quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PASSAPORTE NA FAIXA PARA FILHOS DE LULA

O Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dois dias do fim do mandato.
Segundo entendimento do órgão, dependentes de autoridades podem receber o documento até os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência). Luís Cláudio Lula da Silva, 25, e Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filhos do presidente, gozam de perfeita saúde e obtiveram o documento em 29 de dezembro de 2010, penúltimo dia útil da era Lula. Questionado, o Itamaraty, disse que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação. A Folha teve acesso à decisão que beneficiou os filhos de Lula. Ela cita que foi "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país", mas não apresenta justificativa para a concessão. Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a decisão provocou mal-estar dentro do Itamaraty, já que o ex-chanceler Celso Amorim recorreu ao parágrafo 3º do decreto 5.978/2006, que regulamenta a concessão do documento e garante ao ministro o poder de autorizar a expedição "em função de interesse do país". A Folha apurou que Lula pediu o benefício pouco antes do fim do mandato. Pelo decreto, o passaporte diplomático é concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.

Procurado ontem, o Itamaraty informou, por meio da assessoria, em um primeiro momento, que "confirma as concessões dos passaportes porque estão de acordo com a legislação vigente" e porque "dependentes de ex-presidentes tinham direito". O Itamaraty disse que o decreto 5.978 de dezembro de 2006, em vigor, garantia o benefício. Questionado se dependentes não eram somente até os 21 anos ou filhos com deficiência, o ministério informou, em um segundo momento, que o ministro tem o poder, pelo parágrafo 3º, de garantir o benefício em "caráter excepcional".

Qual o ineresse do país nesse caso? nenhum, trata-se de aproveitar a ocasião e usar o cargo em benefício dos filhos. Lula sempre achou que podia usar a presidencia como se fosse sua propriedade e ainda está usando.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

REPORTERES REPREENDIDOS A MANDO DE LULA

A reportagem da Folha que faz a cobertura das férias do ex-presidente Lula no Guarujá, litoral de São Paulo, foi abordada em mar aberto na manhã desta quarta-feira por um bote motorizado com homens a serviço da Presidência. O equipamento do repórter-fotográfico Moacyr Lopes Junior e o celular do repórter Fernando Gallo foram apreendidos.

O ex-presidente está desde ontem com a família no Forte dos Andradas, base do Exército no litoral sul paulista.

A reportagem alugou um barco e, à distância e em mar aberto, tirou fotos da praia frequentada pelo petista.

Na abordagem dos seguranças, um deles se apresentou como agente Mizael e questionou sobre a legalidade da ação da reportagem, uma vez que a embarcação teria supostamente invadido área militar.

Sem apresentar documento, Mizael e dois homens --identificados como sargento Frederico, do Exército, e agente Rodrigues-- apreenderam os equipamentos dos jornalistas e disseram que o material seria levado para a sede do 8º comando do Distrito Naval da Capitania dos Portos.

O barco alugado pela reportagem foi escoltado até a sede por uma lancha da Capitania dos Portos. Segundo um oficial da Marinha, a habilitação do condutor estava vencida. Ele também não portava o documento na hora da abordagem. Outras infrações também foram registradas, como a bandeira rasgada da embarcação.

À Folha, Mizael alertou, ainda em mar aberto: "Sabe que nós fazemos a segurança do chefe, e o chefe não gosta de ser incomodado quando ele está descansando".

Afirmou também que, familiarizado com os rostos, poderia "complicar a vida" dos jornalistas numa próxima agenda com Lula.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O ROMBO DE LULA


A presidente Dilma Rousseff assumiu o governo federal com o montante recorde de contas a pagar do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Os estoques de restos a pagar, que são os compromissos assumidos em anos anteriores que se acumularam para os exercícios seguintes, totalizaram R$ 137,5 bilhões no Orçamento Geral da União.

Os números fazem parte de um levantamento realizado pela ONG Contas Abertas com base nos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi).

O volume de restos a pagar neste ano considera despesas correntes (R$ 63,8 bilhões), investimentos (R$ 57 bilhões), inversões financeiras (R$ 12,9 bilhões), gastos com pessoal (R$ 2,1 bilhões), além de outras despesas pequenas.

O levantamento não incluiu os dispêndios das empresas estatais, dos Estados, municípios e da iniciativa privada, que não são contabilizados no sistema de receitas e despesas da União.

O Contas Abertas chama atenção para o fato de que os R$ 137,5 bilhões representam o dobro de tudo o que o governo pretende gastar com investimentos neste ano (R$ 64 bilhões) e o triplo do previsto para o Programa de Aceleração do Crescimento (R$ 40 bilhões).

CHÁVEZ MANDOU MORALES TOMAR REFINARIA DA PETROBRÁS


De acordo com diplomatas americanos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, incitou o governo de Evo Morales, na Bolívia, a nacionalizar as instalações da Petrobrás no país em 2006, fato que provocou um atrito econômico e diplomático com o Brasil. A informação está em telegramas da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília enviados ao Departamento de Estado americano e revelados pela ONG WikiLeaks.

Segundo os americanos, Marcelo Biato, o assistente direto do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, relatara que Chávez interagia com Evo nos dias que antecederam a ocupação das instalações da Petrobrás por militares da Bolívia.

"Biato disse que em março (de 2006), Petrobrás e interlocutores bolivianos haviam começado o que pareciam ser discussões relativamente positivas. No entanto, Evo interrompeu abruptamente as conversas, insistiu que só discutiria o assunto diretamente com Lula", diz o documento, datado de maio de 2006. "No intervalo entre as conversas de março e a nacionalização, Biato observou que houve várias conversas entre Evo e Chávez", relata o telegrama.

