem ser fiscalizadas - Lula proibi-lo) e os definição dos objectivos de investimento dos fundos de pensão de empresas estatais, na ordem de centenas de bilhões de dólares.
Eles podem fazê-lo ou quebrá-lo.


FASCISMO


Esta é uma economia fascista, na sua mais pura definição.
Mussolini estaria orgulhoso.

É difícil para o povo a entender como o comunismo mudou a partir de uma utopia social para este fascismo na forma mais primata.
O motivo é que eles mantêm a aparência sob o velho charme por causas culturais, como o aborto livre, o casamento gay, o globalismo, o radicalismo ecológico, etc. Assim como na China, dizem-lhe como viver sua vida particular.

Censura ou "controle da mídia" está na agenda de Dilma, da mesma forma como se encontra em pleno andamento na Argentina e Venezuela hoje em dia.


A privacidade fiscal de oponentes Dilma foi quebrada sem consequências. Os direitos fundamentais garantidos pela Constituição nada valem para o Partido dos Trabalhadores, e eles estão desafiando os direitos de propriedade.

Um grupo de camponeses comunistas, todos financiados e liderados por agitadores profissionais, invadem fazendas, matam pessoas (como o fazem agora) e a questão será decidida por consulta popular, da comuna.

Estamos sendo preparados para sermos peões do governo mundial.

Prevejo tempos difíceis à frente para o Brasil. Dilma é incompetente e teimosa. A dívida pública do Brasil quase triplicou, e está prestes a explodir, devido às altas taxas de juros.

O boom da exportação de minerais e agro-commodities, que impulsionaram a popularidade de Lula, pode acabar a qualquer momento, especialmente se uma crise pesada atingir o dólar.

O nível de tributação no Brasil é um dos mais altos do mundo, com 40,5%, e a burocracia, com 85 diferentes impostos na última contagem, é astronômica. Eles não serão mais capazes de aumentar os impostos para sustentar os vagabundos empregados do governo e a alta corrupção.

Quando o governo quebrar, as ajudas sociais que apoiaram a popularidade de Lula estarão em risco.
Sem o crescimento das exportações, haverá menos postos de trabalho, e é possível que nós venhamos a ter tumultos e protestos.

As coisas têm sempre sido muito fáceis neste país, onde o alimento cresce até nas rachaduras na calçada.
Talvez já esteja na hora de os brasileiros amadurecerem pelo sofrimento.


PS: O pai de Dilma foi um búlgaro.
Ele fugiu de seu país porque ele era um ativista comunista.Surpreendentemente no Brasil, ele era um capitalista e muito rico. Dilma teve uma vida burguesa muito previlegiada, vivendo em uma casa grande e estudando em escolas privadas. É sempre bom fazer parte da elite comunista.


"R$ 5 MILHÕES PARA A MULHER DE FERRO"


O empresário Rubnei Quícoli disse que ficou "horrorizado" e se sentiu "lesado" ao receber a proposta de contrato da Capital Consultoria, empresa que pertence a um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha.

Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.

Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.

Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. [...] Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.

O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.

Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.

Em que momento o Israel apareceu?
O que aconteceu depois? Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.

Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.

Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desse por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.



GUERRA JÁ ERA, VAI PRO SACO!

Erenice Guerra perdeu ontem o que lhe restava de respaldo na campanha de Dilma Rousseff (PT), sua antecessora na Casa Civil, e no Planalto.

O isolamento aumentou com a unânime rejeição ao tom da resposta dada pela ministra às denúncias de tráfico de influência que envolvem sua família. A nota redigida por ela, eivada de ataques a José Serra, nem sequer passou pelo crivo de seus advogados recém-constituídos.

Aliados e integrantes do governo, que tratavam sua demissão como "hipótese remota" temendo o impacto eleitoral de um afastamento, já admitem o contrário, sobretudo ante a iminência de "fatos novos".

Logo após a divulgação da nota na qual Erenice fala em movimento "em favor de um candidato já derrotado", a ministra foi alertada pelo Planalto de que cometera um "erro".

Miriam Belchior, hoje coordenadora-geral do PAC, lidera a já deflagrada bolsa de apostas para assumir a Casa Civil no caso de afastamento de Erenice.

Também são cotados o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

O que quer dizer que Erenice já era, foi pro saco!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

LULA TAMBEM NÃO ACREDITA NAS PESQUISAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai comparecer à abertura da 65a Assembleia Geral das Nações Unidas no próximo dia 23 de setembro, informou a secretaria de imprensa da Presidência da República.

De acordo com a assessoria, neste momento o presidente Lula tem uma demanda doméstica grande, em função das eleições, o que pesou na decisão.

