
Às vésperas da instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI), criada no Senado em 15 de maio para apurar um rol de cinco denúncias de irregularidades envolvendo a Petrobrás, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, afirma que há uma campanha de criação de "fatos artificiais" para justificá-la. Em entrevista exclusiva ao Estado na noite de sexta-feira, na sede da empresa, Gabrielli citou os maiores jornais e revistas do País como participantes de uma espécie de ciranda, na qual parlamentares de oposição alimentariam de denúncias a imprensa para depois reproduzir as acusações no Congresso, pedindo inclusão na CPI. "Será que há algum esquema de criação de fatos artificiais?", indaga, para emendar em seguida com a resposta: "Não há dúvida." Para o presidente da Petrobrás, o ambiente de instalação da CPI estaria imerso numa espécie de "vale-tudo" e avisa que está preparado para embarcar no jogo: "Nós estamos preparados para um vale-tudo! Nós estamos preparados. Nós não atacamos ninguém ainda. Só temos nos defendido." E arremata: "O ataque também faz parte da defesa".
Se os fatos são "artificiais" nada melhor que o palco da CPI para mostrar isso, mas pelo medo que o governo demonstra com relação a ela, parece que não há certeza disso.
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