Em 20 de abril, em encontro bilateral entre Lula e Chávez, o presidente brasileiro manifestou ao venezuelano sua preocupação com seu envolvimento no caso dos hidrocarburetos bolivianos. "Agora está claro para o governo do Brasil que Evo foi encorajado depois de ouvir que Chávez poderia prover ajuda técnica para obter o gás", afirma o despacho, referindo-se à possibilidade de a estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, passar a auxiliar a boliviana, YPBF, em caso de rompimento entre Lula e Evo.

Em 5 de maio, um novo telegrama dá conta de um novo encontro entre representantes diplomáticos americanos com Biato. Na conversa, o assessor brasileiro é questionado sobre a proximidade entre Chávez e Evo, indagação à qual Biato responde de forma lacônica. "O que podemos fazer? Nós não escolhemos nossos vizinhos. Nós não gostamos do modus operandi de Chávez, nem das surpresas de Evo, mas nós temos de lidar com esses caras de alguma forma e manter a ideia da integração regional viva", diz.

Em outro despacho, datado de 26 de junho de 2006, o então embaixador americano, Clifford M. Sobel, relata que Marco Aurélio Garcia lhe confirmava a intervenção chavista no caso. "Ele sugeriu que o Brasil encorajou o presidente venezuelano Chávez a baixar o tom e se tornar "menos presente" no caso. Chávez entendeu que seu esforço fora invasivo e contraproducente", diz o relato. No mesmo encontro, Garcia teria afirmado que Evo também recebeu a sugestão de "baixar o tom".

A operação militar da Bolívia na refinaria da Petrobrás, em maio de 2006, fazia parte da política de nacionalização das reservas de hidrocarburetos pelo governo de Evo. Depois de uma reação hesitante (mais informações nesta página), o governo Lula e a Petrobrás aceitaram as novas regras impostas por La Paz para o setor petroquímico, reduzindo os dividendos das companhias que exploravam os recursos. Uma das questões centrais era o ressarcimento pelos investimentos da Petrobrás na Bolívia, avaliados em US$ 1,6 bilhão.

Lula aceitou receber apenas US$ 150 milhões de dólares de indenização pelos investimentos da Petrobrás.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O STAND UP DE LULA

por Pedroso Ramos, da Agência Barrelas(Diário de Barrelas)

“Aprendi a contar até dez, apesar de só ter nove dedos, que é para não cometer erros” ou “O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil” .

Amarrando piadas assim, o ex-presidente Lula estreia nesta semana em São Paulo o espetáculo “Crescimento!” no Teatro Petrobrás.

Dono de um humor escrachado, Lula está de volta aos palcos paulistanos para uma curta temporada após oito anos excursionando pelo Brasil e pelo mundo.

Com um visual mais despojado e sem figurino de chefe de Estado, “Crescimento!” revela a veia satírica de Luís Inácio em um texto com traços autobiográficos e os habituais erros de português.

Apontado como precursor do gênero da comédia stand-up no país, Lula dá uma repaginada nas suas melhores frases de efeito e as transforma num espetáculo divertido de quase duas horas de duração.

“Olha, desde 2003, quando comecei a fazer comédia, tinha a ideia de pegar o que eu fazia nos discursos e colocar um espetáculo. Poucas coisas do texto são inéditas mesmo”, conta Lula.

Todas as piadas clássicas de Lula estão garantidas no repertório, como a fábula da marolinha e as incontáveis anedotas de pobre que consagraram as falas do ex-governante.

O bordão “Você viu, Dilma?” é repetido inúmeras vezes na apresentação. A frase, que virou hit na internet, aparece no quadro em que ele dialoga com uma boneca de ventríloquo da atual Presidenta da República.

Apesar da expectativa, a estreia do show de Lula não poderia ocorrer sem provocar polêmicas. Questionado sobre se recebeu incentivos financeiros para fazer tantas piadas sobre o medicamento Viagra, Lula disse não saber de nada e desconversou.

“Nunca antes na minha carreira eu tive a chance de ampliar meu público assim”, explica Lula, cujo humor agora é direcionado para adolescentes e jovens adultos. “Agora ninguém me segura. Eu só quero saber se o público está na merda, porque eu quero tirar ele da merda com muitas risadas”, promete.

Lula se apresenta em São Paulo até o início do Carnaval.

BATE-BOCA E AGRESSÕES POR CARGOS NO GOVERNO


A montagem do segundo escalão federal mal começou e a disputa por cargos entre o PMDB e o PT já ganhou dimensão de crise política. Os ânimos acirraram-se a tal ponto que o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), teve uma conversa tão áspera com o futuro ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que beirou o rompimento.

É o que relata um dirigente do PMDB, segundo quem o bate-boca telefônico entre os dois na terça-feira foi ríspido nos decibéis e no conteúdo. "Parece que vocês não aprenderam com o mensalão. Depois não venham correr atrás do PMDB para resolver os problemas (do governo e do PT)", disse Alves ao ministro, revoltado com a notícia de que seu partido perderia o cargo mais estratégico do ministério e o comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Outro peemedebista explica que a referência ao episódio que ficou conhecido como escândalo do mensalão foi para lembrar ao ministro o momento mais crítico do governo Lula, quando o apoio do PMDB foi fundamental para manter a governabilidade. O parlamentar acrescenta que o líder deixou claro que seu partido não aceitava perder posições, sobretudo sem aviso prévio.