Desde que assumiu o governo, em 2003, esta é a primeira vez que Lula deixa de comparecer à reunião, realizada todos os anos em Nova York, sede do organismo. Esta seria a última de seu mandato.

"Em nome da minha honra e da honra do meu país, não vou perder esta eleição, a troco de mentira e de safadeza, para quem quer que seja. Estou fazendo agora aqui o que fiz em 2005: vou às ruas para derrotá-los" , afirmou Lula.

Então, pode-se concluir, que como muitos brasileiros, Lula também não acredita no que as pesquisas tem divulgado com relação à eleição presidencial. Sua disposição de correr até às ruas não se coaduna com a previsão de vitória para Dilma no primeiro turno como apregoam as desacreditadas pesquisas.

Se Lula, amedrontado com o resultado que pode sair das urnas, invoca defesa de sua honra, isso é compreensível. Mas Lula não tem o direito de invocar a honra do país, porque o país não está sendo ameaçado por nenhuma das candidaturas da oposição e seu desejo pessoal não pode ser impingido à nação toda. Milhões de brasileiros sairão para votar em 03 de outubro, contra a candidata de Lula e contra seu projeto de continuidade.

Inflado pelas pesquisas, que hora, Lula se trai, mostrando que não acredita, a levar pelas atitudes que tem tomado, parece um tanto desesperado e o presidente precisa entender que não é uma unanimidade. Aprovar seu governo em bom/ótimo não significa dar carta branca para fazer o que quiser.

O brasileiro mesmo quando não gosta de uma coisa, para se livrar do incômodo da pergunta, costuma dizer que está "bom". Portanto, essa resposta "bom" não deve ser levada ao pé da letra. Gostaria que separassem o "bom" do "ótimo", porque quem aprova realmente Lula são os que respondem "ótimo", quem responde "bom" não é nenhum pouco fanático pelo timoneiro.

Quando falou em extirpar o DEM da política brasileira, cometeu um ato grave contra a democracia. Extirpar é sinônimo de destruir, exterminar, extinguir.É um verbo digno de ser usado por Stálin ou Benito Mussolini, que aliás, fizeram exatamente isso em seus países, extirparam a democracia.

O fato, mereceu um alerta de do ex-presidente Fernando Henrique que lembrando Mussolini, disse que faltou quem o freasse e quem iria parar Lula a tempo?

Quem fala o que não deve, escuta o que não quer. Depois de ofendido por Lula, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, retrucou: "Aconselho o presidente Lula a não faltar com a verdade, a não inaugurar obras inacabadas e a não ingerir bebida alcoólica antes dos comícios.”

Se Lula for realmente às ruas, pode ouvir coisa igual ou pior e passar por sufoco, é bom não abusar!

SENADOR MOZARILDO DENUNCIA IBOPE

Existe uma certa desconfiança com as pesquisas para a eleição presidencial. O sentimento que as pesquisas não retratam o que vai pelas ruas é verificada em enquetes e perguntas feitas em blogs, colunas, rádios, internet, que envolvam o nome de Serra, mostram o tucano com índices sempre superiores a 40%, ao contrário do decreto dos institutos.
Esse vídeo traz um denúncia grave do senador Mozarildo Cavalcanti(PTB-RR), feita da tribuna do Senado, sobre a pesquisa IBOPE. Assista e tire suas conclusões!
http://www.youtube.com/watch?v=UrCEIOX3Toc

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A GUERRA DA CASA CIVIL II

As ações de Guerra:

A Casa Civil pediu carta de apresentação ao Itamaraty para que o marido da hoje ministra Erenice Guerra viajasse ao exterior representando uma empresa privada em 2007, ano em que ela ocupava a secretaria executiva e a candidata Dilma Rousseff (PT) era a titular da pasta.
Raymundo Magno, então assessor especial da Casa Civil, solicitou "nota diplomática" de pedido de visto para os EUA e para a China para José Roberto Camargo Campos, marido de Erenice que viajaria à China e, na volta, passaria por Chicago.

A forte atuação da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, nos últimos meses, para mudar o comando dos Correios - o que ocorreu no final de julho - virou motivo de grande desconforto e preocupação no Palácio do Planalto.

Já há o reconhecimento de que Erenice operou, não só para efetuar mudanças na estatal, como, na prática, passou a controlar os Correios.

A decisão de mudar a diretoria do órgão foi tomada na última semana de julho pelo presidente Lula, com o objetivo de estancar uma crise de gerenciamento na empresa.

Na ocasião, Lula seguiu a recomendação de Erenice.

Acusada de escalar uma laranja para o seu lugar numa empresa que atuaria em segurança e arapongagem, a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi sócia direta de outras duas empresas enquanto ocupava cargos no governo Lula, a partir de 2003.