Segundo esse interlocutor, o ministro tentou acalmar Alves e contemporizar. "Não se preocupe. Vocês vão ter tudo lá (no ministério)", teria dito Padilha de acordo com o peemedebista. "Não quero nada. Fique com tudo", reagiu o líder.

O nervosismo do líder dá a medida exata da pressão que ele tem recebido. Vários deputados avaliam que Alves negociou mal e ainda permitiu que o partido saísse do embate carregando sozinho a pecha de fisiológico, embora todos tenham brigado por espaço.

Os insatisfeitos dizem que Alves se preocupou mais em construir sua candidatura à presidência da Câmara em 2013, conforme acordo com o PT, do que em defender os interesses da bancada peemedebista.

domingo, 2 de janeiro de 2011

BATTISTI, O ASSASSINO PROTEGIDO POR LULA


Atualmente aos 46 anos de idade, Adriano Sabbadin tinha 17 quando o terrorista Cesare Battisti e seu bando invadiram o açougue de seu pai, Lino Sabbadin, e o mataram. Indignado com a proteção do governo Lula ao assassino, concedendo-lhe asilo político, Sabbadin fez publicar no jornal Corriere del Veneto uma carta aberta aos brasileiros. A tradução é do jornalista Giulio Sanmartini:

"Vivo em uma pequena cidade na província de Veneza. Escrevo a todos os brasileiros, pois hoje me sinto profundamente ferido pela decisão de vosso ministro da Justiça de considerar Cesare Battisti um refugiado político. Há 30 anos ele assassinou meu pai. Não quero vingança, mas uma justiça que não chega. Quem é Battisti: ele começou na política dentro do cárcere, detido que estava por crimes comuns, aí conheceu o terrorista de extrema esquerda, Arrigo Cavallina.

A primeira vítima dos Proletários Armados para o Comunismo – PAC, foi o suboficial da guarda carcerária Antonio Santoro. Quando este sai de casa para o trabalho, Battisti lhe atira nas costas (6/6/1978). Retornando ao seu grupo ele conta excitado à sua companheira os efeitos de ver "alguém jorrando sangue". Depois de uma série de assaltos o grupo resolver centrar contra aos agentes da "contra-revolução", isto é, comerciantes que haviam reagido contra assaltos comuns.

Inicialmente pensou-se em somente feri-los, mas a vontade de mostrar a própria força a outros grupos de terroristas de esquerda, convence o PAC que é necessário fazer ver que se é capaz de matar. Chegaram a nosso açougue pelas 4 e meia da tarde. Meu pai, ajudado por minha mãe, atendia a algum cliente, eu estava nos fundos falando ao telefone, quando ouvi os tiros de pistola que ribombavam nos meus ouvidos. Apavorado, corri para nossa casa que ficava no andar superior, depois de longuíssimos minutos vi homens que saiam num carro em disparada. Quando cheguei ao açougue, vi minha mãe com o avental branco todo ensangüentado e meu pai no chão dentro de uma poça de sangue. A ambulância chegou rapidamente, mas nada pôde fazer.

Nos processos, seja a perícia e o testemunho de um arrependido, fez ver que Battisti tinha dado, sem piedade, os tiros mortais em meu pai. Battisti esteve sempre presente no grupo armado, colocando à disposição sua experiência de bandido e ficou conhecido por sua determinação em matar, jamais hesitando em fazê-lo.

Por todos estes crimes Battisti cumpriu somente um ano da cadeia, enquanto minha vida ficou completamente destruída. Me vi aos 17 anos como o chefe de família e um vazio que com o tempo só fez aumentar. Não pode existir paz sem justiça e a minha família justiça, não a teve.

Não consigo entender o que levou vosso ministro da Justiça e classificar Battisti como um refugiado político, declarando que na Itália existem aparatos ilegais de repressão ligados a Máfia e a CIA (Central Intelligence Agency), por isso não pode conceder a extradição, o fato me parece uma folia e mais que isso, ofensivo à nossa democracia.

Peço que façam um apelo ao vosso presidente para que reveja essa decisão.

Adriano Sabbadin"

MARCELA ROUBA CENA DE DILMA


Marcela Temer, mulher do vice-presidente Michel Temer, chamou a atenção de todos por sua beleza e se tornou o assunto mais comentado do twitter. O sucesso foi tanto que a nova vice-primeira-dama chegou ao segundo ugar nos trending topics do Twitter (lista dos assuntos mais comentados no microblog) no Brasil e à sétima posição no mundo.

A jovem, de 27 anos, está casada com Temer desde de 2003 e já participou de concursos de miss, vencendo como Miss Campinas em 2002 e ficando em segundo lugar no Miss São Paulo.
Quarenta anos separam a idade dos dois.

Num governo de mulheres feias, a começar pela presidente, Marcela deve continuar roubando a cena, sem precisar fazer nenhum discurso.

sábado, 1 de janeiro de 2011

CONVIDADA ESPECIAL DE DILMA


Toda de preto, com uma saia esvoaçante e uma bolsa vermelha, Erenice Guerra ficou na ala destinada a convidados especiais - e não a de ex-ministros de Estados - e foi efusivamente cumprimentada pela nova presidente da República.

Acompanhada do marido José Roberto Camargo Campos, Erenice recebeu um longo abraço de Dilma, com direito beijo, mão na cintura e tapinhas no ombro. Ao fim, depois de tirar foto ao lado da presidente e do marido, Erenice acariciou a faixa presidencial. Assim como os filhos da ex-ministra, José Roberto também é suspeito de tráfico de influência na época em que era diretor de uma empresa de comunicações.

Dilma conheceu Erenice durante a formação do primeiro governo Lula. Desde então ficaram amigas. Antes das eleições de outubro, Erenice acabou sendo obrigada a sair do governo diante da suspeita de envolvimento em esquema de lobby. Antes das denúncias, ela era apontada como presença certa no governo de Dilma.

As duas trabalharam juntas praticamente durante todos os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro no Ministério das Minas e Energia e, mais tarde, na Casa Civil.

No seu discurso, Dilma disse que será implacável com os "mal feitos", será que se referia aos "mal feitos" de Erenice, também?

DEMOROU, MAS DESCEU!


Acabou a era Lula e sua política nefasta, em escala sem precedentes, de subordinar o Estado aos interesses da confraria partidária-sindical que se converteu, graças a sua eleição, na nova elite do poder no Brasil. Ao que se soma a degradação das relações entre o Executivo e o Legislativo e a exploração deslavada do carisma presidencial.

A foto acima, dá uma idéia do apego do ex-presidente ao cargo que ocupava. Não conseguiu esconder a tristeza por deixar a cadeira, por mais que tenha tentado levar a coisa na brincadeira.
Lula desceu a rampa, meio que empurrado por Dilma, mas desceu! Cara nada satisfeita, viu que não houve nenhuma comoção popular com sua saída. Feitas as despedidas, a câmera, simbólicamente, acompanhou a volta de Dilma para o palácio e saiu de foco o carro de Lula!
No aeroporto, cerca de 30 gatos pingados ficaram gritando o nome de Lula, na área de embarque, enquanto ele e Marisa faziam "tchau" das janelas da cabine de comando do avião da FAB que o levou para São Paulo.

Ninguém chorou, a não ser o próprio Lula, não houve manifestação popular digna de um presidente que se diz aprovado por 87% dos brasileiros. A não ser que Lula procure a imprensa, corra pelos programas de auditório dominicais e pela programação policial diária, sua passagem pela presidencia não levará muito tempo para sair da memória imediata.

Será um alívio, deixar de ouvir essa voz cavernosa no noticiário político diário!

CADÊ DILMA?

APERTEM OS CINTOS, A PRESIDENTA SUMIU
Por Guilherme Fiuza - ÉPOCA

A presidente eleita, Dilma Rousseff, é um sucesso no Twitter. Ficou em segundo lugar no ranking dos mais citados na febril rede de mensagens telegráficas em 2010. Perdeu apenas para o cantor adolescente Justin Bieber, que aliás se parece muito com Dilma.

...Os dois são pastéis de vento da cultura de massas e suas cabeças foram feitas pelos melhores cabeleireiros da modernidade brega.

Não se sabe exatamente por que a primeira presidenta brasileira foi superada pelo ídolo canadense. Talvez ele tenha um plano de governo.

Aos 16 anos, Justin Bieber já tem até um filme sobre sua vida. É um exemplo e tanto para Dilma.

Está provado que não é preciso viver para entrar na história.

A presidenta está seguindo rigorosamente esta linha: não fez nada para se eleger, e depois de eleita prosseguiu, coerentemente, não fazendo nada.

Em time que está ganhando não se mexe.

Agora a vice-campeã do Twitter tem tudo para virar filme também. Não importa se ela já fez tanto na vida quanto o adolescente Bieber. Isso o roteirista resolve.

Qualquer problema, é só providenciar uns enxertos com pedaços da biografia de Norma Benguell, usando o mesmo expediente da campanha eleitoral.

A transfusão de identidade, que fez Dilma aparecer no lugar da atriz numa passeata em 1968, foi um sucesso.

Se ainda faltar material para o longa-metragem, ainda é possível encher linguiça com as peripécias de Erenice, alter ego da presidenta – tão prematuramente ceifada da vida pública só porque exercia seu instinto maternal na máquina administrativa.

Puro preconceito contra a mulher.

Justin Bieber pode ser o rei do Twitter, mas não tem tudo.

Não tem, por exemplo, um Edison Lobão no ministério.

O velho novo ministro de Minas e Energia, aquele que no apagão convocou uma coletiva para ler um bilhete dizendo que ia ficar tudo bem, é quase uma força da natureza.

Seria difícil supor de onde vem sua inexorável sobrevivência no poder sem um olhar profundo para o Estado do Maranhão, que o fez senador. Ali mora o mistério do Brasil moderno.

Ali mora José Sarney (fora um ou outro pernoite no Amapá, para um alô a seus eleitores).

Lobão é só um dos ministros de Sarney no governo revolucionário da primeira presidenta.

Justin Bieber precisaria nascer de novo em São Luís, no Maranhão, para entender o que é um reinado de verdade.

Influenciar pencas de adolescentes pelo mundo não é nada.

Difícil é influenciar pencas de contratações de parentes e amigos no Senado, ser apanhado com a boca na botija e continuar dando as cartas na República.

Sarney é um milagre da dupla Lula-Dilma, um dos filmes mais incríveis que Hollywood não fez. O resto é água com açúcar.

Dilma não disse nada sobre a guerra no Rio, a inflação recorde de novembro e o ajuste fiscal

Nunca antes na história deste país se viu um presidente eleito sumir de cena de forma tão resoluta.

Dilma não tem nada a dizer ao povo.