Paralelamente às funções de consultora jurídica do Ministério das Minas e Energia e de secretária-executiva da Casa Civil, ela foi dona da Razão Social Confecções e da Carvalho Guerra e Representações, firmas com sede em Brasília.

A participação de altos funcionários públicos em empresas privadas, bem como alterações significativas de patrimônio, devem obrigatoriamente ser comunicadas à Comissão de Ética Pública da Presidência, o que é uma incógnita no caso de Erenice.

Erenice é Dilma assim como Dilma é Lula, e por isso chega a ser patética a explicação dada pela candidata oficial no debate da Rede TV/Folha.

"Eu tenho, até hoje, a maior e a melhor impressão da ministra Erenice. O que se tem publicado nos jornais é uma acusação contra o filho da ministra. (...) Agora, eu quero deixar claro aqui: eu não concordo, não vou aceitar, que se julgue a minha pessoa baseado com o que aconteceu com o filho de uma ex-assessora minha".

"Às vezes você pensa que a pessoa é inimiga, e a pessoa é amiga, às vezes você pensa que a pessoa é amiga e... para ver isso não tem nada melhor do que um divórcio litigioso", já diz um desconfiado Lula.

O caso de Erenice Guerra e o escândalo da invasão criminosa de arquivos da Receita Federal, com objetivos político-eleitorais, traçam em cores fortes um cenário de degradação de uma máquina pública cada vez mais custosa para o contribuinte. E por trás de tudo está o descuido com que os tais cargos de confiança são preenchidos no governo Lula.

Serve também para concluir que o presidente da República desde o primeiro ano de governo, deixa tudo nas mãos da Casa Civil, seja quem for que estiver de plantão lá!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

GABEIRA FALANDO DA GUERRILHA


Nesse vídeo Fernando Gabeira fala, honestamente sobre sua atuação na guerrilha. Deixa claro, que tanto ele quanto os outros que pegaram em armas contra a ditadura militar, não podem dizer que lutavam pela democracia. Gabeira diz que muitas pessoas estavam fazendo resistencia pela democracia no Brasil, mas eles do movimento armado não. A orientação era pegar em armas para lutar pela ditadura do proletariado!

Ao contrário de Gabeira, Dilma sempre afirmou que lutava pela democracia e se julga uma heroína. Porém, no caso de Dilma, os documentos que podem esclarecer com detalhes sua atividade guerrilheira, estão indisponíveis, trancados num cofre do Supremo Tribunal Militar.

É inconstitucional a decisão do presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Carlos Alberto
Marques Soares, de colocar em um cofre o processo que levou Dilma Rousseff à cadeia. Segundo o procurador do Estado doRio de Janeiro e professor-adjunto de Direito Administrativo da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e de pós-graduação da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Gustavo Binenbojm, o artigo 5º, inciso XIV, da Constituição, garante o acesso à informação. “Processos, salvo quando estão em segredo de Justiça, são públicos para qualquer
cidadão, portanto, a decisão do Superior Tribunal Militar fere esse direito”, comenta.

É inconcebível, o trancamento desses documentos, diante da iminente eleição de Dilma, pairando suspeitas em ações como: o cofre de Adhemar de Barros e a morte do soldado Mario Kosel, destacadas entre outras.

Segundo entrevista à Folha, de Silvio Carriço, ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"
Não se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada "comunidade de informações" na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a "subversiva".
O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.

O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.
"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.
Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.
À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.
"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul. "Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."
Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.

Mas todas essas informações só poderão ser confirmadas ou não com os documentos que estão no cofre do STM, sem isso, ficarão no território das lendas.

A GUERRA DA CASA CIVIL


A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, patrocinou a abertura de uma empresa de arapongagem em nome de seu filho, Israel Guerra, acusado de cobrar propina de empresários interessados em fazer negócios com o governo.

Para abrir a firma, em 1997, a família Guerra recorreu a uma "laranja" para omitir o nome de Erenice no papelório da empresa.

Situada na cidade-satélite de Santa Maria, em modesto endereço residencial, a Conservadora Asa Imperial tem como atividade econômica, segundo documento da Junta Comercial do Distrito Federal, "atividades de investigação particular", "monitoramento de sistemas de segurança" e "vigilância e segurança privada".

Localizada ontem em sua casa a 40 quilômetros de Brasília, na suposta sede da empresa, Geralda Amorim de Oliveira, uma professora desempregada casada com auxiliar de bombeiro hidráulico que aparece como sócia-gerente da Asa Imperial, confidenciou ao Estado que seu nome foi "usado" para abrir a empresa.

À época, Erenice alegou que estava se separando e não gostaria de registrar a empresa em seu nome. A professora nega qualquer ligação com a Asa Imperial.

Conta que seus documentos e dados cadastrais foram repassados na ocasião à sua irmã mais velha, Geralda Claudino, amiga de décadas de Erenice.

"Só emprestei os documentos", diz a professora. Ouvida pelo Estado, Geralda Claudino diz que não abriu a empresa em seu nome e de Erenice porque ambas estavam se separando.

A Asa Imperial serviu para "dar uma ocupação a Israel". A empresa foi aberta em 1997, quando Israel tinha 19 anos, mas continua "ativa", de acordo com a Junta Comercial. Mas Geralda Claudino diz que a empresa está fechada.

Formalidade. Procurado, Israel Guerra não foi localizado. A ministra confirmou ontem a abertura da empresa Asa Imperial em nome de seu filho, Israel.

Disse, por meio de sua assessoria, que a empresa está localizada na cidade-satélite de Santa Maria porque, em 1997, não possuía escritório para ser sua sede em zona mais central de Brasília.

Erenice afirmou que a Asa Imperial nunca operou nem teve atividade econômica e, segundo ela, consta como ativa na Junta Comercial por mera formalidade e inércia dos sócios.

Braço-direito da candidata petista Dilma Rousseff, Erenice é apontada como autora da ordem para montar dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso e ministros da gestão tucana.

Foi feito para intimidar a oposição que, em 2008, integrava a CPI dos Cartões Corporativos.

domingo, 12 de setembro de 2010

AS SAIAS JUSTAS DE LULA

Com quem anda o presidente? Se fizermos um levantamento desde Waldomiro Diniz, passando pelos multipartidários 40 mensaleiros teremos um corolário de mal feitos impressionante.

As companias de Lula vivem fazendo o presidente passar por saias justas, tanto no passado quanto no presente.

Enquanto Lula se dedicava a rebater os mal feitos na Receita Federal, eis que outros companheiros aprontam e sobra para o presidente.

Na tentativa de ir à forra com o senado, Lula apoiou novos candidatos àquela casa, entre eles, no Amapá, Waldez Góes. Gravou mensagem eleitoral de apoio a Waldez, de repente, é surpreendido com a prisão do candidato pela Polícia Federal, acusado de desviar verba enviada pelo governo Lula para o ensino fundamental. Coisa da ordem de R$ 800 milhões!

A prisão Waldez e mais 2 dezenas de políticos e autoridades do Amapá chegou a formar uma carreata de carros a caminho da sede da Polícia Federal. Todos os presos são apoiadores da candidata do presidente. Mas Waldez, mesmo na prisão, continua usando a gravação de Lula no horário político na televisão!

Quando Lula já se preparava para ter que rebater isso, vem outra rebanada! E essa, bem de pertinho, ali da Casa Civil, de onde já lhe vieram as maiores dores de cabeça no governo. Essa, parece, ser uma grande dor de cabeça.

A revista Veja publica denúncia de que o filho de Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, estaria utilizando a influencia da mãe para cobrar propina de fornecedores. Erenice Guerra sempre foi o braço direito de Dilma Rousseff, substituindo-a na Casa Civil, em razão da candidatura e com certeza um nome forte num eventual governo Dilma.

Desdobramentos vão surgir dessa denúncia, ramificações que atingem outros orgãos começaram a surgir, por exemplo, envolvendo a ANAC e seus fornecedores.

Segundo reportagem publicada pela revista "Veja" neste sábado, o filho de Erenice Guerra atuou como lobista da MTA junto aos Correios. Com sua influência no governo, segundo a revista, ele teria sido o responsável pelo contrato da cargueira com a estatal, no valor de R$ 84 milhões.

Ainda de acordo com a "Veja", a Capital Assessoria e Consultoria teria recebido comissão de R$ 5 milhões pelos trabalhos, como "taxa de êxito" - ou, o resultado positivo do lobby. Segundo a revista, a ministra, que sucedeu Dilma na Casa Civil, também teria participado da intermediação.

A oposição cobrou uma explicação da ex-ministra e candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Eu não tenho como avaliar. A Erenice irá se defender, se não já se defendeu. Eu não tenho como fazer avaliação de valor sobre uma matéria que tá no jornal e eu não escutei os lados. Até hoje ela tem minha confiança - disse Dilma.

"No caso do mensalão, na época do José Dirceu, o centro foi a Casa Civil. Depois, esteve Dilma e deixou lá o seu braço direito, uma pessoa muito próxima. E hoje, de novo, no centro de maracutaia é a Casa Civil", afirmou Serra.

Lula ainda não se pronunciou.