Dilma não disse nada sobre a guerra no Rio de Janeiro. Dilma não comenta a inflação recorde de novembro. Dilma não fala sobre o ajuste fiscal que o velho novo ministro Mantega anunciou e o padrinho Lula desmentiu. Dilma não dá um pio sobre a crise da partilha do pré-sal, nem do pós-sal.

Mas Dilma fala no Twitter:

“Amigos, muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/ estar aqui c/ vocês. Vamos conversar mais em 2011”.

Imaginemos como prosseguirá essa conversa em 2011, aproveitando as duas palavras mais importantes da mensagem: logo eu, que não saio da sombra do meu inventor; logo eu, que só penso na cota do PMDB, na cota do PT e na cota do Sarney; logo eu, que articulo para presidente da Câmara um lunático que quer derrotar o capitalismo; logo eu, que rezo todos os dias para que a política econômica de Fernando Henrique não me abandone, e eu possa continuar surfando no folclore do oprimido.

A musa do Twitter promete.

Te cuida, Justin Bieber.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

TIRANDO A PROPAGANDA DESBRAGADA, O QUE FOI ESSE GOVERNO LULA?

por Maria Helena Rubinato

A complexidade do ser humano chega a ser aterradora. Somos todos muito complicados, os singelos, os humildes, os instruídos, os inocentes, os vividos, os jovens, os velhos. Cada um de nós é uma caixinha de surpresas.

Hoje, não há como deixar de citar Lula como exemplo de complexidade. Uma caixinha das mais cheias de nós e fios embaraçados, o todo acentuado pela circunstância de ser 31 de dezembro de 2010 o último dia de seu segundo mandato.

Há quem ache que ele é megalômano. Outros que sua arrogância é tamanha que ele sequer percebe o ridículo em que se coloca, frequentemente exibindo qualidades que não tem, ou criando fatos para constar em sua biografia que são ou inverídicos ou exagerados.

Estive, até bem pouco tempo, entre os que só viam nele o vaidoso irrecuperável, o pavão, o espaçoso que ele é. Mas nos últimos dias passei a ter muita pena dele. O homem Lula está sofrendo uma barbaridade!

Não creio que seja pelo fim do poder, como pensei até pouco tempo atrás. Ele armou tudo de modo a não perder o poder real nem tão cedo e se baseia em qualidades que, pelo visto, Dilma Rousseff cultiva - a gratidão e a lealdade para com os seus. E de Lula ela é devedora, não apenas do mais alto cargo do país, mas de muito mais: de ter se transformado, em tão pouco tempo, naquilo que os americanos chamam de "household name".

Seu sofrimento, a meu ver, é outro. Cada palavra, cada frase que ele diz desde que sua herdeira venceu as eleições, é uma lágrima que verte em silêncio por não ver reconhecidas, pelas pessoas que para ele contam, as qualidades e os feitos que acha que tem ou que acha que realizou.

Podem os jornais do mundo inteiro, e até os nossos, dizer maravilhas dele, isso só não bastaria. A popularidade fantástica, a adoração, nada disso susbtitui o que mais lhe faz falta: o reconhecimento, pelas pessoas que a ele importam, em praça pública, que "Lula é simplesmente sensacional". É disso que se trata. É porque isso lhe falta que ele vem ocupando seus dias em fazer, a si mesmo, os maiores elogios.

Já que "aquelas" pessoas não falam que ele é sublime, ele fala.

Se quisermos ser bem sinceros, veremos que, no fundo, somos todos assim. É muito bom ser amado, mas se aquelas pessoas que mais amamos não nos amam, tudo o mais perde o brilho. Passando do particular para o geral, deve ser a mesma coisa: de que adiantam os aplausos de milhões, se aquele punhado de pessoas cuja opinião mais respeitamos e admiramos continua a nos vaiar?

Penso que não há como julgar todo o governo Lula agora. Seria temerário. Tudo a seu tempo. Ou incorreríamos no mesmo erro dele: julgar sem apoio na realidade.

Por enquanto, eu me limito a ver seu governo como as obras de reforma no Palácio do Planalto: demoradas, carísssimas, e com poquíssimo tempo de uso já precisando ser reformadas.

Creio que por ora só dá para analisar o homem Lula. O pavão que ainda precisa conquistar quem mais admira para poder abrir sua cauda e brilhar com prazer. Quando, e se, até sua voz for considerada linda.

O governo, esse ficará para o porvir.

LULA, O ENGRAÇADINHO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto nesta sexta-feira, após cumprir todas as atividades de seu último dia de governo. Na saída, Lula acenou do carro oficial para populares que estavam em frente ao Planalto.

A algumas horas de deixar o cargo, ele disse que poderá sair "correndo" para não repassar a faixa presidencial à sucessora.

"Se ela [Dilma] vacilar eu saio correndo. Quero ver ela correr atrás de mim na Esplanada, atrás daquela faixa. Por isso é que eu me preparei fisicamente, ela disse que parou de andar, então ela vai estar menos preparada do que eu, fisicamente", disse durante solenidade de despedida com servidores do governo e do Palácio do Planalto.

O que todos acham que é uma brincadeira, lá no íntimo de Lula é um desejo verdadeiro, foi o presidente mais apegado ao cargo da história deste país.

O primeiro anúncio do Palácio do Planalto nesta sexta-feira foi a decisão do presidente Lula de negar a extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti, preso no Brasil há quatro anos.
O governo italiano tinha declarado que se Lula nao extraditasse Cesare Battisti, o Brasil não seria um destino recomendado aos italianos, pois se trataria de um país que deixa livres, assassinos em suas ruas!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O ASSASSINO BATTISTI PODE SER LIBERTADO POR LULA

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse na quinta-feira que seria inaceitável se o ex-ativista italiano Cesare Battisti não for extraditado pelo Brasil.