Segundo a Folha, informada de que a nova edição da revista "Veja" traria acusações contra Erenice Guerra, Dilma Rousseff, embora "em recesso" pelo nascimento do neto, disparou pessoalmente, entre quinta e sexta, alguns telefonemas na tentativa de aferir o grau de encrenca a envolver sua sucessora na Casa Civil.

Hoje há um debate na Rede TV, nos últimos debates Dilma não compareceu, mas hoje se comparecer terá oportunidade de se explicar, porém é certo que também será o alvo preferido de todos. Comparecer ou não, eis a questão!

sábado, 11 de setembro de 2010

DOS FILHOS DA PÁTRIA, ÉS MÃE GENTIL!


Transliteração sobre a letra do Hino Nacional

Das águas calmas e tranquilas do riacho Ipiranga,
O som que se espalha estridente, anuncia
A Liberdade cintilando em raios de sol,
Brilhando no céu da pátria, agora
Garante a igualdade conquistada com braço forte,
Por ti, ó, Liberdade, oferecemos nosso peito à própria morte!

Salve, ó, Pátria amada e cultuada acima de tudo!

No teu céu límpido, brilha a constelação do Cruzeiro do Sul,
Pela natureza és um gigante generoso e acolhedor,
Seu futuro refletirá essa grandeza.

Dos filhos da Pátria, és mãe gentil,
Entre outras tantas mil,
Tu és Brasil,
A Pátria amada!

Brilhas eternamente nas terras da América do Sul,
Como flor de ouro,
De um lado o som do mar,
Acima, o céu profundo,
Ilumina-te o sol do novo mundo,
Mais do que as terras mais floridas,
Teus campos tem mais flores,
E tuas florestas mais vida,
Sustentam a vida de seus filhos com muito amor,

Salve, Pátria amada e cultuada acima de tudo!

Tu és o símbolo do amor eterno,
A bandeira estrelada que mostras com orgulho,
O verde e amarelo dessa flâmula,
Falam da paz no futuro e da glória do passado,
Porém, se ergueres o braço com justiça,
Verás que teus filhos não fugirão à luta,
Por te amarem, não temerão a própria morte!

Dos filhos da Pátria, és mãe gentil,
Entre outras tantas mil,
Tu és Brasil,
A Pátria amada!

DILMA, O COFRE DO STM E AS URNAS - ABRAM O COFRE!


do jornalista Ruy Fabiano

A decisão do presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Carlos Alberto Marques Soares, de colocar em um cofre inacessível o processo que levou Dilma Rousseff à cadeia ao tempo do regime militar, além de inconstitucional –, pois é documento público, não submetido a sigilo – encerra uma série de contradições.

Dilma, antes de mais nada, diz ter “orgulho” de seu passado de combatente do regime. Diz que não tem nada a esconder. Por que não toma, então, ela própria, a iniciativa de abri-lo ao público?

No Programa Nacional de Direitos Humanos 3, elaborado na Casa Civil da Presidência da República ao tempo em que era ministra-chefe – e depois incorporada ao primeiro programa de governo que registrou (e rubricou) ao TSE -, consta a determinação de abrir os arquivos da ditadura militar. Nada deve ficar oculto, é o que se diz.

De fato. Essa abertura já era antiga aspiração do PT – e do país -, independentemente de revisão da Lei da Anistia. É preciso conhecer os chamados porões da ditadura, todos concordam. Num deles, esteve Dilma Vana Roussef, testemunha privilegiada dos acontecimentos. Sua história, portanto, é parte indissociável da que ela, como signatária do PNDH 3, considera fundamental revelar.

Por que então concordar em que seu processo, que conta essa passagem heroica de sua biografia (de que ela diz se orgulhar) esteja sob sigilo (ilegal) num cofre de um tribunal militar, justo no momento em que o país, que pode elegê-la presidente da República, precisa (e tem o direito de) melhor conhecê-la?

O PT, e Dilma em particular, insiste reiteradamente em que é preciso revolver o passado. A pretexto disso, nos escassos debates e sabatinas de que participou – e nos comícios de que participa com Lula -, insiste em focar o governo FHC, para atribuir-lhe todas as mazelas do presente, omitindo, claro, os efeitos das benesses, decorrentes do Plano Real, Lei de Estabilidade Fiscal, Proer (o plano de estabilização dos bancos). Sem elas, não haveria os índices favoráveis do presente, inclusive na telefonia privatizada e na resistência à crise internacional, de que se jacta o governo Lula.

No debate da TV Bandeirantes, quando José Serra acusou-a de ter “um espelho retrovisor maior que o para-brisas”, insistiu em que é fundamental olhar para o passado. É verdade. E parte do seu – e parte fundamental, pois diz respeito à sua iniciação na vida pública – está oculta num cofre do STM, sem qualquer amparo legal.