A imprensa brasileira informou na quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia decidido não extraditar Battisti, condenado à revelia por assassinatos em seu país. O governo ainda não se pronunciou sobre o caso.

O gabinete de Berlusconi destacou em nota que a possível preocupação com a deterioração do bem-estar de Battisti se ele fosse extraditado para a Itália deve ter influenciado a decisão de Lula, que ele pretende declarar como "incompreensível e inaceitável".

"O presidente Lula terá de explicar a decisão, não apenas ao governo italiano, mas a todos os italianos e em particular às famílias das vítimas", acrescentou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou no ano passado que Battisti deveria ser extraditado após ser condenado em seu país por assassinatos cometidos na Itália na década de 1970, quando grupos radicais de extrema esquerda promoveram uma campanha de violência.

Mas a decisão final cabe a Lula, que concedeu a Battisti o status de refugiado em 2009 e encerra seu segundo mandato na Presidência em 1o de janeiro. No começo da semana Lula disse que tomaria uma decisão até sexta-feira. Seus assessores afirmaram na quarta-feira que não havia ainda nenhuma decisão formal.

Mais cedo na quinta-feira, o ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, declarou que as relações do país com o Brasil ficariam seriamente abaladas se Battisti não for extraditado.

"Ninguém deveria imaginar que um 'não' à extradição de Cesare Battisti não teria conseqüências", disse La Russa ao diário Corriere della Sera, em entrevista publicada na quinta-feira.

"Eu consideraria isso um grande dano às relações bilaterais."

La Russa, integrante da ala direitista do governista partido Povo da Liberdade, é considerado um ministro próximo de Berlusconi, mas não está claro o quanto suas opiniões refletem a atual política governamental.

"Até onde eu sei, estou pronto para adotar outras iniciativas", ele declarou. La Russa não deu nenhum exemplo concreto, mas disse que estaria preparado para dar apoio a boicotes não especificados contra o Brasil.

No entanto, ele afirmou que um acordo de cooperação militar com o Brasil, prestes a ser aprovado pelo Parlamento italiano em 11 de janeiro, estava muito avançado para ser afetado.

"É tarde para isso. O governo já fez o que tinha de fazer. O resto cabe ao Parlamento", disse ele.

Battisti fugiu de uma prisão italiana em 1981 e viveu muitos anos na França, mas deixou o país quando o governo francês aprovou sua extradição, em 2006. Ele foi preso depois no Brasil.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MUDAR O NOME DE TUPI PARA LULA É PUXA SAQUISMO DESBRAGADO

O deputado federal e vice-presidente do DEM, Ronaldo Caiado (GO), defendeu nesta quarta-feira, 29, que o Ministério Público Federal (MPF) peça na Justiça uma ação de improbidade administrativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela mudança do nome do poço Tupi, da Petrobras, para "Lula", anunciada hoje pela estatal.

"Fui informado sobre o gesto do presidente da Petrobras em mudar Tupi para Lula. O que se espera é que o Ministério Público seja no mínimo eficiente, o que é obrigação dele, e encabece a ação pelo descumprimento da Constituição Federal", disse Caiado.

Segundo o parlamentar, o batismo de Lula a uma plataforma de petróleo fere o artigo 37 da Constituição que determina que a publicidade de programas e obras tenham caráter educativo, informativo ou de orientação social e não constem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores.

"E o presidente da Petrobras (José Sérgio Gabrielli) se acha no direito, em uma ação de ''puxa-saquismo'', de mudar o nome e descumprir a lei", afirmou. "Dizer que é norma que se coloca nome de peixes e da fauna marinha é achar que pode ser maior que a Constituição", completou Caiado.

SEM INAUGURAÇÃO, LULA LANÇA PEDRAS FUNDAMENTAIS

Lula, não tendo nada prá inaugurar, lança pedra fundamental e faz palanque para destilar seu ódiio. Hoje lançou a pedra fundamental da Fiat em Pernambuco e fez mais um discurso revanchista, auto-elogiando sua ignorancia e atacando os governos anteriores, a grande imprensa e todos os brasileiros que não concordam com ele.
Esse homem transpira recalque e raiva! Veja essa frase pinçada do seu discurso: "Amanhã, vou pirraçar no Ceará! Vou anunciar uma refinaria lá!' E essa outra: "Eduardo(gov. de Pernambuco), vc que ganhou o segundo mandato, corre porque 4 anos passa rápido quem nem "disgraça'!"

Assim, em discursos cada dia mais toscos, se despede o presidente de maior complexo de inferioridade da história deste país!
"Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México", afirmou Lula nesta quarta-feira na Bahia, em sua última viagem oficial como presidente.

A afirmação acima, se compara àquela piada em que o sujeito foi cortar o galho da árvore e se sentou na ponta do galho. Total desequilíbrio!

O seu programa "Minha Casa, Minha Vida" que prometia 1 milhão de casas, fez pouco mais de 200 mil unidades em todo o país. E já tem leilão de casa desse programa na Caixa Econômica Federal por inadimplencia!

Lula fez o oposto do óbvio em boa parte de sua gestão. Na educação, deu prioridade à multiplicação de faculdades e à ampliação de matrículas em cursos universitários. Fez muito barulho com esse tipo de ação, realizável sem esforço e muito rentável politicamente.