O processo que a condenou correu sem sigilo de justiça e hoje é parte (até aqui sonegada) da história do país, já que a personagem em pauta é ninguém menos que uma candidata a presidente da República. Não se concebe que alguém que pretende governar o país tenha parte de sua biografia pública oculta.

Os movimentos de combate ao regime militar – armados ou não – integram a história contemporânea do Brasil e são fundamentais para melhor compreendê-la. Saber o que fez (e o que não fez) quem se apresenta para o maior cargo da República é vital. Não se trata de julgá-la novamente, mas de conhecer sua trajetória, até para melhor avaliar as mudanças que nela se operaram.

A Presidência é o coroamento de uma carreira, que tem início, meio e, no caso de ser eleita, apogeu. Forma um todo que não pode ser fragmentado, sob pena de surpresas que podem ter efeitos trágicos no futuro. O passado é importante, sim, como Dilma não se cansa de proclamar. Mas não apenas o dos adversários.

Deles – José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio -, a propósito, sabe-se tudo, e o PT, com a quebra dos sigilos fiscais dos tucanos (e até da filha de Serra) – pretendeu saber até o que não estava legalmente disponível. E aí há outra contradição: violou o sigilo do que não devia (os dados fiscais dos adversários) e mantém sob sigilo o que não deve, o passado público de sua candidata.

O efeito inevitável é o de acirrar as piores suspeitas e dar curso às piores lendas que cercam sua militância em grupos armados –VAR-Palmares e Colina -, aos quais se atribuem crimes comuns e violentos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AINDA HÁ ALGO QUE IMPORTE NO PAÍS DE LULA?


O buraco que a Receita Federal se meteu, de tão profundo, poderia ser usado para resgatar os mineiros chilenos. Mas lá, é o Chile, aqui é o Brasil, ou seria aqui, o Haiti?

Há duas investigações correndo paralelas no episódio da quebra de sigilos: uma da própria Receita e a outra, da Polícia Federal.

Quando se divulgou na imprensa que o sigilo fiscal do marido de Verônica Serra, Alexandre Bourgeois, também tinha sido quebrado, a investigação da Receita, apressou-se em afirmar que na verdade não tinha sido quebra de sigilo, mas sim, "apenas um acesso a dados cadastrais" do contribuinte.

Embora à luz da Constituição, o acesso a dados cadastrais sem motivação e autorização, seja uma violação de direito, os petistas e a imprensa que lhes dá sustentação, fizeram menosprezo do caso, transformando o fato em crítica a Serra, dando conotação de auto-vitimização do candidato tucano.

Porém, a outra investigação, a da Polícia Federal, concluiu muito diferente da Receita e a desmente frontalmente. Por esta investigação, houve a quebra de sigilo do genro de Serra, nos mesmos moldes que a quebra de sigilo de Veronica Serra. Foi usada procuração falsa, reconhecimento de firma falso, e mais, tudo feito pelo mesmo contador, Antonio Carlos Atella, aquele filiado ao PT. Um requerimento igual ao usado no caso de Verônica foi falsamente autenticado no mesmo cartório e apresentado por Antonio Carlos Atella Ferreira à sede da Receita no ABC Paulista.

"Foi mais um ato de violência (a quebra de sigilo de seu genro). É a candidata do partido que está promovendo esses atentados contra a democracia, ao invés de vir a público dar explicações, terceiriza, fica à sombra do presidente da República, do presidente de seu partido, que vêm a público, por um lado, debochar, e por outro, acusar as vítimas. É fenomenal", afirmou Serra.

Esse desmentido é muito grave, trata-se de um dos orgãos mais importantes do governo, e no entanto, nem o ministro da fazenda se prontifica a dar explicações e muito menos o presidente, ocupado na investidura de cabo eleitoral.

Afinal, o que ainda importa para o governo Lula? Orgãos, Justiça Eleitoral, respeito à Constituição, nada disso parece ter importancia. O que importa mesmo, é eleger Dilma Rousseff, seja preciso, fazer o impensável.

Se tais fatos acontecessem no governo de Fernando Henrique Cardoso, a imprensa teria se levantado, a OAB estaria fazendo piquetes nas ruas, a juventude estaria de cara pintada, o secretário da Receita Federal e o ministro da Fazenda teriam caído, e o Congresso estaria reunido para discutir o impeachment do presidente da República.

Por que, com Lula não é assim? Onde esse cidadão conseguiu carta branca para fazer besteiras e ficar porisso mesmo? Será que colocaram alguma coisa na água ou no refrigerante, no leite de caixinha? Nunca vi esse povo tão desligado.

A imprensa parece que está fazendo um estágio para uma possível república bolivariana a ser implantada aqui, e assim, se comporta comedidamente no escandalo. A OAB, se alguém vir por aí, avise. A juventude brasileira, os cara-pintadas, melhor deixar prá lá.

O Brasil construído por Lula, está de joelhos, impotente, conformado, indolente, parece que não se importa com nada e assiste o tempo passando na espera do destino traçado pelo filho do Brasil.

Uma pena! Há opção muito boa, um caminho muito melhor, sem prejuízo da democracia, sem prejuízo do crescimento, sem prejuízo do consumo, sem prejuízo da Liberdade e sem prejuízo da Pátria!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

TODO PODEROSO


Um Lula cada vez mais nervoso e vociferante, berrou em altos decibéis, em Ribeirão Preto, contra seus antecessores tucanos.

Lula disse que "eles demonstram que não têm competência para governar, porque a única coisa que aprenderam a fazer foi vender o que não era deles; bem público, estradas, ferrovias". E emendou: "quando eu entrei, em 2003, eles queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa". O que é uma mentira, Fernando Henrique sempre deixou claro que as 3 instituições citadas por Lula, nunca estiveram dentro do programa de privatizações.

"São Paulo não pode ficar na mão de tucano a vida inteira. O Século 21 merece coisa melhor, merece mais arrojo, por isso a gente não tem que vacilar", disse Lula. Arrojo com Mercadante? Faz-me rir!

"Essa gente que era metida a sabida ficava de quatro para o FMI e quem mandou o FMI embora fomos nós; hoje eles (FMI) nos devem US$ 14 bilhões". Os participantes do FMI, que nada mais é que um fundo financeiro, fazem aportes financeiros para que o Fundo possa financiar países em dificuldades. Foi o que Lula fez, aproveitando a boa maré que pegou, fez um aporte financeiro no FMI, portanto é credor como qualquer outro país que fez. O que se discute é isso, porque preferiu fazer um aporte no Fundo, ao invés de aplicar esses recursos no Brasil? Para fazer um campanha internacional de auto-prestígio e usar o argumento em campanhas eleitorais? Junto com essa meia-verdade, Lula divulgou na época que tinha pago a dívida externa brasileira, outra mentira. A dívida externa do Brasil está hoje, em pleno governo Lula, em U$ 221.000.000.000,00( duzentos e vinte e um bilhões de dólares).

Para justificar o apoio a Dilma, Lula lembrou do período em que a candidata foi presa e torturada na época da ditadura militar. "Sei o que aquela mulher sofreu, porque foi presa, torturada. Não porque ela era bandida, ela era uma heroína que lutava pela democracia e liberdade", afirmou.

Heroína de quem cara-pálida? Se fosse heroína, certamente o povo brasileiro a conheceria e não uma certa "mulé de Lula", como é mais conhecida o pseudônimo eleitoral do presidente. Seus processos da época da ditadura estão trancados a sete chaves no STM. Se fosse um histórico de heroína, certamente Lula já teria providenciado sua divulgação, quiçá, não teria incluído no currículo escolar de História do Brasil.

Lembrou da oposição que enfrentou no senado durante seu governo. "Não podemos deixar a Dilma na mão de senadores como eu fiquei", afirmou Lula, que não esconde sua mágoa com os senadores de oposição, muitos dos quais tem enfrentado a fúria de Lula na tentativa de impedi-los de se reeleger.

E para passar a régua, todos no comício usaram o neto de Dilma para fazer campanha: "Gabriel é nome de anjo que anuncia boas novas. Tenho a impressão que Gabriel veio para anunciar a vitória de Dilma Rousseff", apostou o deputado federal Michel Temer (PMDB), candidato a vice de Dilma.

COMO NUNCA ANTES NESTE PAÍS


editorial do ESTADÃO - 09/09/10

Tão profícua tem sido a atuação do presidente Lula na desmoralização das mais importantes instituições do Estado brasileiro, que se torna missão complexa avaliar o que efetivamente tem sido realizado nesse campo, aí sim como nunca antes neste país. Como a lista é longa, melhor ficar nos exemplos mais notórios.

O presidente Lula desmoralizou o Congresso Nacional ao permitir que o então chefe de seu Gabinete Civil, o trêfego José Dirceu, urdisse e implantasse um amplo esquema de compra de apoio parlamentar - o malfadado mensalão. Essa bandidagem custou ao chefe da gangue o cargo de ministro. Mas seu trânsito e influência dentro do governo permanecem enormes, com a indispensável anuência tácita do chefão.