Mas deixou em plano inferior questões muito mais urgentes. A educação fundamental continua muito ruim, a taxa de analfabetismo funcional pouco variou (cerca de um quinto dos brasileiros com 15 anos ou mais) e o acesso ao nível médio permanece afunilado. Tudo isso tem sido confirmado pelo IBGE e pelo fracasso dos estudantes brasileiros nos testes internacionais.

Lula também não fez o óbvio em relação ao sistema político. A liberdade de imprensa é obviamente essencial à democracia, mas o governo petista várias vezes tentou restringi-la. No primeiro mandato, o presidente mandou ao Congresso um projeto de censura (essa palavra resume bem o propósito). A tentativa foi repelida e ele negou sua responsabilidade. O Executivo, segundo ele, apenas enviou ao Legislativo um projeto concebido fora do governo. Não haveria uma desculpa menos grotesca?

"Eu saio da presidência, mas não pensem que vão se livrar de mim, porque vou estar nas ruas desses país para ajudar a resolver os problemas do Brasil."- disse Lula.

Apesar das pesquisas dizerem que Lula tem aprovação recorde. Não se vê a correspondencia disso nas ruas. Ninguém está preocupado com a saída dele e muito menos se encontrará gente disposta a derramar uma lágrima sequer!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

LARGA O OSSO!

Miriam Leitão, O Globo

Não faz sentido agradecer a um governante pelo respeito às regras democráticas. É obrigação. Portanto, não estou entre os que exaltam o presidente Lula pelo fato de ele não ter tentado permanecer. Até ele vê assim. "Se você pede o terceiro mandato, quer o quarto, se pode pedir o quarto e por que não o quinto? Aí você está criando uma ditadurazinha", disse ontem Lula aos jornalistas.

Houve artigos nesses dias de balanço que ressaltaram, como um dos grandes méritos do presidente Lula, o de ter respeitado as regras democráticas e de não ter pleiteado um terceiro mandato. Como se tivesse dependido unicamente de sua vontade. Teria que ser feita uma emenda à constituição e isso, certamente, detonaria uma reação forte da sociedade.

O Brasil não é a Venezuela. Passamos por caminhos diferentes. Com todos os defeitos que tem o sistema político brasileiro, a democracia aqui foi uma dolorosa conquista. Minha convicção é que mesmo sendo um governante popular, ao fim do mandato, Lula poderia ter sido derrotado em sua tentativa de mais um mandato.

Uma reeleição é comum em inúmeras democracias, um terceiro mandato já é um continuísmo intolerável. O presidente Hugo Chávez manipulou as instituições e minou a democracia, por isso tem conseguido a reeleição perpétua, a "ditadurazinha".

Outro mérito de Lula teria sido o de ter mantido a política econômica do governo anterior. Foi de fato importante: para o país, para a estabilidade econômica, mas principalmente para ele mesmo. Dificilmente Lula teria conseguido mais um mandato em 2006 se a inflação tivesse voltado a subir. Se o escândalo do Mensalão tivesse encontrado o país com patamares altos de inflação, certamente a história teria sido outra.

As tentativas de confundir o que foi o caso de corrupção foram tantas, que é preciso lembrar. O Mensalão não foi o único escândalo no governo do partido que, durante 20 anos, se apresentou como sendo o guardião da ética na política, mas sem dúvida foi o pior. A corrupção foi confirmada na CPI, na investigação do Ministério Público, no voto do ministro Joaquim Barbosa e na aceitação do voto pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Dinheiro sem origem comprovada era distribuído a deputados da base governamental, num esquema alimentado por um publicitário que prestava serviços ao governo, e o denunciante foi um deputado da base parlamentar. Até o publicitário da campanha de Lula em 2002, Duda Mendonça, admitiu no Congresso ter recebido em dinheiro vivo ou em contas no exterior. Lula se debate contra os fatos mudando as versões há cinco anos. Primeiro, disse que foi um fato banal. Depois, se disse traído. Distanciou-se do PT. Mais recentemente, alegou que foi uma tentativa de golpe da oposição, e depois, que foi um caso de erro da imprensa como o da Escola Base.

A verdade é que foi um caso espantosamente grave de corrupção. Se ele tivesse explodido no meio de uma economia desorganizada pela volta da inflação, certamente, Lula não teria tido condições políticas de conquistar mais um mandato.

OS FILHOS DE LULA

da Folha de São Paulo

Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings --sociedades criadas para administrar grupos de empresas--, a LLCS Participações e a LLF Participações.

Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas.

A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.

Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%.

As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.

As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos.

São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal --Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

SÓCIOS

Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula.

Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.

A Bilmaker tem como controlador o engenheiro Glaucos da Costamarques, 70, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do presidente Lula.

Os outros sócios da Bilmaker, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, são sócios de Luís Cláudio, filho do presidente, na ZLT 500, empresa de produção e promoção de eventos esportivos.

Assim como a holding, a ZLT também só existe no papel. Está registrada num endereço no Morumbi onde há só uma casa abandonada.

Criada em julho, a ZLT tem ainda como sócio José Antonio Fragoas Zuffo, empresário da região do ABC.

Sócio na Bilmaker e na ZLT, Otávio Ramos disse à Folha que não sabia que os filhos de Lula haviam registrado uma empresa na sede da Bilmaker.

"Isso me preocupa. Vou ligar para eles. Não sabia nem da existência dessa holding. Não sei nem do que se trata nem quero saber", disse.

Ramos afirmou que a empresa não faz negócios com o governo para não gerar especulações. "Somos amigos deles e já iriam ver maldade." A Bilmaker, disse, é uma empresa de exportação e importação de "qualquer coisa".

A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line.

Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha.

A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários.

Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos --sem resultados.

Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o "Ronaldinho" dos negócios.

"Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", afirmou. No final de 2009, a empresa tinha capital negativo.

G4

Meses antes de a Gamecorp ser constituída, Fábio Luís se tornou sócio da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, tendo como parceiros filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas, hoje no PSB.

Foi por meio da G4 que Lulinha virou sócio de outra empresa, a BR4 Participações, criada em 2004, e que, três anos depois, ganhou como sócio Jonas Leite Filho, sobrinho do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB).

Jonas Leite é conhecido pelo projeto que criou a versão da Bíblia lida pelo apresentador Cid Moreira, da TV Globo, um sucesso de vendas. A BR4 é, por sua vez, acionista da Gamecorp.

OUTRO LADO

Lulinha disse à Folha que sua evolução patrimonial nos últimos oito anos está de acordo com suas atividades profissionais e com seus ganhos.

O mesmo afirmou o seu irmão Luís Cláudio. "É público e notório: trabalho com futebol e tive o retorno compatível com a minha atividade profissional em grandes clubes do país, como São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos", afirmou.

Luís Cláudio disse que a LLCS foi registrada no endereço de outra empresa porque o negócio está no início.

"Ainda estou procurando um local definitivo para a sede. Por ora, ela possui apenas um endereço de referência, que poderá se tornar definitivo caso eu consiga locar uma sala da Bilmaker, gerida por grandes amigos meus."

Com relação à outra holding inaugurada pelos dois em agosto deste ano, a LLF, Luís Cláudio disse que caberia ao irmão responder, o que não foi feito.

Sobre outra empresa criada no papel, a ZLT 500 Sports, Luís Cláudio disse que ela "irá atuar também no ramo esportivo, mais especificamente, na área de gestão de eventos esportivos".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FERNANDO HENRIQUE DIZ QUE NÃO COMPREENDE DILMA


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou não ter "imaginação suficiente" para completar lacunas no raciocínio da próxima ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff.

"Tenho dificuldade mesmo. Você sabe que eu sou curto de inteligência, às vezes eu não consigo. Ela não termina o raciocínio, e eu não tenho imaginação suficiente para saber o que ela ia dizer", disse, em tom de brincadeira, após ser questionado por Diogo Mainardi, um dos entrevistadores do programa "Manhattan Connection".

A entrevista foi ao ar na noite de domingo (26), no canal GNT.

Ao tomar posse, no dia 1º de janeiro, Dilma sairá com vantagem na largada, segundo FHC: "Vai pegar uma economia em bom momento", embora se depare com "uma situação fiscal bastante difícil também".

Antes de discorrer sobre o país que Dilma herdará, o tucano elogiou sua própria gestão.

"Eu mudei o Brasil. Vamos dizer com clareza, sem falsa modéstia. O Brasil era um antes da consolidação da economia e passou a ser outro."

Quando Lula assumiu, em 2003, a situação do país era menos dócil. Mas a culpa, para FHC, é do próprio petista. "O ano que ele pegou piorou por causa dele. Por causa do medo que os mercados tinham do que ele dizia que ia fazer e que, para a sorte de todos nós, não fez."

FHC criticou um dossiê com gastos dele e de sua mulher, Ruth Cardoso, morta em 2008, montado sob comando da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O dossiê com dados sigilosos, que veio à tona na crise dos cartões corporativos, era um "banco de dados", segundo Dilma e Erenice --ainda braço direito da petista, ela tombou dois anos depois, na esteira de acusações de lobby na Casa Civil envolvendo seu filho.

"Realmente grave aquilo, porque ela [Dilma] telefonou para a Ruth e disse que não estava fazendo nada", reclamou o ex-presidente.

Na época, o Congresso sinalizou que poderia investigar transações de Lula e familiares com cartões corporativos. Para FHC, esses são os gastos "que nunca foram explicados".

Os entrevistadores pediram que FHC indicasse um livro a Dilma. Aconselhou "A Democracia na América" (1835), do historiador francês Alexis de Tocqueville. "Ela já deve ter lido", disse.

RECUPERANDO O BEM ESTAR


Apenas as pessoas mais controladas conseguem não exagerar no prato nas ceias de Natal. Para se recuperar das guloseimas nem sempre saudáveis deste fim de semana de festas, uma opção é pegar leve nesta segunda-feira.

Confira abaixo uma receita de salada com alface, radichio, uvas verdes, amêndoas e queijo brie. A receita é sugestão do restaurante Blú Bistrô.

Salada Rústica

Ingredientes
1 pé de alface crespa
1 pé de alface roxa
1 pé de radichio
1 pé de alface americana
300g de queijo brie em fatia.
150g de uva verde.
50g de amêndoas laminadas.
200ml de azeite extra virgem.
Suco de 02 limões siciliano.

Modo de preparo
Lavar bem todas as folhas, em seguida cortá-las com as mãos em pedaços médios misturando-as em um recipiente e reserve Cortar a uva ao meio e retirar as sementes. Colocar o queijo brie para gratinar no forno pré-aquecido de 200°c à 220°c. Em um recipiente colocar todas as folhas. Tempere com azeite e o suco de limão siciliano. Acerte os temperos com sal e pimenta a gosto. Em seguida colocar em uma travessa de salada. Finalizar com o brie gratinado em cima.