Denunciado o plano de compra direta de apoio de deputados e senadores, o governo petista passou a se compor com toda e qualquer liderança disposta a trocar apoio por benesses governamentais, não importando o quanto de incoerência essas novas alianças pudessem significar diante do que propunha, no passado, a aguerrida ação oposicionista de Lula e de seu partido na defesa intransigente dos mais elevados valores éticos na política. Daí estarem hoje solidamente alinhadas com o governo as mais tradicionais oligarquias dos rincões mais atrasados do País - os Sarneys, os Calheiros, os Barbalhos, os Collors de Mello, todos antes vigorosamente apontados pelo lulo-petismo como responsáveis, no mínimo, pela miséria social em seus domínios. Essa mudança foi recentemente explicada por Dilma Rousseff como resultado do "amadurecimento" político do PT.

O presidente Lula desmoralizou a instituição sindical ao estimular o peleguismo nas entidades representativas dos trabalhadores e, de modo especial, nas centrais sindicais, transformadas em correia de transmissão dos interesses políticos de Brasília.

O presidente Lula tentou desmoralizar os tribunais de contas ao acusá-los, reiteradas vezes, de serem entrave à ação executiva do governo por conta do "excesso de zelo" com que fiscalizam as obras públicas.

O presidente Lula desmoralizou os Correios, antes uma instituição reconhecida pela excelência dos serviços essenciais que presta, ao aparelhar partidariamente sua administração em troca, claro, de apoio político.

O presidente Lula desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral, e, por extensão, toda a instituição judiciária, ao ridicularizar em público, para uma plateia de trabalhadores, multas que lhe foram aplicadas por causa de sua debochada desobediência à legislação eleitoral.

Mas é preciso reconhecer que pelo menos uma lei Lula reabilitou, pois andava relegada ao olvido: a lei de Gerson. Aquela que, no auge do regime militar e do "milagre brasileiro", recomendava: o importante é levar vantagem em tudo. Esse sentimento que o presidente nem tenta mais disfarçar - tudo está bem se me convém - só faz aumentar com o incremento de seus índices de popularidade e sinaliza, por um lado, a tentação do autoritarismo populista, enquanto, por outro lado, estimula a erosão dos valores morais, éticos, indispensáveis à promoção humana e a qualquer projeto de desenvolvimento social.

O presidente vangloria-se do enorme apoio popular de que desfruta porque a economia vai bem. Indicadores econômicos positivos, desemprego menor, os brasileiros ganhando mais, Copa do Mundo, Olimpíada. É verdade, mesmo sem considerar que Lula e o PT não fizeram isso sozinhos, pois, embora não tenham a honestidade de reconhecê-lo, beneficiaram-se de condições construídas desde muito antes de 2002 e também de uma conjuntura internacional política e, principalmente, econômica, que de uma maneira ou de outra acabou sendo sempre favorável ao Brasil nos últimos anos.

Mas um país não se constrói apenas com indicadores econômicos positivos. São necessárias também instituições sólidas, consciência cívica, capacidade cidadã de avaliar criticamente o jogo político e as ações do poder público. Nada disso Sua Excelência demonstra desejar. Oferece, é verdade, pão e circo. Não é pouco. Mas é muito menos do que exige a dignidade humana, senhor presidente da República!

QUANDO TODO MUNDO É IMBECIL


Em evento oficial do governo federal, ontem à tarde, em Contagem, o presidente Lula fez promessas em nome de seu sucessor.

De manhã, em outro ato oficial em Uberlândia, um ministro discursou em defesa da tese do terceiro mandato para Lula.

Durante a entrega de 208 apartamentos, em Contagem, sem citar o nome da candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente assegurou à plateia que o próximo mandatário vai contratar dois milhões de casas.

A meta consta na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), programa sob a responsabilidade da ex-ministra, e lançado por ela às vésperas de deixar a Casa Civil, em março.

— Nós já contratamos 625 mil. Se Deus quiser, até o fim do ano vamos contratar um milhão de casas, o que é fato inédito. A partir do ano que vem, quem estiver governando o Brasil vai contratar dois milhões de casas para as pessoas mais pobres deste país — discursou Lula, sobre gritos de "Dilma, Dilma, Dilma" vindos de moradores, militantes do PT, políticos aliados e funcionários públicos da prefeitura petista de Contagem.

Lula sugeriu que governantes anteriores agiam como "imbecis". E criticou a falta de diálogo dos presidentes que não recebiam prefeitos:

— O que acontece hoje é a consagração de uma coisa extraordinária. Quando o presidente é imbecil, quando o governador é imbecil e quando o prefeito é imbecil, os três ficam brigando a troco de nada, e quem perde é o povo deste país, do estado e da cidade.

De fato, imbecis andam dando trombada por esse país afora!